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DOS
VISITANTES

 

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Diversos visitantes me têm enviado e-mails com referências a este site. Curtas referências a maior parte delas, do género "está muito gira", "gostei muito", etc. Como não posso guardar tudo, deitei-as fora, obviamente. Posteriormente, porém, começaram a chegar-me opiniões mais elaboradas e lembrei-me de as reunir numa rubrica especial do site - o que estou fazendo. Lamento não ter guardado todas as outras mas o que não tem remédio...

E você, o que pensa desta página ?

Nota: as mensagens que me são enviadas aparecem aqui ordenadas de forma inversa  à ordem das respectivas datas. Assim,  são as últimas que aparecem em primeiro lugar, decrescendo a sua ordenação até à primeira recebida, que figura em último.

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01-02-2008

De um país de língua inglesa, onde se encontra há 40 anos, escreve-me este moscavidense emocionado por ter encontrado este site sobre sua terra e desejoso de encontrar velhos amigos e colegas da sua escola primária, especialmente um :António Crisóstomo Pereira Lopes, que  é funcionário da TAP e vive algures na estrada que liga Moscavide com Sacavém perto do que era então o "campo da bola" do Sacavenense,

Quem conhecer o António Crisóstomo Pereira Lopes, por favor diga-lhe que o seu colega da (então chamada) escola do Leitão, Henrique A.R. Pedro, com o endereço electrónico arnaldoreis@rogers.com  gostaria de contactá-lo

Caro Sr. António Gouveia,

Primeiramente desejo oferecer as minhas desculpas pela qualidade da ortografia e gramática pois já me ausentei de Portugal há 40 anos. Em seguida peco desculpa

da falta de acentuação mas como vivo num pais de língua inglesa, o meu teclado não tem a acentuação para português, e provavelmente eu não saberia usar as regras da acentuação.

 

Encontrei o seu site (pagina) por pura coincidência numa altura em que procurava encontrar um amigo meu do qual eu perdi a direcção (por culpa minha). Ao pesquisar, usando o nome do meu amigo, que viveu em Moscavide, me encontrei na pagina que o Sr. edita e mantém.

 

Um pouco de mim... nasci em Moscavide em 1950, mais precisamente na antiga Rua António Luís Moreira. Frequentei a escola do Prof.. Mourato, começando em 1957. Mudando depois para a escola do Leitão (se não estou errado, esta estava localizada por cima da loja do Braz e Braz na rua da praça velha).

 

Por curiosidade, penso que estou representado na fotografia enviada do Brasil por Fernando Mendes Ferreira (foto referente ao ano de 1958). Penso também que eu seria o garoto localizado por detrás da Sra. Professora (a direita) e o meu amigo, que procuro, será talvez o miúdo cuja cara está meia encoberta pelo miúdo à frente dele, localizados a esquerda na foto (segunda fila contando de traz).

 

Infelizmente, as minhas recordações em relação a Sra. Professora são muito tristes (if I may say more correctly in English, "rather depressing"). Em contraste, as minhas recordações da Sra. Professora D. Ana Araújo são excelentes (penso que todas as crianças e mães em Moscavide tinham a D. Ana na mais alta estima, uma senhora com grande paciência e generosidade).

 

Apesar de viver fora de Portugal há tantos anos, tendo retornado talvez um máximo 4 vezes em visita (a ultima talvez em 1994) a minha recordação do pais e da terra onde nasci e muito querida e ao ter oportunidade de relembrar Moscavide, foi um momento emocional para mim. Obrigado pela sua amabilidade em relação a Moscavide.

 

Nos meus tempos, Moscavide, era vista como o dormitório de Lisboa, nem mais nem menos. Uma vila sem personalidade. Sim existia "O Familiar", "O Cinema", "O Jardim", "O Clube Desportivo dos Olivais" ("no outro lado da rua"), e uma quantidade de Cafés e Bilhares... e pouco mais...

 

Em relação a empregos, havia as oficinas de reparações de carros (2 ou 3), a "fabrica da pólvora" e como disse em cima os cafés, e algumas empresas pequenas, Os empregos "mais sérios" esses encontravam-se em Lisboa... dai a alcunha "o dormitório de Lisboa".

 

Aqui me despeço agradecendo o seu trabalho generoso na "Pagina De António Gouveia" em apresentar Moscavide como "a nossa terra". Por mim nunca me senti desmoralizado ou inferiorizado por ter nascido em Moscavide, especialmente quando o meu professor de Português na escola industrial...(perdão esqueço o nome), mencionou que os filhos de Moscavide seriam considerados "Saloios" por Moscavide ser parte do concelho de Loures e não de Lisboa. Para mim os "Saloios" eram mais importantes que os "alfacinhas" esses cheios de pretensão e importância.

 

Um pequeno pedido de assistência... se por acaso algum dos seus visitantes conhecer o meu amigo António Crisóstomo Pereira Lopes (é funcionário da TAP e vive algures na estrada que liga Moscavide com Sacavém perto do que era então o "campo da bola" do Sacavenense, eu peco que tenha a amabilidade de me contactar pelo o endereço electrónico
 
arnaldoreis@rogers.com  

Muito obrigado pela sua paciência e contribuição para o bem de Moscavide e os "seus filhos".

Henrique A. R. Pedro

 

 Esta é foto a que o Henrique A. R. Pedro se refere

 

 

Comentário: Caro Amigo, o apelo está feito. Espero que alguém lhe indique o contacto do seu amigo. Se assim acontecer gostaria que disso me desse conhecimento.Obrigado pela favorável apreciação do meu Site. Com vê, um bom corrector te texto faz milagres e a sua falta de acentos, foi inteiramente corrigida

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01-02-2008

Olá muito boa tarde

 
Encontrei por acaso a sua pagina na internet, pois procurava coisas e pessoas que estivessem ligadas a antiga escola primaria de Moscavide, aquela que foi abaixo, ali onde é agora a rotunda que vai para a Portela a e para Sacavém...
 
e lembrei-me, uma vez que os meus pais toda a vida viveram em Moscavide em solteiros e depois de casados pouco mais abaixo depois da estrada de Moscavide, que talvez tivesse fotos que pudesse usar, de maneira que se quiser posso falar com eles e procurar...visto que os meus avós maternos e paternos tb viveram em Moscavide.
 
entretanto se soubesse de algum link ou pagina sobre a escola (gostaria de tentar encontrar colegas de escola), agradecia.
 
cumprimentos
 
rita martins
rita martins [ritamartins11@gmail.com]

Comentário:   Lamento não lhe poder ser útil mas na verdade não conheço e julgo não existir qualquer página referente a essa escola. Quanto à possibilidade de seus pais possuírem fotos de Moscavide antigo, sobretudo de edifícios ou locais entretanto  desaparecidos, ou de figuras típicas ou de acontecimentos passados, muito agradecido ficarei se mas enviarem. Se for de forma digitalizada, através da net, melhor; se for em papel, comprometo-me a devolvê-las, após após proceder à sua digitalização

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22-12-2007

As gerações mais novas começam a descobrir este site e a interessar-se por memórias de tempos que não viveram., como se vê pelo texto da mensagem  que hoje recebi. Ainda bem. São eles que vão continuar a preservação dessas memórias

Espectacular esta sua página

Moro nos Olivais( Estrada de Moscavide) e morei em Moscavide (Rua Maria do Rosario Patacão, aonde ainda mora a minha mãe) entre 1951 e 1971.
Tive conhecimento desta pagina ontem num jantar de antigos alunos do Externato Nacional de Moscavide através de uma lista que por lá circulou sobre as figuras de Moscavide.
Sou marido de uma neta do Ze Pinoca e genro de Luis Rodrigues, homem com 82 anos e que nasceu em Moscavide (Rua António Maria Pais).
Vou tentar obter mais dados e se forem interessantes tenho muito prazer em lhos comunicar.
 
Cumprimentos,
     
 Carlos Filipe
[carloslopesfilipe@clix.pt]

 

Comentário: Venham de lá os dados meu Amigo. Seja o que for, textos ou fotos, serão sempre bem-vindos. e Não me diga que a sua esposa é filha do meu Amigo Zé Guilherme. Será?

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02-12-2007

 

Escreve-me António Reis, felicitando-me pelo site, e perguntando-me se possuo alguma foto da Vila Gouveia que lhe possa ceder. Infelizmente não tenho e bem gostava de ter, pois ali se situava a minha escola Qual é o puto de hoje que não tem dúzias de fotos da sua escola e dos locais adjacentes? Pois é, mas no meu tempo quem é que possuia máquina fotográfica?

 Mas aqui fica o pedido: QUEM È QUE TEM FOTOS DA VILA GOUVEIA E QUER FAZER O FAVOR DE ME REMETER CÓPIAS EM PAPEL OU. De PREFERÊNCIA, ATRAVÉS DA NET?

 EU AS FAREI CHEGAR AO ANTÓNIO REIS, DEPOIS DE FAZER CÓPIAS PARA MIM, BEM ENTENDIDO

 

Caro António

Desde já dou-lhe os meus parabéns pelo site que criou acerca de moscavide ,o qual gostei muito de observar, especialmente a parte das fotos antigas.Venho por este meio tentar saber se tem algumas fotos ou sabe onde as posso encontrar, da vila gouveia.

Desde ja agradecido

António Reis
António Reis [nunoreis2@gmail.com]

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27-11-2007

 

Nasceu e reside em Moscavide. Descobriu agora a minha página, que considera maravilhosa.  Gostou do que viu e é emocionada que me escrreve a dar conta dessa emoção. È curioso que os moscavienss da diáspora são mais lestos a descobri-la. Claro, estão lonhe, a saudade aperta e toca de rocurar na net referências ao l.ocais a que estiveram ligados por nascimento ou residência. E todos eles ficam encantados quando descobrem essas referências

 

Sr. Gouveia,

 

Só hoje, infelizmente, tive conhecimento desta sua maravilhosa página sobre a minha terra - Moscavide. Vi todas as fotografias que nela aparecem, tendo reconhecido muitas delas. No entanto, o que me fez sentir um aperto no estômago, foi ter lido, num dos seus comentários, que tinha conhecido muito bem um José Formiga. Ora, o meu falecido pai, de seu nome José Caetano, era conhecido como o Formiga, e tinha uma sapataria na Rua Laureano de Oliveira tornejando para a Rua João Luís de Moura (hoje Rua Bento de Jesus Caraça). Será o mesmo? Pois eu sou a filha mais nova de 4 filhos, o João, a Piedade (que estava na sapataria do meu pai), o Adriano e eu, a caçula, de meu nome Alzira. Tenho 63 anos, resido ainda em Moscavide, no Prédio do Branca Lucas, e recordo-me, perfeitamente, do seu irmão, que tinha uma papelaria onde comprei muitos dos meus livros escolares e dos meus filhos. Embora mais nova, também me recordo de si (pela fotografia). Nasci na Rua António Maria Pais, nº. 8, num pátio, onde fica hoje a Junta de Freguesia, quase em frente à Travessa do Cauteleiro e frequentei a escola velha, onde funciona o Centro de Dia. A minha primeira professora chamava-se D. Celestina (até à 3ª. classe) e a da 4ª. chamava-se D. Gabriela. Fiz o ciclo na Senhora D. Inês (1º. e 2º. anos do liceu), com muitos colegas, alguns figuras públicas, entre eles o Fernando Balsinha, que já nos deixou, o António Santos (jornalista da RTP) , o Carlitos (do Carrega o Macho) e o João Santos da estância de madeiras. Depois fui  para o Liceu, para Lisboa,  e deixei de ter contacto com eles.

Um muito obrigada por ter tido esta ideia maravilhosa. E, se tiver disponibilidade, diga-me se conheceu a minha família.

Bem haja pela iniciativa.

O meu e-mail é alziracaetano@netcabo.pt.

Melhores cumprimentos.

 

Comentário:  Claro que conheci a tus família:  o teu avô, os teus pais os teus irmãos e também a  ti, apesar  de eu já ter 19 anos quando nasceste. Falo muito do João na crónica “ O nosso Rio” e faço referências a teu pai em “O Familiar”. Eu vivi na Travessa do cauteleiro e o João era meu companheiro diário nas brincadeiras de infância

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25-11-2007

A jovem que hoje me escreve pretende fazer um ttrabalho académico sobre Moscavide e a sua história. Não é a primeira que se me dirige com iguais propósitos. Procurou elementos na net e a única coisa de interesse , sobre Moscavide,que encontrou foi a minha Página. Claro que não encontrou mais nada porque mais nada existe.

 

Bom dia Sr António,

O meu nome é Maria João Codices e estudo Engenharia Civil no Instituto Superior de Engenharia de Lisboa (ISEL).
Estou a contactá-lo pois estou a fazer um trabalho de uma das disciplinas do meu curso, e escolhi, entre outros, o tema "O Bairro de Moscavide", porque me pareceu um tema bastante interessante.
Pesquisei imensos artigos na internet acerca deste tema, e a página da internet onde mais informação útil obtive foi na sua página. Deste modo, tomei a liberdade de o contactar com o objectivo de saber se o senhor António não me poderá indicar livros ou algum local onde eu possa obter informações acerca do Bairro de Moscavide. É muito importante focar assuntos tais como a história do Bairro, o crescimento até aos dias de hoje, etc.
Deste modo, aguardo uma resposta breve da sua parte, agradecendo desde já a sua disponibilidade em atender ao meu pedido.

Cumprimentos,
Maria João Codices.

 

Comentário:     Cara Amiga,

 Muito me agrada, como ex habitante de Moscavide, onde passei a minha infância e  uma boa parte da minha vida, que alguém se proponha fazer um trabalho académico sobre Moscavide. Gostaria de lhe ser útil na feitura desse trabalho, mas infelizmente não sei de que maneira. Tudo o que escrevi no site a que se refere, baseia-se em recordações pessoais  (ainda por cima redigidas a uma distância apreciável  no tempo e no espaço, da minha vivência e do local  a que elas se reportam). Não conheço nenhum livro sobre Moscavide, excepto um pequeno livro publicado no ano passado exclusivamente dedicado ao cinquentenário da igreja local da autoria de uma professora Universitária de nome (se a memória não me falha) Manuela Mendonça) que se baseou em alguns aspectos circunstanciais de elementos retirados, como o meu consentimento da minha página.

Não me admira, pois, que não tinha encontrado mais nada na Net, além da minha Página, porque, na verdade não creio que exista qualquer outra coisa de interesse sobre Moscavide – O que aliás não abona nada a favor da administração local, que tão  pouca importância parece atribuir  (como não me canso de repetir)   à única publicação que existe sobre a localidade cujos interesses (iclusive os culturais) lhes compete assegurar

Pelas razões expostas e porque as minhas memórias sobre a localidade resumem-se praticamente ao que no site escrevi, não vejo, sinceramente, em que lhe possa ser útil.  Porque não experimenta contactar a Junta de freguesia de Moscavide e a Câmara de Loures. Aí sim poderá, eventualmente, encontrar elementos de utilidade sobre a história do seu objecto de estudo.

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17-11-2007

 

Quem hoje me escreve  tem agora cinquenta anos, mas conheço-o desde que nasceu, pois  nasceu no ano em que me casei e no prédio onde então passei a morar. Minha filha nasceu dois anos depois e tanto ele como os irmãos que veio a ter foram seus companheiros de brincadeira. Apesar de ter vivido em Moscavide durante poucos anos, as suas recordações da terra permanecem bem vivas.

Quem telefona ao Xico?

 

MOSCAVIDE

 

Nasci em Moscavide, no ano de 1957, e aí permaneci até 1964, na Rua Infantaria 7.

         Chamo-me Francisco Manuel, filho de Amado e Margarida Maceira e tinha na época mais três irmãos, uma mais velha e dois mais novos.

         O meu pai foi empregado na “UTIC”, onde teve como colegas, os Srs. Viegas, António electricista, Jaime Jorge, entre outros que não recordo o nome.         

Frequentei o “Centro Social” – Infantário, junto à Igreja Paroquial. Nesta o meu pai fazia parte da “Conferência de São Vicente de Paulo”, que visitavam as barracas de madeira, que recordo à entrada de Moscavide, dando-lhes o apoio possível, e que eu muitas vezes acompanhei.

Esta introdução serve para me identificar e eventualmente, contactar quem nos possa ter conhecido.

Apesar da distância no tempo, recordo o ambiente familiar que se vivia. Os ruídos, cheiros e cores do início das manhãs solarengas, com o sol a raiar por entre os telhados e chaminés.

A Praça Velha, as ruas cheias de donas de casa às compras, grupos das mesmas falando umas com as outras como se íntimas fossem, partilhando dificuldades e entreajudando-se. De as ver com os aventais e chinelos que usavam em casa, à  porta, a cavaquear umas com as outras.

O padeiro, na distribuição matinal porta a porta do pão, com um grande cabaz de verga às costas, nunca esquecendo os mais novos, trazendo por vezes as “andorinhas”.

Como miúdo que era à época, também me recordo de ir com a minha mãe, frequentemente ao Sr. Branquinho, que por vezes até tinha um brinde para os mais novos.

Noutra área, recordo o Dr. Catela, que várias vezes nos consultou, tanto no Posto Médico como em casa.

Sou

Francisco Manuel Gomes Maceira

T.M. 919298125

 

Comentário:

Pois é Xico, as recordações da infância, quando são boas acompanham-nos pela vida fora e Moscavide, pelos visos marcou-te.

Um abraço

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O meu correspondente de hoje, não me deixa perceber se mora em Moscavide; se há muito se há pouco tempo, ou se apenas conhece Moscavide e apenas se interessa pela terra. O que importa é que gostou do que viu neste site e se deu ao trabalho de mo dizer. Obrigado. seja sempre bem vindo

Pesquisei no google por quinta das laranjeiras a ver que informação encontrava e encontrei sobre Moscavide, creio que seja sua a página: http://pwp.netcabo.pt/0662339101/default.htm

Gostei de a ver e de a ler, é sempre bom saber que o convívio existe e se mantêm, tal como se preserva entre os presentes.

E como não existe nada ainda sobre Moscavide, gostei de saber que alguém se interessa por esta pequena mas grande localidade e que fazem tudo de forma local, que torna ainda melhor.

Espero que para o ano ainda seja possível continuarem esses eventos e que se encontrem cheios de saúde por muito mais tempo.

São poucos aqueles que antes do dito "25 de Abril" ainda se continuam a encontrar com a mesma amizade que existia na altura e espero que com o mesmo respeito e rigor que seria exigido nos anos 50

O tempo apenas destrói as pessoas e cada vez mais o tempo passa arruinado, sem tais convívios, sem tais amizades, sem comportamentos dignos e memoráveis do passado.

Alguns indicam que o passado foi terrível, eu lamento por alguma forma de não ter tido a sorte de estar numa sociedade segura e que existe respeito entre os cidadãos

Por agora é tudo e me despeço.

Nunca se esqueça que: Os que cá estão mantêm acesa a chama dos que se foram.

Miguel Salgueiro.
Sold Salgueiro | Salgueiro.jmd@mail.exercito.pt 

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10-10-2007

 A senhora que agora me  escreve  (LENA LAGOA), viveu em Moscavide e agora vive em França. Frequentou a escola Nova de 1962 a 1966 e gostaria de se se escrever com alguém do seu tempo que a tivesse conhecido. Quem faz esse gosto à senhora?

Boa tarde

é sempre com agrado, que de vez em quando faço uma visita à sua pàgina, sobre a minha terra (Moscavide) Quando se está longe, ainda sabe melhor, ler coisas sobre a nossa terra.

Em tempos, mandei-lhe uma carta com uma fotografia da escola, onde manda também a minha morada mail. Acontece que ninguém me escreveu, ando sempre a ver se alguém meu conhecido lhe escreve, mas até à data de hoje nunca aconteceu.

Entretanto mudei de morada, por isso lhe escrevo, para tentar encontrar alguém da minha geração. (nasci em Moscavide em 1955)

Aqui lhe deixo todos os meus dados, e desejo-lhe muita saúde para continuar e fazer-nos recordar bons momentospassados em Moscavide. 

Maria Helena Lagoa Vieira Rosa

e-mail:  lena.inteirico@gmail.com

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24-09-2007

Este correspondente considera que o meu site corresponde, a nível de escrita, ao "Cinema Paraiso" o inesquecível filme" que, de forma ternurenta, evoca recordações de infância de um garoto de regresso à sua terra natal. Nenhuma comparação me poderia mais prazer, pois adoro esse filme - verdadeira obra de culto, bem como a soberba interpretação de Philpe Noiret.- o vellho projeccionista do cinema e a do garoto, se ajudante

Caro Amigo Gouveia,

Dou-lhe os meus parabéns pelo seu site.

Encontrei-o um pouco por acaso, e percorreu-me o sentimento de ser o meu “cinema paraíso”. Um género de flashback que nos transporta algumas décadas atrás. Permita-me que partilhe um pouco consigo sobre o seu irmão.

No fim da década de 60 ou inicio da de 70, era eu miúdo bem pequeno, creio que num primeiro de Maio ou algo similar, ia na 1ª rua que desce da Marques Beato para a Avenida, e junto a uma antiga mercearia (a da D. Maria) um homem ia subindo calmamente para a Marques Beato. Dois Legionários/ policias de choque, não lhe sei precisar, abordaram o homem berrando-lhe que se despachasse a subir. Impávido, o homem continuou subindo, e por alturas de uma tasca (do Massas se a memória não me falha) deram-lhe uma ou duas coronhadas nas costas. Calmamente continuou subindo.

Eu miúdo, estava completamente confuso, e perguntei à minha mãe que não queria sair da mercearia apesar de já ter acabado de se aviar, o que se estava a passar. Disse-me que era o senhor Zé da papelaria em frente aos correios “que era do contra”.

Naturalmente não sabia nada de politica, mas foi uma indignação e um choque que me marcou de forma férrea. Anos mais tarde quando chegou o 25 de Abril, ainda bastante jovem, dei vivas à inauguração da sede da CDE na avenida de Moscavide, frente ao café Viseu. Fiz questão em participar no primeiro 1º de Maio, cuja imagem nunca mais me abandonou.

Na altura não tinha qualquer ideologia, ou sentido de orientação politica, a qual apenas se formaria nesses anos subsequentes. No entanto há sempre um gérmen nas nossas vidas em relação a tudo. A minha, na vertente da cidadania, foi iniciada de forma abrupta sem que eu, ou o causador a pretendêssemos, sem que comunicássemos, ou sequer alguma vez tivéssemos falado nisso. Sem eu próprio saber, e muito menos o seu irmão, foi ele quem me deu o “baptismo politico”.

Mais tarde, já nesses anos quentes do PREC, numa acção politica decorrida do Olivais e Moscavide, estava o Jorge Cristo marceneiro, da oficina da rua do Armistício, a vender quadros do Che Guevara. Hoje seriam risíveis, meros pedaços de aparite com umas estampas de duvidosa qualidade coladas, manifesta produção local, mas na época com o valor de preciosidade descoberta e permitida. Falávamos empolgados do Che, e enaltecendo os seus valores. Alguém que já não recordo dizia que o Che de Moscavide foi o moço que morreu frente à PIDE no dia 25 de Abril de 1974. (lembram-se do grupo de jovens de Moscavide que foi metralhado de rajada pela PIDE nesse dia?- O Joaquim Cristo, o Albano, etc.?), ao que um outro conviva disse de forma peremptória que o Che de Moscavide era o Zé Gouveia. O grupo anuiu, e foi essa a imagem com que fiquei dele.

Os anos passam e as fricções das pequenas coisas e alinhamentos fazem-se pesar. Não sei se ele sempre terá sido tratado de forma meritória por todos os que nesses momentos de PREC estavam unidos. É necessário o assentar de poeira que só o tempo permite para que a realidade se torne diáfana.

Muitos anos passaram, e estes deram lugares às décadas. Hoje com o hobbie de coleccionador de mapas antigos posso dar uma achega à sua memória descritiva. Quando procedo a alguma nova aquisição da região de Lisboa, lá vou verificar se consta qualquer coisa na zona por onde saltitei em menino, e de onde já estou longe há muitos anos. Verifiquei que os mapas nada registam até perto da implantação da republica. Em 1911 nos mapas de origem alemã, começam a encontrar-se registos de casas sem nomeação individualizada. Em 1912 encontramos densificação do espaço, e no ano seguinte aparece a primeira especificação de localidade. É a Encarnação, embora numa localização onde hoje é Moscavide (é provável o erro do cartógrafo). Na zona da estação do Olivais também aparece a indicação de “Estação” e verificam-se dois aglomerados de casas sem indicação de especificidade.

Um abraço
Henrique Lopes

Comentário: Meu caro Henrique, este seu e-mail, só me trouxe alegrias. Primeiro, por considerar o meu site é  o seu "Cinema Paraíso"; e depois pela evocação que faz do meu irmão Zé Gouveia,  Pela associação que faz dele à imagem  de Che Guevara  (o Che Guevara de Moscavide)) e sobretudo pela tocante afirmação de que foi a figura e o porte de meu irmão que o fez despertar para política e para o exercício de actividades cívicas.


Que melhor elogio? e olhe que não foi só o meu Amigo. A muitos jovens sucedeu o mesmo. Infelizmente os homens e sobretudo alguns políticos de pacotilha  (políticos não forjados na luta, mas apenas anichados nas benesses que a luta de outros lhes proporcionou) têm memória curta.

 Obrigado também pelas achegas que me trouxe acerca das origens de Moscavide

Um abraço

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8-8-2007

Exmo Sr,

Não o conheço, nem o senhor a mim. Escrevo-lhe por ter ido parar à sua página de internet aquando procurava a localização da quinta dos Condes dos Arcos. Li a história dos taralhões, vi as fotografias de um Moscavide antigo... e adorei. Fiquei maravilhada com o seu talento para se expressar através da escrita. Queria dar-lhe os parabéns. Ainda não li tudo, e ainda bem, porque se trata de memórias de uma vida... uma espécie de diário, de história de uma vida e de uma altura no tempo, que sempre me cativa a mim, que quase nasci com um computador (dos fraquitos!) debaixo dos dedos.
Queria transmitir-lhe apenas isto.
Interpreto a sua página (ou blog?) como um legado. Parabéns.

Também eu procuro recolher nas memórias dos meus, os tempos passados. Dedico-me à genealogia, que me traz muita satisfação. De uma forma, a sua página complementa essa noção de passagem de vida que pretendo conhecer melhor.

Já pensou ou se dedicou a escrever um livro? Um romance histórico, situado nas décadas que tão bem conhece? Nunca é tarde..

Com os meus melhores cumprimentos:
Cristina Carvalho 

 Comentário: Sabe  sempre bem ver que há gente que se interessa pelo seu património. Obrigado palavras de apreço sobre o meu site. Permiti-me sublinhar a sua frase de que o interpreta como um legado. È assim que eu o considero e me esforço para que o seja: um legado, sobre  vivências que não voltam a repetir-se. Outras melhores houve, e haverá mas as que eu descrevo são únicas no tempo e no espaço a que se referem. Pena é que tem obrigação de ver isso o veja não o veja.
Quanto a si, faz muito bem em se dedicar à genealogia, pois é uma actividade muito interessante. Se fosse mais novo também gostava de a ela me dedicar. Infelizmente só na última meia dúzia de anos pensei em dedicar-me à escrita.

Quanto a escrever um romance histórico, não me vejo com arcabouço nem idade para o fazer. No entanto, se estiver interessada, pode ver alguns versos meus e e umas duas ou três dezenas de histórias, crónicas e memórias, no meu blogue
http://escritosoutonais.blogspot.com

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3-8-2007

Meu amigo desconhecido,

Hoje, procurando fotos de pardais para meu trabalho no Photoshop, deparo-me  com seu "site" e fiquei maravilhado com o mesmo.

É tão, como posso dizer, romântico talvez? Não sei expressar-me com tanta beleza e simplicidade. Visitei Portugal por duas vezes pois me fazia falta conhecer o Paiz que nos deus (aos brasileiros) a vida e a cultura que até hoje prezamos tanto. Foram tantas as belezas que vi, mas lamentavelmente não tive conhecimento de Morscavide. Hoje vendo seu "site" apaixonei-me pela cidade e pela sua história. Que fotos lindas. Que saudades vossa senhoria deve ter dessa época. Sou um velho de 76 anos e sou muito sentimental. Não envio fotos neste e-mail para não abusar de sua boa vontade em acolher-me. Se. V.Sa. autorizar-me enviarei fotos de minha visita à Portugal com meus netos, filho e esposa e minha querida companheira de 51 anos de vida em comum. Um abraço do Joel, seu amigo desde hoje
Joel José Gomes

Rua General Urquiza,
43 ap. 302Leblon
Rio - RJ - Brasil - 22431-040
e-mail:
joeljose@terra.com.br

Comentário: Só posso agradecer os amáveis comentários que faz ao meu "site". Também eu sou um velho sentimental pois tenho mais dois anos que o meu Amigo. Na verdade Moscavide não é uma cidade mas sim uma vila. Nós temos cidades, vilas e aldeias. Contudo nos tempos que aqui descrevo nem vila era ainda. Era apenas um lugar muito tranquilo. De qualquer modo a beleza que recolheu da imagem de Moscavide que eu descrevo, morava mais nos meus olhos e na minha romântica imaginação do que na realidade.  Nos tempos actuais é um aglomerado incaracterístico de betão igual a qualquer outro bairro suburbano nos arredores de Lisboa. Quanto às fotos, terei muito gosto em as receber

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4-7-2007

Caro António,

Embora não tenha o dom da palavra (neste caso da escrita) não queria deixar de lhe enviar um mail e dar-lhe os parabéns pela sua página web na qual pude viajar ao passado sem esquecer o presente e entrar profundamente na cultura portuguesa.

A visita a Moscavide online criou em mim sentimentos controversos, um misto de alegria, saudade... Acho comovente... comovente ver a vida passar, ver vidas que passaram, ver o meu destino tão evidente, tão inconturnável... Tão frontal é a vida, tão difícil é de encarar a sua constante mutabilidade... Tão agradável também!

Também não deixou de me surpreender a sua predisposição para aprender, especialmente no campo das novas tecnologias, como dizia o outro "velhos são os trapos"...

Bem, acho que já chega.

Espero que continue a desfrutar com a aprendizagem e com a WorldWideWeb!!!

Atenciosamente

Tiago Santos
Antigo jogador infantil de andebol do Oivais e Moscavide;
Frequentador das pastelarias e cabeleireiros de Moscavide na minha infancia, e umas quantas jantaradas com os meus pais no extinto Torrão.

Palma de Mallorca
Spain

P/S:Segundo me acaba de informar o meu pai, o Torrão ainda existe, e é posse dos antigos empregados!! Também segundo o meu pai, o Torrão encontra-se ao lado do "Delícia".

Coisas de quem vive longe.
  Atentamente
Tiago

Comentário: Obrigado, meu Amigo, por ter gostado do meu site. É sobre a nossa terra, não é? e agente gosta sempre. Sobretudo quando se está longe e quando esse longe se situa num país estrangeiro. As minha reminiscências são mais sentidas e intensas, precisamente porque já não moro em Moscavide há 37 anos.

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11-5-2007

Olá amigo Gouveia.
Também sou " filho " de Moscavide, embora nem sequer lá tivesse nascido.
Não tenho muito tempo para me alargar, mas deixe que lhe diga que quase me fez  cair as lágrimas…. Não li muito, mas quando me for oportuno penso em continuar.

O que realmente me fez comover foram as fotografias. Nem todas são do meu tempo, já que eu fui para Moscavide com 5anos, em 1961. Frequentei a escola do"LEITÃO" da primeira a quarta classe. Aproveito para fazer uma pequena correcção sobre uma das fotografias…se a memoria não me falha…

 Em meados dos ano 60--- Chafariz e princípio das barracas da Praça (mercado),na Rua Artur Ferreira da Silva. Repare-se no ar meio aldeão do trajar dos utilizadores do Chafariz.

Espero que o meu comentário seja construtivo. Peco desculpa por alguns erros ortográficos.

Joe Sousa
Electrical Supervisor
Commerce Court
25 King Street West, 9th Floor c

Comentário: Não é preciso ter-se nascido numa terra para amar. E também não nasci lá e no entanto é a terra das minhas lembranças. Obrigado pela apreciação que faz do meu site e pela correcção da legenda da foto, mas a foto é mesmo dos anos 50 e não 60

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16-4-2007

Recebi do  Brasil,  o e-mail que a seguir transcrevo. Não lhe pude responder durante alguns dias em que me encontrei adoentado. Escreveu-me depois mais duas vezes, razão pela qual eu junto os três, pois só o conjunto contém toda a infirmação respeitante a este correspondent

Sr. Gouveia

 Como já se faz tarde depois te escrevo são 2 da manhã e já estou com sono mas descobri tua página agora depois vou vê-la com maior cuidado .Não nasci em Moscavide mas morei toda a minha infancia em Moscavide,  minha mãe nasceu nos Olivais mas depois te mando outro e-mail mais detalhado pois tive um tio que se matou no Clube Familiar
Um Grande abraço deste seu fã no Brasil.

Fernando Mendes Ferreira

Junto Foto tirada na LOJA BRANQUINHO em 1961 na montra dá para ler que na loja se dava de troco nas compras uma moeda de 5$00 escudos da V Centenário da  morte do Infante Don Henrique. Essa loja era do Sr. Branquinho que morava na Rua Laureano de Oliveira.. Eu sou esse miúdo na foto do lado da montra a loja ficava na esquina da rua Laureano de Oliveira com a Rua do Armistício

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Lhe enviei 2 fotos já a alguns dias não sei se recebeu pois não tive nenhuma confirmação. Eu sou o Fernando Mendes Ferreira neto da ROSA PEIXEIRA e minha mãe estudou na mesma escola que o senhor.
O nome da minha mãe é Lídia Fernanda do Sacramento Mendes. Meus avós eram o Manuel Mendes e Rosa Mendes. Meu tio Joaquim se matou enforcado no Familiar não sei que ano depois pergunto para minha Mãe

PS. uma das fotos que te enviei é de quando eu estudei (não sei o nome da escola) perto do Campo da Bola. Essa foto foi tirada em 1958 quando eu estava na escola de Moscavide,.que era ali perto do jardim não me lembro do nome da escola pois nessa foto eu tinha 8 anos e vim para o Brasil em 1962,mas nesse tempo morava na Rua António Luís Moreira
Um abraço

Fernando
Fernando [mendes-ferreira@uol.com.br]

 Comentário: Pois meu caro Amigo, É como eu digo:  mesmo quem não nasceu em Moscavide (é também o meu caso) se cá passou a meninice, nunca mais o esquece.

 Conheci muito bem sua avó, a Rosa peixeira e sua mãe. Moravam muito pertinho de mim, no pátio da Ti Sofia. Muito cachucho (era o peixe dos pobres) além de outro peixe comi, vendido pela Ti Rosa. Era uma mulher alta, magra meio alourada, talvez mais a atirar para o ruivo. Tive o desprazer de ver (era eu muito garoto) o seu tio pendurado de uma corda num camarim do familiar, por baixo do palco. Essa imagem perseguiu-me durante vários anos. Ainda bem que me confirma esse facto, pois já tenho falado nisso a algumas pessoas do meu tempo e como nunca encontrei ninguém que se lembre, às vezes até me passava pela cabeça que tinha sido pesadelo meu. Falo desse caso no meu Site, na história do Familiar.

As duas fotos que me enviou estão na rubrica FOTOS ANTIGAS, do Site 

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01-04-2007

Meu Caro António Gouveia,

Recebi o link para a sua página através de um amigo meu que tem familiares em Moscavide e que sabe que eu vivi perto de trinta anos em Moscavide ,tenho 36! Dai que a curiosidade em ver as fotos e ler os textos foi enorme numa primeira fase transformando-se em emoção quando vejo o meu já falecido pai numa dessas fotos, na foto "ACM equipa campeã da 1ªdiv 68/69" o meu pai é o presidente de chapéu e sobretudo, (Já agora se quiser actualizar a legenda da foto do meu pai á data de 68/69 : Rogério Esteves Duarte 1930-1992 ; eu nasci um ano depois desta foto em 70 e lembro-me de o meu pai me falar no feito que foi esta grande equipa de basquetebol ter ganho o campeonato e nas festas que organizava no ACM na época. Eu tenho esta foto da equipa campeã e junto dela sei que estão outras antigas possivelmente de Moscavide, o seu trabalho despertou-me a curiosidade em descobrir mais, agora só preciso de pesquisar junto de familiares.

    Muitos parabéns pela página , para quem viveu ou vive em Moscavide é um documento histórico da vila e dos seus habitantes e algo que ninguém faz por nós, é a nossa memória colectiva que devemos preservar e desenvolver
Um Abraço
Paulo Duarte
duartedu@sapo.pt

Comentário:  Cá está mais um jovem, nascido em Moscavide, que já lá habita mas que se sente ligado à terra onde nasceu e reconhece a importância que este site tem ara a nossa memória colectiva, que ele entende dever ser preservada e desenvolvida. É verdade, meu Amigo, a memória colectiva é que define e estabelece a identidade de um povo

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29-01-2007

Olá!

Passeando hoje pela net, esta coisa maravilhosa que nos coloca em contacto com as pessoas e com o mundo, descobri o site sobre Moscavide.

Não "serei" tanto de Moscavide como também dos Olivais. Não sei se se lembra duma fábrica de curtumes que havia, numa quinta perto de Moscavide, mesmo encostada á quinta do Conde dos Arcos, e que se chamava Quinta dos Serrões.
Pois bem, fui para aí morar,  com meus avós maternos, já lá vão uns bons 63 anos, pois é, o tempo passa.
Mais tarde, foi meu avô paterno que foi morar em Moscavide, na antiga rua João Luis de Moura, hoje Bento de Jesus Caraça. A sua viúva ainda lá mora, e também já passaram 55 anos.

Lembro a Moscavide do meu tempo, o "Taludo" onde havia os bailaricos de fim de semana, abrilhantados pelos "Lirios" e os Mensageiros do Ritmo entre outros. O Cinearte, onde eu ia com minha avó 2 vezes por semana. Os carinhos de choque, e o carrossel, onde hoje há as bombas da BP. O Jardim, onde corri e brinquei. A Praça, o bairro dos ciganos, onde também brinquei bastante.Tudo hoje está um pouco diferente, não muito. Moscavide mantém-se mais ou menos, como era. Já não posso dizer o mesmo dos Olivais. E com o Parque da Nações, foi-se o resto.Lembro com saudade, o tempo em que ia até ao Aeroporto a apanhar caracóis.

Enfim, é sempre bom recordar, as coisas boas da nossa infância, sobretudo quando encontramos eco em alguem.Quero ainda dar os parabéns pelo site. É lindo e muito bem conseguido.
Um abraço
Até sempre

Lylybety
lylybety@hotmail.com

Comentário:  Pois é, minha Amiga, Moscavide é uma terra que marca quem lá morou em pequeno. Claro que me lembro da quinta dos Serrões e da quinta do Conde dos Arcos e da fábrica de curtumes de que fala. Não me lembro é dos seus familiares, apesar de eu morar na Travessa do Cauteleiro, bem perto, portanto, da rua onde moravam os seu avós . O que não quer dizer que não os tenha conhecido. Lembro-me muito bem dos bailes no "Taludo" e dos "Lirios" dos Mensageiros do Ritmo, dos Dinâmicos, e dos Fatalistas entre outros. Julgo que ao dizer Cinearte pretende dizer Cine-Moscavide.

Obrigado pela visita e pela apreciação elogiosa que faz do meu site

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24-01-2007

Olá meu caro amigo,

Gosto muito do seu sitio gosto como fala da terra
onde tá o meu coração e a minha família a muitos anos.
Nasci na rua 28 de maio que agora é a 25 de Abril a 35 anos fui criado
na praceta onde jogávamos a bola na agua do peixe e misturados com restos de fruta podre mas era tão feliz naquela altura. De vez em quando lá partíamos a cabeça nas bancadas.

Vou dizer uma coisa vou muita vez a Moscavide mas continua a ser uma
vila tão nojenta faz-me confusão como a Junta não toma uma atitude custa
ver melhorar as ruas mas as atitudes continuam as mesmas.

Mudando de assunto e para algo mais alegre não o conheço pessoalmente
mas certamente conheceu os meus avós e o meu pai.
Eu sou com muito orgulho neto da Albertina que vendia peixe com a
Julieta na Marques Beato no cruzamento dos correios e do Bento que
trabalhava no Augusto de Moscavide na Fabrica do Gelo ao pé das
Finanças.

Como tenho saudades de ir com a minha avó á ribeira comprar o peixe e
vender na peixaria tava sempre até ao meio dia depois ia almoçar para ir
para a escola velha onde a minha professora era a D. Ana que o marido é
dono das padarias de Moscavide. Ainda havia as professoras D.Rosa a D.
Josefa entre outras que não me lembro.
 
Tínhamos na igreja o padre Xico que me baptizou, ao lado da igreja havia
o poço na vila onde morava o bexigas que quando faltava a água em
Moscavide íamos lá buscar uns baldes dela.
Como tenho saudades da minha querida Terra, como me sinto orgulhoso de
ver o Clube onde dei suor e lágrimas a disputar a Divisão de Honra do
Futebol Português.

Tenho tanta coisa para dizer desta minha linda Terra com vista para o
Tejo, rio esse onde me refrescava naquelas tardes de Verão aquela Quinta
Velha onde jogava-mos à bola naqueles verdes campos onde o gado pastava.
tanta vez que ia com o meu pai, os meus tios, primos e o resto do pessoal dos Bombeiros era lindo.

O piruças cão amigo quando tocava a sirene vinha para a esquina do Quartel uivar acompanhando o som forte da sirene. O Manél Tiré e a ti Maria que tomavam conta do Quartel e até de nós mais novos é só saudade as tascas sempre cheias os petiscos sempre a sair tanta vez que o meu Pai me levou ao Alvorada, ao 1º de Maio, ao Toino dos caracóis, ao Galego o Valente tanta coisa, o velho Nicha que me ensinou tanto. Enfim recordações boas mas infelizmente também há más mas isso não interessa para aqui.

Meu caro amigo com toda a sinceridade desejo tudo de bom para si e para
os seus que viva muitos anos para ir falando desta vila que me viu
nascer e que amo muito os meus parabéns e até um dia.

Jorge Alexandre Barbosa Santos
 
jorze@depombal.com 

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Comentário: Comove-me o espírito de saudade com que fala desses locais onde passou a sua infância, pois o mesmo se passa comigo. A saudade aumenta na medida do tempo e da distância a que esses lugares se situam. Quanto às pessoas com quem se relacionou em garoto, não posso lembrar-me pois há 36 anos que não moro em Moscavide e o meu Amigo só tem trinta e cinco Obrigado pela visita e pelos elogios. Boa sorte também para si e para os seus.

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23-12-2006

Senhor Gouveia

Só lhe escrevo para dar os parabéns pela sua página.
Tenho 32 anos e sempre morei em Moscavide, sou novo mas cheio de curiosidade para saber como era a minha terra antigamente.
Muitos parabéns e obrigado pelo seu trabalho.

Alexandre
aan06625@portugalmail.pt

Comentário:
  Quando julgo que já não aparece mais ninguém a visitar a Página. Sempre a aparece mais um. Mais um jovem, por sinal, que tem curiosidade em saber as origens da terra onde mora e onde sempre tem vivido.  Quem é que diz que os jovens não se interessam pelas coisas do passado

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 23-11-2006

          Boa noite Sr. Gouveia

Sou o actual chefe do Agrupamento de Escuteiros de Moscavide, e estou muito interessado em saber como começaram os escuteiros em Moscavide, sei que tem algumas referências nos seus escritos, pode dar-me uma ajuda. Se não se importar gostava de incluir na nossa página do Agrupamento algumas das suas histórias bem como um link para a sua página.
Fico a aguardar resposta

Luís Lucas Lopes

Comentário:
Claro, meu Amigo, estou sempre ao dispor de quem se me dirige nesta Página e sobretudo tratando-se de um escuteiro, tendo eu sido escuteiro e tantas saudades tendo desse tempo.

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22-11-2006

O site está espectacular, eu também sou um menino de Moscavide e guardo muitas saudades da minha terra se bem que moro no Cacém
Quando entro na minha terra é um aperto muito grande no coração
VIVA MOSCAVIDE
Um Abraço
José Ricardo
jlprc@clix.pt 

Comentário: Claro, meu Amigo. Moscavidense uma vez, moscavidense para sempre. Eu conheço esse aperto no coração. è saudade, meu caro

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4-11-2006

Quando penso que já não há mais ninguém que não tenha visto ainda a minha Página aparece sempre mais um visitante. Alhuem se recorda de algum dos nomes aqui referido

Boa tarde Sr. Gouveia.

 Desde já lhe peço muita desculpa por estar a enviar um e-mail desta forma, mas o meu outlook está desactivado.

O meu nome é Vanda Rute Pereira Calvela Alves, tenho 33 anos e como residente sou recente, embora Moscavide me tenha acompanhado sempre. Moro na Rua Gonçalo Braga nº 15.

Sou filha de Constantino Calvela Alves (Tino) e Maria Augusta Pereira Lopes Alves (Augustinha). O meu pai jogou futebol no Sport Lisboa e Olivais e no Desportivo dos Olivais e hoquei quando era miudo, estudou na "Escola Velha" agora Centro de Dia de Moscavide transversal da Rua Gonçalo Braga. A minha mãe trabalhou em várias lojas de Moscavide entre elas a do Sinatra, a do Sertório e da irmã de uma senhora chamada Milu. Lembro-me de passear no Jardim de Moscavide com a estátua do Patacão, acompanhada dos meus avós, Maria do Rosário Pereira Gonçalves (avó materna) viúva de Arnaldo Gonçalves (avô paterno que conheci pouco mas que gostava muito) que adorava estar no café Portugal na rua do Cinema. A minha avó Maria morava na Rua Infantaria 7 num pacato R/c ao lado de uma porta verde que tinha galinhas, bom se não as tinha cheirava e as penas abundavam; Porfíria Celeste da Silva Calvela Alves (avó paterna) e Américo Domingues Alves (o meu querido avôzinho que me contava histórias vezes sem fim e que eu tanto adorava ouvi-las) tenho muitas saudades de todos, mas a mais recente perda que me faz cair rios de lágrimas é sem duvida a do meu "Mequinho". O meu avô era caçador, como hobbie, foi serralheiro, alfaiate, e trabalhou também na conhecida EDP, assim como o meu pai; morou na Rua Gonçalo Braga nº15 até ao passado mês de Abril, a quando partiu a omoplata e veio para casa dos meus pais no Monte Abraão/Queluz. Faleceu no dia 6 de Maio deste presente ano. Os meus avós já faleceram todos, mas embora pareça estranho Moscavide faz mesmo parte da minha vida. Primeiro os meus avós paternos e maternos viveram para Moscavide, os meus pais foram criados em Moscavide, conhecerem-se em Moscavide, namoram e casaram. Foram morar para Queluz. Tiveram duas filhas eu e a minha irmã. E agora eu venho morar para Moscavide até é engraçado, não?!


-- Ps: o padrinho do meu avô era o Américo Formiga, eu não o conheci mas o meu avô falava muito dele, assim como do Sr. Lino e dos seus companheiros de caça.

 

Muito obrigada pela sua atenção e grande Bem Haja para si que tornou Moscavide o centro de tudo.
Vanda Rute Alves

vandarute@gmail.com

 

Comentário: Muito me apraz registar o interesse que demonstra por este meu trabalho e o apego que sente por Moscavide, Tal como dizem do Porto, Moscavide é uma nação. Quem lá viveu nunca o esquece. Este Lino de que fala seria o Lino carteiro? E o Américo Formiga? Conheci muito bem foi o Zé Formiga

 

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24-10-2006

Moscavide, uma paixão é o título  que este ex-moscavidense dá ao e-mail, que a seguir transcrevo

Bom dia Sr. Gouveia

Não tenho a certeza se o conheço, chamo-me Luís Lomba, exactamente como o meu pai se chamava, vivi na Rua do Armistício nº 15 ao lado do alfaiate Sousa tenho 40 anos e deixei Moscavide já lá vão 10 anos.

Joguei no Atlético e passei muitos fins de semana no campo do desportivo (as sandes de courato e os sumois), fiz muitos jogos no velhinho ringue do desportivo e fiz de tudo naquele jardim de Moscavide, que na altura me parecia muito maior.

Sobre estas recordações que a sua página me trouxe, o meu eterno agradecimento, não só pelo que me trouxe mas também pelo que vai ficar para sempre.

Obrigado amigo.

P.S. Ainda agora mesmo vivendo em Carcavelos, vou com o meu filho ver alguns jogos do Desportivo, e por incrível que pareça, o Tiago (o meu filho) já é do desportivo e até leva cachecol e tudo.

Luis Lomba
luis.lomba@mail.telepac. pt

Não, meu Amigo, é difícil eu lembrar-me de si, pois tinha o meu amigo quatro ou cinco anos quando eu deixei Moscavide e vim morar para Almada. Em contrapartida conheci muito bem o Sousa, Alfaiate, de quem era aliás amigo. Apraz-me constatar o quanto lhe agradou a visita à minha Página sobre nosso Moscavide. Obrigado

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12-10-2006

Mais um visitante brasileiro que, me pede a história do mama na Burra, da qual falo apenas de passagem, no texto evocação a Moscavide

Prezado Antônio,

 

Encontrei  referência sobre Mama na Burra e gostaria de saber se o Sr. a conhece. Em caso positivo gostaria de receber sua versão completa. Ouvia quando criança esta história contada por meus familiares quando vivíamos no interior do Brasil por volta dos anos cinquenta, daí minha curiosidade em receber sua versão completa. Gostei imensamente da sua página.

 

Atenciosamente,

 

Leonardo Giordano

Brasília-DF - Brasil

Comentário: É curioso, que sendo uma história portuguesa, são os brasileiros que a pedem por tê-la ouvido contar a seus pais, Claro que lha enviei

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21-9-2006

Após alguns meses sem visitas, eis que mais um moscavidense, ali nascido e criado, descobriu a minha Página e comovido, como todos que ali nasceram, me escreve a partilhar as suas memórias.

Meu caro amigo,

Ao visitar a sua página e investindo na sua leitura "chorei" porque algumas das Grandes pessoas que o senhor descreve fizeram-me lembrar os meus tempos de criança pois tive a honra de viver admirando essa Grande gente (como o seu senhor irmão) tenho já 42 anos mas sou filho de um dos primeiros habitantes de Moscavide o "Pescador Zé Beseguim" viviamos no Pátio em frente ao "Café Portugal" pertença da Senhora D.Ana do Registo sou também afilhado de um grande músico que aparece em todas as fotos relativas a grupos musicais da sua página que era o Meu Tio e Padrinho António Pereira e ao ler as descrições de algumas pessoas (enormes) que ainda eram do tempo da minha meninice vejo que pessoas tão importantes, com tanto de inteligência e honestidade moral já não se "produzem" bem haja meu Amigo, orgulho-me de ter sido nascido e criado num meio onde existiam pessoas que deram muito ao nosso Portugal ai que faltam que nos fazem...
Um abraço emotivo por se lembrar de gente Boa.

Um filho de Moscavide:
(Carlitos " o ruço" filho do " Zé Beseguim, Pescador")

 e logo de seguida, o mesmo visitante me escreveu outra carta (mail), acompanhada de duas fotos.

Senhor Gouveia

Volto a enviar-lhe um E-mail, pois a sua página fez-me despertar sentimentos profundos como tal desta vez vou lhe enviar fotos antigas de familia e contar-lhe episódios com algumas das grandes pessoas que o senhor descreve tão bem:

Nas fotos:

O Casamento dos meus pais já na igreja actual de Moscavide, para o meu Pai já era o 3º Casamento pois tinha ficado viúvo dos anteriores (tenho irmãos do 1º casamento que são o Emilio grande frequentador do Familiar na sua juventude e a Maria Alexandrina).

A outra foto sou eu mais os meus Pais em época de Carnaval (Famosos Carnavais que o senhor tão bem descreve) na Porta do meu Pátio o Nº6 da Rua Francisco Marques Beato.

Na sua página o senhor fala na senhora Dona Íria (peixeira amiga de meus pais) grande senhora com a qual eu quando petiz sofri marotices que me levavam ao desespero (ainda hoje recordo claro com lágrimas de saudade) ia com a minha Mãe á praça já junto ao prédio "Branca Lucas" (recordo-me ainda da praça na Rua Artur ferreira da Silva) e a Dona Íria quando me avistava para me irritar pois eu era muito pequenito dizia alto e bom som "ó Russo o teu pai é velho" ora eu não queria que o meu Pai fosse velho (como se isso fosse possivel) então entrava em desespero chorando baba e ranho e querendo ripostar só que a minha mãe não me deixava pôr o pé em ramo verde e chegava a casa contava ao meu Pai o que penava comigo na Praça então o meu Pai explicou-me que realmente já tinha alguma idade e para eu não me irritar pelo facto pois era a lei da vida mas a Dona Iria não perdia pela demora pois quando eu lá voltasse e ela me fizesse a pergunta novamente eu responderia "que velho era o c....".

Ora este ensinamento foi fora dos ouvidos da minha Mãe, quando lá voltei (á praça) a Dona Íria perguntou e eu bem ensinado respondi o que é que fui dizer passaram todas as Peixeiras a dizerem-me "Ó Russo o teu Pai é velho" pois elas queriam era brincadeira e ouvirem o palavrão dito pelo Russo a minha Mãe ia morrendo de vergonha, enfim histórias dessas mulheres que trabalharam imenso para ganharem a vida um Bem Haja para : D. Natália (avó do meu amigo de infância JÓJÓ), Dona Julieta mais a sua sócia (não me lembro do nome) Dona Ana casada com o Ti Abel (com peixaria junto á drogaria do Senhor seu irmão onde comprei palha de aço a peso) Dona íria que vivia muito perto de mim (de frente para o Registo da D. Ana) e para os Pais do Márinho peixeiro meu amigo de infância.

Termino dando-lhe mais uma vez os sinceros parabéns por tudo um grande bem haja para si.Obrigado.

Carlos Cruz
caccruz@netcabo.pt

Comentário: Aqui está um testemunho sincero de recordações de uma infância vivida num Moscavide do qual pouco resta e que de todo se perderia, não fosse gravação escrita destas memórias. Obrigado amigo pela partilha. Quanto às fotos coloco aqui, durante uns tempos, para que os seus amigos o recordem, a título excepcional, visto que o espaço é pouco e só costumo pôr fotos de grupos, apenas um das fotos que me enviou

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23-5-2006

É de França que me escreve esta visitante do Site.  Como na história de Moscavide faço referência à história do mama-na.burra vários visitantes me têm pedido esta história velhinha. Claro que eu não a tinha, mas consegui arranjá-la. É uma forma de matar saudades de Portugale dos avozinhos queridos que se foram

Bom dia,

 

O meu bisavô, costumava nos contar historia fantástica... E já as tinha contadas a minha mãe e o meu avô ... Eu recordo-me de todas... Mas a preferida da minha mãe era a história do "mama na burra", infelizmente essa ele nunca me contou e a minha mãe não se lembre bem da historia.

Tal como o meu bisavô , eu adoro contar as historias, mas gostaria também de poder contar essa de mama na burra.

 

O meu vis avo faleceu, e este últimos anos não podia nos contar este historia, porque ele dizia sempre que era comprida de mais.

 

Por favor ajuda me a transmitir para as outras gerações esta historia!!

 

Andrea
AFREIRE@editions-hatier.fr

Comentário:  Pois é comprida, é, minha Amiga, mas estas preciosidades não podem deixar perder-se. Fazem parte da nossa memória colectiva e ~e bom que as gerações mais novas, sobretudo quem está longe das suas raízes, delas não fique desligado totalmente. Por isso, como muito gosto lhe envio não uma, mas duas versões (de terras diferentes) da história que pretende

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23-4-2006

Muito boa noite, queria só mandar-lhe uma mensagem.

 

Sou bisneto do Zé Pinoca :-) Lembro-me muito bem de como era aquela maravilhosa Rua Nova. A casa do meu bisavô tinha um mirante de onde se tinha uma vista para a doca e para o rio... tenho saudades desses tempos, infelizmente para mim nunca os poderei revisitar, pior ainda para os meus pais e avós que viveram na Rua Nova dezenas de anos, e os locais da sua infância mantém-se apenas nas suas memórias.

 

Pois é acerca disso que lhe escrevo, uma vez que memórias é o que resta daquele idílico lugar, e felizmente o senhor tem colocado as suas memórias por escrito, coisa que o meu avô (Luís Rodrigues) também tem feito, mas não na internet, quem sabe um dia.

Felicidades,

Hugo Filipe

Comentário: Meu caro Amigo, lembro-me perfeitamente do "Zé Pinoca" teu avô, do seu talho sempre, na altura da Páscoa, enfeitado com ramos de acácias, ou de "páscoas" (era costume nessa altura do ano, os talhos se revestirem dessa flores), lembro-me da sua casa  com o tal terraço na desaparecida Rua Nova, lembro-me igualmente de teus pais e se, como julgo, és filho do Zé Guilherme, lembro-me de ti bébé ainda. Pois é meu amigo. tudo vai desaparecendo ae da aldeia de pescadores que era essencialmente a Rua Nova, resta apenas a memória que também se apagaria com o tempo, não fossem as diligências de pessoas como eu  e como o seu avô Luís Rodrigues ao que me conta, até essas desapareceriam de todo, dentro de alguns anos  quando de todo desaparecerem as pessoas que a conheceram.

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Meu caro amigo,

 ao visitar a sua página e investindo na sua leitura "chorei" porque algumas das Grandes pessoas que o senhor descreve fizeram-me lembrar os meus tempos de criança pois tive a honra de viver admirando essa Grande gente (como o seu senhor irmão) tenho já 42 anos mas sou filho de um dos primeiros habitantes de Moscavide o "Pescador Zé Beseguim" viviamos no Pátio em frente ao "Café Portugal" pertença da Senhora D.Ana do Registo sou também afilhado de um grande músico que aparece em todas as fotos relativas a grupos musicais da sua página que era o Meu Tio e Padrinho António Pereira e ao ler as descrições de algumas pessoas (enormes) que ainda eram do tempo da minha meninice vejo que pessoas tão importantes, com tanto de inteligência e honestidade moral já não se "produzem" bem haja meu Amigo, orgulho-me de ter sido nascido e criado num meio onde existiam pessoas que deram muito ao nosso Portugal ai que faltam que nos fazem...

Um abraço emotivo por se lembrar de gente Boa.

Um filho de Moscavide:

Carlitos " o ruço" filho do " Zé Beseguim, Pescador"

 

Senhor Gouveia

Volto a enviar-lhe um E-mail, pois a sua página fez-me despertar sentimentos profundos como tal desta vez vou lhe enviar fotos antigas de familia e contar-lhe episódios com algumas das grandes pessoas que o senhor descreve tão bem:

Nas fotos:

O Casamento dos meus pais já na igreja actual de Moscavide, para o meu Pai já era o 3º Casamento pois tinha ficado viúvo dos anteriores (tenho irmãos do 1º casamento que são o Emilio grande frequentador do Familiar na sua juventude e a Maria Alexandrina).

A outra foto sou eu mais os meus Pais em época de Carnaval (Famosos Carnavais que o senhor tão bem descreve) na Porta do meu Pátio o Nº6 da Rua Francisco Marques Beato.

Na sua página o senhor fala na senhora Dona Íria (peixeira amiga de meus pais) grande senhora com a qual eu quando petiz sofri marotices que me levavam ao desespero (ainda hoje recordo claro com lágrimas de saudade) ia com a minha Mãe á praça já junto ao prédio "Branca Lucas" (recordo-me ainda da praça na Rua Artur ferreira da Silva) e a Dona Íria quando me avistava para me irritar pois eu era muito pequenito dizia alto e bom som "ó Russo o teu pai é velho" ora eu não queria que o meu Pai fosse velho (como se isso fosse possivel) então entrava em desespero chorando baba e ranho e querendo ripostar só que a minha mãe não me deixava pôr o pé em ramo verde e chegava a casa contava ao meu Pai o que penava comigo na Praça então o meu Pai explicou-me que realmente já tinha alguma idade e para eu não me irritar pelo facto pois era a lei da vida mas a Dona Íria não perdia pela demora pois quando eu lá voltasse e ela me fizesse a pergunta novamente eu responderia "que velho era o c....".

Ora este ensinamento foi fora dos ouvidos da minha Mãe, quando lá voltei (á praça) a Dona Íria perguntou e eu bem ensinado respondi o que é que fui dizer passaram todas as Peixeiras a dizerem-me "Ó Russo o teu Pai é velho" pois elas queriam era brincadeira e ouvirem o palavrão dito pelo Russo a minha Mãe ia morrendo de vergonha, enfim histórias dessas mulheres que trabalharam imenso para ganharem a vida um Bem Haja para : D. Natália (avó do meu amigo de infancia JÓJÓ), Dona Julieta mais a sua sócia (não me lembro do nome) Dona Ana casada com o Ti Abel (com peixaria junto á drogaria do Senhor seu irmão onde comprei palha de aço a peso) Dona íria que vivia muito perto de mim (de frente para o Registo da D. Ana) e para os Pais do Márinho peixeiro meu amigo de infância.

Termino dando-lhe mais uma vez os sinceros parabéns por tudo um grande bem haja para si.

Obrigado

Carlos Cruz [caccruz@netcabo.pt]

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21-4-2006

Mais uma carta dos Estados Unidos. Não nasceu em Moscavide esta visitante, mas cá cresceu, se fez mulher e casou, até que há umas dezenas de anos a busca de uma vida melhor a fez partir para terras distantes.  Moscavide, porém nunca lhe saíu do coração e a leitura deste site parece ter-lhe feito reviver todas as boas recordações dos tempos felizes que cá passou.

 

 Senhor António Gouveia

        Habituei-me a assistir à visita assídua, do meu querido esposo, ao seu Site, terminando por através do mesmo, ler os artigos de alguns dos seus visitantes, assim como pesquisar os outros componentes do seu trabalho na Internet.

        Meu nome não lhe diz muito... "Fernanda", sou neta do falecido Rocha alfaiate; filha da falecida Carminda e de Romeu Silva, também alfaiate; nora do falecido Francisco Crisóstomo e esposa muito orgulhosa do Laertes  "o puto".

        Não sou uma moscavidense, pois nasci na rua Morais Soares em 1948; desde mui tenra idade, vivi sempre em Moscavide, até aos meus 19 anos, quando acompanhei os meus pais, para os Estados Unidos. Sentimentalmente estou ligada a essa  terra por  laços de grande afecto... Aí cresci, casei, perdi seres humanos aos que muito quis! Enfim um número de vivências boas e outras bem amargas, mas trago no sangue o desejo de regressar ao meu pais de origem, não porque me sinta mal, pelo contrario, mas com o passar  dos anos as saudades são maiores, querendo viver todos os anos de afastamento... só da valor quem o  vive na própria carne!!

          Não tenho muitas histórias vividas para contar, nem tão pouco é esse o meu objectivo; recordo-me do famoso "Maluco da Encarnação", do qual eu fugia aterrorizada, quando ele se aproximava; também o velho "Bucelas" que debaixo dos efeitos de embriaguez, tentava "seduzir" como a tantas outras, mulheres, miúdas (o meu caso), e pouco mais. Aliás, através da obsessão do meu esposo, em visitar o seu SITE diariamente, estou certa que as mais puras vivências, dessa pequena (Vila) no meu tempo, estão todas transcritas no mesmo, através dos  seus imensos visitantes de origem moscavidense

Contudo, e se me dá licença, gostaria de lhe confessar, um recordação muito forte, que me marcou profundamente, nos tenros anos da minha juventude!!! Vivíamos uma horrorosa ditadura, que nos condenava a uma vida mísera de sacrifícios, os quais nem davam direito a um lamento!!! Muitas vezes vi meu pai, com o rádio envolto numa manta de Minde, para ouvir o programa ( AQUI MOSCOVO ). Quando eu inocentemente, fazia perguntas, meu pai murmurava: nem uma palavra fora de casa, escola, comboio, amigos, etc etc. Como obediente sempre que fui, cumpri as ordens inexplicáveis para mim, que tanto me perturbavam... Mais tarde reconheci, que me pai teve razão,  pois como alfaiate que era, precisava de viver; e só o silencio vingava, na tão prestigiada para alguns infelizmente, sociedade de "BUFOS", terrível  PIDE... com alguns dos quais, eu inocentemente, brinquei com os filhos... que ironia do destino!!!  vivíamos rodeados de toda essa malta, era como uma epidemia, na rua onde eu residia.

         No entanto, com orgulho me refiro ao meu tio ( Jaime Bernardes da Silva ), que vivia em Ovar, proprietário de uma pequenita loja de fazendas, a qual lhe dava para o dia a dia, foi alvo de uma rusga ( Pide ), a horas mortas, pois assim actuavam os cobardes, felizmente sem efeitos secundários,  não só para ele, como restantes familiares, pois o meu tio fazia parte do apoio a Humberto Delgado.

 Esta minha missiva não será mais um componente para o seu SITE, mas sim, um apelo para que continue e também um enorme agradecimento, por um conjunto de palavras oriundas, que provêm  de um imortal passado

      Sr. Gouveia, bonito trabalho e deveras muito interessante, bem haja por tanta inteligência e acima de tudo, amor à sua TERRA. Se me permite, gostaria de lhe dizer,

que se no mundo em que vivemos, existissem mais homens como o SENHOR, a política não fazia dos povos, seus verdugos. Obrigada pelo exemplar trabalho que tem desenvolvido, ao longo dos anos, em divulgar o nosso Moscavide!!! Continue a sua obra prodigiosa, dando oportunidade a todos nós, de divulgar e pudermos sonhar recordando e ao mesmo tempo estarmos eternamente agradecidos a um homem que sempre lutou por um IDEAL.

        Para o famoso almoço de amanha, 22 de Abril, lhe envio os nossos cumprimentos para todos, em especial a todos os que nos conhecem, e nomeadamente aos nossos queridos tios

( António e Lourdes Salgueiro ), assim como ao  nosso amigo Samuel. Os meus sinceros e respeitosos cumprimentos e  muitíssimo obrigada, pelo oportunidade que me dá, por sem o conhecer, me dirigir ao senhor obviamente, mais a nível pessoal.  Bem haj                                                         

                                       VIVAM  OS  BORRACHOS  DOS ANOS CINQUENTA 
Fernanda Crisóstomo  
    

 

Comentário: Obrigado, minha Amiga, pela apreciação que faz do meu site. O que o torna tão valioso para si é a excelência da recordações que dentro de si moram. O meu trabalho, se algum mérito tem, é o de as escavar na poeira do tempo e de as pôr a descoberto, como num trabalho de arqueologia sentimental. Claro que conheci muito bem os seus avós, os seus pais, os seus sogros e toda a família de Moscavide. O seu avô, nunca me esqueço, fez-me o meu primeiro fato completo, já lá talvez 62 anos. Lá estarei amanhã, com o ses tios, que virão de Sines (como todos oa anos para o encontro dos Borrachos

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Bom dia,

 

O meu viz-avo, costumava nos contar historia fantastica... E ja as tinha contadas a minha mae e o meu avo ... Eu recordo me de todas... Mas a preferida da minha mae era a historia do "mama na burra", infelizmente essa ele nunca me contou e a minha mae nao se lembre bem da historia.

Tal como o meu vis-avo , eu adoro contar as historias, mas gostaria tambem de poder contar essa de mama na burra.

 

O meu vis avo faleceu, e este ultimos anos nao podia nos contar este historia, porque ele dizia sempre que era comprida de mais.

 

Por favor ajuda me a transmitir para as otros geracaoes esta historia!!

 

Andrea

 

 

14-4-2006

Caro Snr. Gouveia,

Foi um enorme prazer visitar o seu "site", cujo conhecimento me foi dado por um amigo.

Sou moscavidense a 100%, dado que ali nasci e ali continuo a viver.

Seria curioso saber quantos Moscavidenses existem hoje em dia vivos, dado que nascer em casa já tem, desde há muito, os dias contados.

Nasci em 1949 na Rua dos Combatentes da Grande Guerra, rua paralela à estação dos comboios.

Toda a minha vida, com excepção de um razoável período em que me mudei para a Bobadela, tem decorrido em Moscavide.

Fui atleta do Atlético Clube de Moscavide e do Clube Desportivo dos Olivais (hoje acrescentado de Moscavide) nos anos de 1964 a 1968, e por essa razão, mas não só, dado que também fui dirigente, durante vários anos, dos dois Clubes, conheço muitos daqueles que se lhe tem dirigido. Se me permite, deixe-me deixar aqui um abraço para o Eliseu, para o Laertes e para o Madeira que se encontram distantes, e a quem continuo a desejar as maiores felicidades.

Conheci ou conheço muitas das pessoas que são referidas no seu "site" e com elas tive oportunidade de conviver, mais com umas do que com outras. Não me recordo de o conhecer a si pessoalmente, mas tive oportunidade de conviver diversas vezes com o seu falecido irmão.

Deixe-me que lhe diga, e a também a todos aqueles que contactam o seu espectacular "site", que o seu trabalho é altamente meritório e que traz à memória de muitos, como eu, pessoas, lugares e factos que o tempo nunca conseguirá apagar. Só por isso, enquanto Moscavidense o meu MUITO OBRIGADO para si.

Esta é a minha primeira abordagem ao seu "site" e foi feita um pouco a correr, porque estou no meu local de trabalho. Vou por certo, e na tranquilidade da minha casa, ter oportunidade de o rever com mais atenção. Numa próxima oportunidade, talvez lhe possa enviar algumas fotos de Moscavide ou de factos ligados a Moscavide que julgo ter em casa.

Saudações Moscavidenses.

Germano Santos  

Comentário:  Tal, como diz, este um moscavidense 100%, pois lá nasceu e lá continua vivendo. Na verdade não deve haver muitos moscavidenses vivos que ali tenham nascido. E continuando a viver lá, nem sequer precisa de sentir a saudade que os ausentes encontram nestas memórias de Moscavide , para apreciar a evocação que faço de "pessoas, lugares e factos que o tempo nunca conseguirá apagar". Obrigado, meu Amigo, pela apreciação que faz do site e pelas boas recordações que também guarda da nossa terra.
 

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21-3-200

ESTIMADO SENHOR:

PERMITA-ME ACRESCENTAR MAIS DOIS NOMES DE FIGURAS DE MOSCAVIDE:

EDUARDO LUIS - CAMPEÃO DA EUROPA PELO FUTEBOL CLUB DO PORTO, INICIOU A SUA
CARREIRA NO CLUB DESPORTIVO DOS OLIVAIS E MOSCAVIDE


FAMILIA LOBATO - COMERCIANTES DE QUEIJOS E CARNES FUMADAS COM MAIS DE 50
ANOS DE LABORAÇÃO EM MOSCAVIDE


MELHORES CUMPRIMENTOS

JORGE PINTo

Comentário: .Como já tenho afirmado em cartas anteriores, os escritos na minha página sobre Moscavide correspondem a memórias minhas, coisas de que eu me lembro, sobretudo dos tempos mais recuados da minha infância e adolescência. Assim, não faz muito sentido colocar entre as figuras de Moscavide nomes de pessoas que não conheço, nem (falta minha, concerteza) jamais ouvi falar, sobretudo sem saber os anos a que se referem as actividades dessas pessoas. Não moro em Moscavide desde 1970. Quantas pessoas lá residentes não se terão, entretanto, notabilizado, nesta ou naquela actividade, só que isso já não cabe no âmbito da minha Página. Isso é tarefa para uma pessoa mais nova do que eu fazer um levantamento dessas situações e  fazer um trabalho intitulado, por exemplo "Moscavidenses notáveis, nos últimos X anos" De qualquer modo agradeço a informação aqui ficam os nomes das pessoas que me indica e que muita gente vai lêr, dado que esta rubrica é uma das mais lidas do site.

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8-3-2006

Mais uma vez o José Júlio Barragán,  outro  moscavidense  da diáspora, me escreve a propósito do nosso site

Caro Gouveia

 

Mais uma vez estive consultando o site na página da correspondência e a última carta veio do Laertes.

Eu conheci um Laertes, não sei se será o mesmo pois a diferença de idades entre mim e ele nessa altura fazia-se sentir. Na ecola primária não foi, visto a diferença de idades estar um pouco separada. Talvez na escola secundária, pois frequentei a Afonso Domingues. Fala no meu nome, talvez referindo-se a um meu irmão. Gostei da sua escrita, boa redacção e dos nomes que ele evoca. Lembro-me do nome Balhelhas mas não consigo identificar a sua cara, e dos vários nomes de que ele fala que são mais ou menos aqueles que já foram referidos, como não podia deixar de ser.

Consultei as fotos de Moscavide e ao ver o Chafariz antigo, lembro-me de ver, quando ele ainda existia, numa das faces do chafariz a inscrição " construído em 1913". Curioso como a nossa memória consegue rever certos factos e esquecer outros mais recentes.

Um Abraço

Barragán

Comentário:  Ora aqui está uma boa achega. Jà eu nem me lembrava dessa inscrição com a data da inauguração do vellho chafariz, Onde raio terão  metido o dito chafariz? Não seria uma obra de arte, mas estava muito ligado à história de Moscavide e aos seus hábitos, numa época em que pouca gente tinha água canalizada, se faziam bichas enormes para encher as bilhas, tinha um púcaro de lata, preso com uma corrente e dispunha de ua pia anexa, onde os animais se dessedentavam. Era um documento vivo da época. Devia ser preservado

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5-3-2006

Não é primeira vez que este "puto" de Moscavide, como ele se considera, me escreve. Há 37 anos a morar e a trabalhar na terra do tio Sam (já foi mais simpático este tio) ele não se esqueceu da terra onde viveu e se fez homem

Antonio:

 

      Entramos em Março e forçosamente, além de recebermos a tão desejada Primavera, há que celebrar algumas datas...

      Dia 1 - FAMILIAR

      Dia 15 - BOMBEIROS e também  as 77 primaveras do ANTÓNIO GOUVEIA ( o MAIOR ); dia 23 freguesia de MOSCAVIDE e a 24, se lá chegar, beberei uns copos a festejar os meus 64, cada vez com mais saudades do nosso Moscavide; o qual, em  inicio dos anos 50, frequentava eu  a Eugénio dos Santos em Alvalade, seguido da Afonso Domingos em Xabregas,  e qual não era o meu espanto, quando professores me perguntavam onde ficava Moscavide!!!

      Em visita aos seus blogues, que se poderá acrescentar? ( made by Gouveia )Parabéns!!!

      Em relação  a pagina  Moscavide, pergunto a mim mesmo... em que céus andam voando os que restam e graças a Deus, ainda são muitos ( os borrachos dos anos 50 ) preguiçosos... sigam o exemplo do falecido Rato, Xavier e Barragán. Para os dois, se o António me permitir um grande abraço.

      Visitando a página, ajuda-me a limpar as teias de aranha que me envolvem o cérebro, devido aos meus 37 anos de residência nos States. Sendo o seu site composto por um aglomerado de memórias, e não uma pesquisa, o que lhe da mais valor, permita-me algumas memorias deste puto, que se escondia com os vasos de cana da índia, existentes na esplanada do Viseu, a gozar as anedotas dos Custódios, Rufinos, Simões, Nelson, Moreira, Gouveia, Ulisses, Guilherme e tantos  outros. Nesse tempo ainda os tremoços eram grátis, e quando os não consumiam, serviam para  guerras, muitas vezes a maior vitima era o ( Barata ) o engraxador privativo... quando  davam por mim, logo se ouviam vozes em coro " sacana do puto, pisga-te dai para fora".

      Na mesma esplanada, lembro-me das discussões dos lutadores Cruz Passos, Lobo da Costa, Rebordão ( irmão da Amália Rodrigues ), que usavam para chamar a malta aos ringues, instalados no A.C.M. velhinho campo das tábuas ou na verbena dos Bombeiros, e  eu lá aparecia à porta, dizendo " chefe deixe-me entrar consigo" habito dos putos.

      Falando do que presenciei ou de algo que escutava: os vizinhos naqueles serões de Verão, sentados as portas das Vilas, Pátios ou Travessas, esperando que as noites arrefecessem para podermos adormecer.

      Gente humilde: tia Paulas, mãe do Joaquim Marques (Santarem), vendia pelas ruas molhos de agriões, que ia apanhar nas abertas da Quinta Velha. O tio Pires com o seu carrinho de funileiro a porta, marido da Ludovina vendedora de frutas e hortaliças e pai do Ze Pires, da fabrica do gelo, ambos empregados do Augusto do Lugar.

      Lembro-me a velhota a quem ao filho chamávamos, (Manel da Bruxa), que vendia tachos, alguidares e tabuleiros de barro, de porta em porta, os mesmos adquiridos no Sampaio nos Olivais. Curioso, este Manuel era primo do saudoso Mendes " pe-canhão" jogador do Benfica.

      Recordo na praça velha, uma voz um pouco fanhosa, com o pregão  "meninas esfregão p'ra louca"; sempre que vendia,  dirigia-se a mercearia do Alfredo, e emborcava o seu copo; um dia o Tonho por engano ou malandrice, após abrir um barril, serviu-lhe um copo de vinagre tinto; depois de o engolir num golo, comentou: - Tonho, o vinho bebe-se bem, mas já tem um pico a azedo.

      Continuando nos anos 40, gostaria de mencionar o Xico da Povoa, fotógrafo à la-minuta, que um dia ao fotografar a chegada dos ciclistas, no saudoso circuito de Moscavide, todo o mundo esperando a revelação do negativo, minutos de grande ansiedade, quando a foto apareceu, grande desilusão, só apareciam as pernas dos cavalos da guarda republicana. Tenho a certeza que o António, tem conhecimento de tudo isto, por isso só quero, se me permite colaborar a refrescar memorias!!!!

      Algum comercio dos anos 40; Pinhão e Manuel Terceiro

ferro velhos; Simão dos pirolitos, Meireles da "laranjina", Manuel da praça e Vieira da Philips , mercearia e taberna; Balhelhas, mais conhecido pelo ( Colhão de macho ), com a sua loja de ferragens; papelarias, irmãs Brasileiras e Furtado, este seria a pessoa indicada para satisfazer, os muitos pedidos que fazem ao António, pois era realmente na época, a pessoa que mais fotografava em Moscavide... recorda-se António, ficava mais ou menos em frente ao "Cabacinha".

      Sei que é difícil escrever ao nível do seu site, pela minha parte, muito humildemente apenas desejo prestar-lhe a minha colaboração, expondo em evidencia as minhas memorias.

     Sem mais, um abraço

                               Laertes ( o puto )

     

Comentário: Mas que memória, meu amigo! Era alguém assim que eu gostaria de ter ao pé de mim quando escrevi a "evocação a Moscavide". Claro que eu lembro-me de quase todas estas figuras e factos. Só que não me lembrei na altura de os referir, como as manas "brasileiras" (que não sei se seriam mesmo brasileiras) que davam aulas em casa aos meninos da instrução primária, os quais tinham de levar um banquinho de casa, o Simão dos pirolitos e outros. Só que as lojas do Vieira da Philips, do Balhelhas e outras lojas que referes, não estou certo que existissem já nos anos quarenta. O Balhelhas, por exemplo, nesses anos trabalhava no Francisco Santos e só mais tarde abriu a lojinha dele, no rés do chão do prédio de 3 pisos, a seguir à barbearia do "Sopas ou Migas" a Pois é como dizes, o Furtado é que devia ter muitas fotos de Moscavide, mas isso deu-me uma ideia que é escrever à filha. Pode ser que tenha guardado alguma coisa.

Obrigado pela colaboração. Aqui ficam todas essas recordações que muita gente vai ver, pois esta rubrica é, presentemente, a mais lida do site
Um abraço e até sempre
A.Gouveia

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26-2-2006

É da Holanda que me escreve este correspondente. E com saudades da terra, claro

Caro Amigo GOUVEIA      

 É um grande prazerem comunicar com um dos grandes da eternidade de Moscavide , assim como seu Irmão JOSÉ que lamento imenso de não se encontrar entre nós.  Foi com muito prazer que li o seu site .Foi por acaso que encontrei este..Tenho este computador portátil há um mes, e por isso não tenho muita experiência ,e ele não tem todos acentos, e sinais;. Em busca do site do A.C.Moscavide, encontrei o seu e fiquei espantado e cheio de maravilhosas palavras sobre a nossa  aldeia  Moscavide .Foi grandioso ao ler os ditados da sua parte ,e dos outros conterrâneos,a linda maneira como o Sr. Gouveia as expôs ,a lembrança de sermos miúdos ,a maneira de viver, como tudo era ,como nos formamos, como abandonamos todas as maldades, a comunicação entre a amizade e agonias, maldades ,amizade o amor, tudo que era preciso para nos formarmos, tudo isto faz-me reviver Moscavide;....
AMIGO Gouveia , posso trata-lo assim ? Por hoje é tudo. Só lhe quero mencionar estas pessoas: meu irmão Armando (leitão), meu cunhado José Granja (pide) meu cunhado Machado (caracóis), meu Pai Ernesto (telefones)  e eu  Eliseu Gomes (anos 60  70  Basquetebol A.C.M.)
Desejo-lhe uma boa noite, boa Saúde e até breve .
O Sr deve se lembrar quem eu sou;,
Eliseu  dos Santos Gomes
egomes@caiway.nl

Comentário: Não, na verdade não me lembro deste moscavidenses, que me pede licença para me tratar por amigo. Claro Amigo, mais do que amigos somos irmãos de uma mesma família unida pelo apego a Moscavide. Tenho pena de não puder dizer que me lembro porque sei quanto é grato, a alguém que está longe, ser lembrado por alguém que ficou no sítio de onde se partiu e onde se foi feliz. É que Moscavide nos anos sessenta/setenta já tinha muita gente e era impossível conhecerem-se todos. Mas o facto de não me lembrar não diminui em nada o prazer de receber notícias de alguém que, como eu tem, saudades da terra onde ambos vivemos.

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2º Mail de Eliseu Santos Gomes

Excepcionalmente volto a colocar um 2º mail do mesmo visitante sobre o mesmo assunto, para que outros moscavidenses do seu tempo, que acedam ao site, saibam exactamente de quem se trata. Eu, por exemplo, lembro-me bem do puto que ele era aos 11 anos, mas tinha-lhe esquecido o nome.

Caro Amigo A. Gouveia.   

Sou-lhe muito agradecido por seu email . Certo que não levo a mal sobre de publicação do meu email.  Falando do seu mano, eu trabalhei na drogaria (Alquimia) nos anos  55- 56 tinha eu 11 anos; foi das pessoas que me mereciam  todo  respeito, carinho, calor, amizade , muito boa pessoa, e também sua esposa muito amável.  De sua pessoa  Sr. Gouveia, nunca tivemos muito contacto: sim momentos, no ATLETICO, na biblioteca, no café Viseu, na Verbena, e também nos jogos no A.C.M., se não me engano, também em conjunto com meu cunhado, JOSE TRINDADE GRANJA que, também fazia parte da forças contra o governo, mas nós nunca tivemos grandes conversas;   Pede-me, e eu digo-lhe que tenho fotos onde eu estou, e meu irmão Armando Santos Gomes, como campeões.   Queria-lhe pedir um grande favor: várias vezes ao ler o correio no site, dou com o nome J. BARRAGAN.  Será que este seja quem eu penso, que viveu na Rua Joao Luis de Moura,  entre o Mercado e o Sapateiro de frente  do Vinagre, se é, é o irmão do MÁRIO BARRAGAN, amigo meu de juventude.   Ficava muito grato se o Sr. Gouveia me concedesse o  seu  email ou endereço pois gostaria imenso contactar com eles.  Sem mais por hoje, é tudo, os meus sinceros agradecimentos, desejo-lhe muita saúde
Um  abraço
Eliseu  dos Santos Gomes

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11-2-2006

Diz-me este correspondente que nasceu e viveu em Moscavide. E eu não sei?Lembro-me  perfeitamente dele com três ou quatro anos, cabelito encaracolado muito louro e mais tarde, puto reguila, adolescente, já sem os caracóis e um pouco menos louro.

Caro amigo.

Parabéns pelo seu magnífico esforço na execução destas páginas sobre Moscavide e algumas das suas figuras.

Embora de uma geração muito mais nova, nasci e vivi em Moscavide.

Por isso me recordo, agora que li os dados que o s/ talento aqui juntou, de pessoas cuja referência, por não ter sido feita, se torna imperioso incluir:

No tocante ao Clube Familiar, por exemplo, como omitir, a partir de princípios dos anos 60, grupos musicais tão importantes como os PLAY BOYS, ou os RAPAZES ? É bom não esquecer que dos PLAY BOYS sairam nomes tão importantes da música portuguesa como JÚLIO PEREIRA ou JOÃO SEIXAS.  Ou que dos RAPAZES, os "Shadows portugueses" e onde também tocou JOÃO SEIXAS, surgiu anos depois, a solo, o popular SÉRGIO ROMANO.

Num outro sector de actividade, no campo da saúde e assistência social, como esquecer a Enfermeira LUZIA, sempre dedicada a toda a gente, tratando ricos e pobres a qualquer hora do dia ou da noite  ? Ou a Enfermeira GRAÇA, igualmente de uma dedicação exemplar? ou do Enfermeiro GRENCHO, também ele de competência magnífica?

E já agora, no caso do célebre CINEMA DE MOSCAVIDE, é da mais elementar justiça recordar o senhor ARTUR SANTOS, das bilheteiras, que conseguia meter lá dentro, nas costas do amigo Joaquim, o fiscal, a malta nova que adorava cinema e não tinha dinheiro para o filme!!...

Enfim, sou ainda relativamente novo..mas acho da mais elementar justiça recordar mais estes nomes.

Um abraço amigo.
António Santos

pouco menos louro.

Comentário: Alguns amigos de infância que visitam este site me têm perguntado: ouve lá, como é que tu conseguiste recolher  todas estas recordações? Juntaste-te com um grupo de malta, cada um deu uma achega e resultou este acervo de memórias. Nada disso, respondo eu, tudo o que aqui escrevi são apenas recordações minhas. relembradas a várias décadas de distância no tempo e aqui completamente só, na minha casa em Almada - o que deixa os meus amigos perfeitamente espantados. Que memória, Toino! Dizem. Por isso, a alguns dos meus visitantes, que de forma por vezes algo intempestiva, me cobram o facto de eu não falar de um facto ou pessoa de Moscavide que os marcou, eu lhes respondo: Meu caro, isto não é um trabalho de pesquisa que alguém me tenha encomendado, isto são as "minhas memórias". Se por acaso se lembrar de coisas que considere importantes e não constem das minhas memórias e se isso o incomodar muito, por favor, escreva você as "suas memórias".

Não é o caso deste correspondente, que não é  intempestivo, me faz os seus reparos de forma correcta e se trata de uma pessoa que eu muito estimo. Assim aqui vai a minha explicação quanto às omissões que detectou. Em relação aos músicos que me refere, como tendo actuado no Familiar, nunca poderia ter falado deles pois na década de 60, já eu não frequentava a referida colectividade;  Quanto à prestimosas enfermeiras de que fala, conheci as, fui amigo de D. Luzia, mas se reparar as minhas memória referem-se sobretudo aos meus verdes anos e ela não surgem no meu imaginário desses anos, ao contrário do enfermeiro Santos, de quem recordo a figura volumosa e ofegante e que em garoto muitas vezes me picou o rabo e as veias. O mesmo em relação ao bilheteiro do Cinema, o meu amigo e colega Artur Santos. O que ficou no meu imaginário de criança foi o porteiro Germano e mesmo assim, curiosamente, nunca mencionei o outro porteiro contemporâneo do Germano, o Artur Ferreira, também meu grande amigo mais tarde. E porquê?  apenas porque ele estava na porta dos bilhetes mais caros e eu só me atrevia a pedir aos portadores de bilhetes mais baratos  - que entravam a pela porta do Germano - que me levassem como sendo seu filho". É complicado discernir sobre o que a memória de uma criança regista ou apaga.

E é isto que eu tenho a dizer, com amizade, ao meu amigo António Santos
A.Gouveia

 

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11-2-2006

Mais correio dos Estados Unidos, onde a saudade de Moscavide está presente

Olá, bem haja.

 Meu nome, sexo e idade não importa muito. Sou um simples mortal, divagando entre  as deformadas paredes desta hipócrita sociedade, nas quais eu me encosto ora aqui, ora acolá, entre atropelos e tropeções, como os demais.

Sou filho de uma das mais belas e puras mulheres que Moscavide deu ao mundo .Victoria Marçal Crisóstomo (por condição) Veríssimo (por maldição).

Minha mãe falava-me muito acerca de Moscavide, relatando-me histórias e peripécias das simples gentes desse lugar. Mais recentemente, é ao meu tio Laertes que o oiço  lembrar tempos de uma juventude que o tempo teimosamente tende em apagar, mas ao qual as lembranças subsistem. Somos um povo, tacanho e mesquinho desde há séculos...Muitos até. Todavia e como em quase tudo, há excepções à regra. O senhor, é uma dessas raras excepções. Não me leve a mal, ao dizer que o qualifico como uma "ave rara",pois faço-o no bom sentido.
A dedicação, o carinho e todo o tempo que dedica a página por si criada, são o puro exemplo daquilo que dignifica um homem com "H". É difícil para mim, embora numa língua tão rica como a nossa, encontrar adjectivos que sejam sinónimos do seu trabalho. Seria bom que os pseudo  poliglotas e demagogos do poder politico, seguissem o nobre exemplo dado pelo senhor .Mas, tal é difícil,. pois os jantares sociais e o golfe consomem-lhes o pouco tempo que tem "livre".

 Sem mais, limito-me a agradecer-lhe, congratulando-o por esta simples mas"grandiosa obra". Bem haja
 Carlos A.C.M.V. 

Comentário: Meu jovem Amigo, obrigado pela tua carta electrónica. Concede-me que te trate assim, pois a minha idade assim o permite, Conheci muito bem os teus avós e a tua mãe, de quem falas com palavras comovedoras. Nunca falei com ela, mas lembro-me bem de a ver, rapariguinha ainda, assomada à janela. Naquele tempo, as moças não tinha muitas ocasiões de pôr o pé na rua. Obrigado pelos comentários que fazes à minha Página e à apreciação que fazes a meu respeito mas considero um pouco imerecida. Quanto a sermos um povo tacanho e mesquinho permite-me que não esteja inteiramente de acordo contigo. Somos é um povo que não tem tido dirigentes à altura, e disso nos ressentimos em atraso de educação e tecnologia. Olha que aí, nos States, há muita gente, de certeza,  tão bronca e mesquinha como os de cá. O que eles têm é mais oportunidades.
A tua carta é muito tocante, gostei muito de a receber e espero de futuro novas notícias tuas, até porque tu escreves muito bem.
Uma abraço
A.G.

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6-2-2006

Não é primeira vez que o Xico me escreve. Este é  moscavidense  mesmo. Ali nado e criado, a vida o levou ter de ir trabalhar numa das antigas colónias do Império e a morar agora em Vila nova de Santo André após o seu regresso. A distância, porém, não significa olvido, e é através deste site que a sua ligação à  terra que o viu nascer, principalmente se faz.

Toino

 

Li agora na correspondência do teu site sobre  Moscavide, um e-mail do Laertes, filho do Xico , irmão do Salgueiro. Lembro-me perfeitamente do Laertes e da sua irmã Victória que, creio, faleceu há muito.

Houve uma altura em que o Xico era o tesoureiro da Comissão da verbena do Atlético, que era no Taludo. Eu colaborava com ele, fazendo a escrita das contas ! Velhos tempos.

Bem, o Laertes refere no seu texto o Casimiro, mas talvez não tenha reparado que, na foto que há tempos te enviei com o pessoal do cinema novo e que está no site, na secção " Fotos de Moscavide Antigo", está lá o Casimiro, que nessa altura também trabalhava no cinema.

 

Continuas a receber e-mails de pessoas naturais da minha terra ou que lá viveram muito tempo e isso demonstra que o site lhes toca o coração, pois relembra o passado duma maneira que a gente, ao lê-lo, parece ainda estar lá, naquele tempo. È pena, como dizes na resposta a uma correspondente tua, que a Junta de Freguesia não se interesse por uma obra de tanto interesse para Moscavide e para os moscavidenses.

Sabes, tenho quase a certeza que nenhum dos elementos que compõem a Junta é nativo de Moscavide ou lá residente de longa data, e daí o desinteresse. Eles querem saber é de política, é o que está a dar.

Desculpa lá o desabafo, mas é verdade, pois não faz sentido nenhum eles não darem valor a todo o trabalho e carinho que dedicaste á feitura do site.

Um abraço.

Xico

Comentário: Pois é Xico, que é que eu posso fazer? As gentes da minha aldeia tiveram mais visão que as de Moscavide, pois já editaram em livro, os textos do site que a ela dediquei. E olha que o site é bem menos documentado do que o de Moscavide. Mas esses são mesmo da aldeia!

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2-2-2006

Não é de Moscavide, embora viva perto, descobriu esta Página, gostou do que viu, parece-me, e escreveu-me, não tendo a certeza se o autor seria ainda vivo

Senhor

Adorei encontrar este sítio. Gostava de saber se o Senhor António Gouveia ainda está entre nós. Peço desculpa por não ter a certeza mas não pude ver a página com a necessária atenção por ser extensa.

Vivo pertinho de Moscavide, há 5 anos. Neste cruzar de caminhos muitas histórias tenho conhecido e outras vivido. Por isso ando a sonhar para tentar dar a Moscavide um projecto editorial, daí a minha pesquisa pelas suas origens.

Obrigada a António Gouveia e a quem mantém a página.

Cumprimentos

Maria José Peres

Comentário: Pois minha cara Amiga, por enquanto ainda por cá vou andando. A página é de minha criação, todos os escritos são meus (menos as cartas dos visitantes, claro e que constituem, aliás a sua rubrica mais interessante) e sou eu que a actualizo e administro, É óbvio que, na minha idade, já não poderá ser por muito tempo. Logo se verá. A sua dúvida, porém, levanta uma questão muito pertinente e que muito me preocupa. Se eu morrer (quando eu morrer), como a Página está alojada na netcabo, à qual pago 37,50 Euros por mês, se um mês depois, não houver quem pague a respectiva factura e é o que acontecerá, pois minha mulher não mexe (nem sabe, nem quer mexer) no computador, todo este trabalho se vai perder no éter.

Quem devia preocupar-se com isso era Junta de Freguesia de Moscavide, pois poucas terra se podem ufanar de ter à mão um manancial tão vasto de memórias, e vivências de várias décadas, sobre a terra onde vivem e que administram. Dá deus as nozes....

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2-2-2006

Mais um moscavidense a quem a vida levou a procurar outras terras e lá longe, do outro lado do Atlântico, se sente feliz por encontrar um site que fala da sua terra

Primeiramente quero pedir desculpa da falta de acentuação mas vivo no estrangeiro e o meu teclado não tem a acentuação para português.)

Estimado Sr. António, foi procurando por algo semelhante mas relacionado com outras terras portuguesas, que tropecei na sua pagina, e não imagina o prazer que tive de ler muitas das mensagens enviadas por nativos, residentes e ex-residentes da vossa terra, Moscavide. E foi um prazer porque, e acima de tudo, pela sua ideia e criatividade para uma pagina que oxalá fosse espalhada por cada terra do nosso Pais. Se assim fosse, quanto fácil seria, para um português que se ausentou para o estrangeiro há longo tempo, encontrar amigos de infância (ou pelo menos encontrar alguém mais que se lembre desses amigos), encontrar amigos dos tempos de militar, etc. Vivo nos EUA há mais de 20 anos e apesar de ir de ferias a Portugal com frequência, tento encontrar amigos de longa data, mas os "sites" que existem são praticamente ineficazes e então optei por procurar em diferentes direcções, o que me trouxe ate a sua magnifica pagina. Parabéns por dar a todos os moscavidenses a alegria de se reencontrarem e de revisitarem a terra que lhes gravou o coração! Antes de terminar, e porque foi isso que me fez encontrar a sua página, gostaria de, ainda que só por "nunca se sabe", perguntar se algum dos leitores desta página conhece alguém que estivesse na tropa na CDMM-Entroncamento, de 1969 a 1972? Amigo Sr. António Gouveia e leitores, há longos anos que procuro encontrar um desses amigos, e agora, depois de um grave problema de saúde, mais que nunca sinto que tenho de reencontrar esses amigos que me marcaram o coração. De todo o coração quero desejar muitas felicidades a todos os leitores desta pagina e muito em especial a todos os MOSCAVIDENSES.

Para o Sr. António Gouveia, os meus agradecimentos e um abraço de muita amizade.
Rodolfo Sousa Pinheiro
 pinheirorodolfo@yahoo.com

Comentário:  Meu Caro Amigo, como vê,  embora isso não tivesse importância nenhuma, já coloquei os acentos que faltam no seu teclado. Obrigado pelo apreciação que faz da minha Página. Também eu sinto prazer pelo prazer que a visita lhe proporciou. Quanto ao pedido que me faz, para encontrar o seu amigo da tropa, como vê, sublinhei as suas palavras referentes ao assunto, de forma que se houver a sorte de algum voos comum conhecido visitar esta Página certamente que lhe vai escrever, ou a mim, que entrarei em contacto consig

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22-1-2006

Muito Bom Dia!
Antes de mais quero felicitar-lhe pela sua página, é realmente um trabalho magnífico sobre Moscavide.
Será que me pode ajudar?
A minha vizinha pequena de 8 anos está a fazer um trabalho para a escola sobre a história de Moscavide, mas está com um grande problema, tal como eu que vivo aqui à 30 anos, não sabemos quem foi ou porque é que a nossa rua se chama Francisco Marques Beato.
Se nos poder ajudar ficamos eternamente agradecidos.
Muito Obrigado pela sua ajuda!
Um abraço,

Jorge Nunes

Comentário: Francisco Marques Beato foi Presidenta da Câmara de Loures na década de 30 do século passado, mas devia já ser pessoa muito influente na vida política do concelho, antes mesmo de ser Presidente, pois já em 1934, quando fui morar para Moscavide existia a rua com o seu nome.

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15-1-2006

É dos "States" que me escreve este amigo que era um puto de Moscavide dos meus tempos de juventude. Os anos que nos separavam na altura não têm qualquer significado agora e muito memos quando nos une o sentimento de memórias comuns. Só quem está longe da, terra, da pátria ou da coisa amada pode falar disso como este Amigo. E o sentimento é maior, quanto maior for a distância

António:
Mais adjectivos não existem; só me resta dizer, obrigado mil vezes obrigado!!! Sou um filho de Moscavide, como muitos moscavidenses, lhe escreveram a agradecer, o bem que sabe ser informado pela nova tecnologia acerca de Moscavide. Nasci num pátio que não mais existe… “patio do Birrento”; a entrada dava acesso a moradia, onde mais tarde morou o seu irmão José; residência onde antes vivera Inácio, Beatriz Oliveira e filha. Ao lado um lugar de hortaliça, propriedade do tio Paulos, velhote destemido a quem a passagem pela temível Nora Alta, com a sua burra, nunca o amedrontou.

 Minha falecida mãe (Luísa Rosa), cujo contacto maternal não me recordo, pois faleceu quando eu tinha apenas 3 anos… fez parte da sociedade, do lugar de hortaliça com o velho Paulos. Em frente no imponente prédio de azulejos, moravam os avos paternos de minha esposa, ( Sofia e Albano ) com os seus 5 filhos; o Jaime abriu um café onde se cantava o fado; mais tarde a tão conhecida tinturaria Dias e o relojoeiro Simplício, genro do Cartaxeiro… que saudades!!! O Romeu, meu sogro casou-se com a filha mais velha (Carminda )do Rocha alfaiate. Sou um caloiro do grupo dos “ Borrachos “, tenho 63 anos e lembro-me de todos os componentes do bando dos anos 50... Que saudades!!!

Vivi na Vila Valente até aos 27 anos, no número 11 onde por razoes ( PIDE ) a sua cunhada algumas vezes visitou, pois meu pai Francisco Crisóstomo, foi colega do José Gouveia, desde os tempos de rebolar bidões, até às longas viagens de milhares de quilómetros, por todo o Portugal, na distribuição de gasolina. Sou neto da senhora que gritava, anda cá António que eu trago-te um fato de banho; e sobrinho do António Salgueiro, seu colega da escola 55; o Tonho como era conhecido, com 12 anos de idade montou-se na carroça do tio Paulos, puxada pela velha burra e foi despachar 2 malas de viagem a rua da Palma, mais uma de um puto atrevido… sua Irmã, minha tia Raimunda, era casada com o Casimiro, bombeiro e jogador do velhinho ACM e também fazia parte do grupo dos tropas, com o Arsénio, To carteiro, e tantos mais.

 Recordações do nosso quarteirão: - o Grilo (proprietário do jogo do chinquilho ) com a sua carroça sempre bem engalanada,  a sua taberna fornecedora de vinho, gasosas e melões aos turistas da nossa "colónia balneária" ( Praia de Beirolas ); Elias com o saudoso carro de verga, forrado de pano branco para a distribuição do pão; André sacristão dos Olivais; Furão o celebre estucador; Lígia parteira; Raul maluco; Amadeu carpinteiro; Pedro mata o bicho; o velho Braga; Melo da junta; a ti Casimira, etc, etc, etc. Recordo-me de ver o Luís Medeiros, Ripolan, Mula velha, Manuel Patrício, Chico Crisóstomo e muitos mais, passarinhemos da época, com as suas telefonias sem fios nem pilhas, envolvidas em panos brancos com as iniciais bordadas no exterior, alguns destes bordados executados pela esposa do Manuel Pisco, discutiam entre si, os nomes das cantigas dos pobres passarinhos, como por exemplo: To to cheu, Re be be cheu, Des cas cas, Chuim, entre muitas. Que saudades de ver estas gaiolas penduradas nos troncos das lindas arvores do Taludo!!!!!!!!

Amigo António, incrível que pareça, visito a sua página assiduamente; vejo e revejo desde o primeiro e-mail que recebeu em 11-09-2000, do jovem Pedro Gaspar; e sempre que a visito, deparo com algo novo, que me sensibiliza e emociona, posso mesmo dizer (chorar é próprio dos homens ). Os meus sinceros parabéns assim como o meu respeito e admiração.
Mais uma vez OBRIGADO

Os meus sinceros cumprimentos

Leonel Laertes Marcal Crisostomo
Maria Crisóstomo [leonellc@localnet.com]

Comentário: Eu é que te agradeço, Amigo, pelo enriquecimento, que este teu texto vem dar à minha Página. Os nomes e as situações de tu falas (alguns dos quais já nem me lembrava)!! Que pena que a maior parte dos rapazes do nosso tempo não saibam utilizar a Internet e não possam dar as suas achegas para a recolha de mais elementos para história humana da nossa terra e do nosso tempo. Este teu texto, sim, foi uma boa achega. Por isso considero esta rubrica "Correio dos Visitantes", talvez a mais importante da minha Página. Aquilo de que eu me lembro praticamente já está tudo dito nas minhas crónicas. Só que a minha memória, por maior que seja não abarca tudo o que se passava no nosso tempo, ou nem tudo o que se passava então me sensibilizava de igual maneira. Por exemplo eu não falei praticamente da actividade dos passarinheiros e no e entanto é um aspecto interessantíssimo da cultura desses tempos, que além do mais, dá uma ideia do ambiente campestre em que Moscavide se inseria.

São estas pequeninas recordações que reconstituem o puzzle da vivência social de uma época. Quando falas nos longos percursos  em que o teu pai, o Xico Crisóstomo acompanhava o Zé Gouveia na distribuição de gasolina, não sei se sabes que não era só gasolina que  levavam. O Zé Gouveia  não perdia a oportunidade de. junto com a gasolina distribuir uma coisa muito inflamável que era a propaganda revolucionária, e claro que o teu pai, se não colaborava na distribuição, pelo menos fingia que não via - o que era uma forma de colaboração muito importante

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13-1-2006

EXMO. SENHOR

 

QUERO FELICITÁ-LO PELO SEU TRABALHO.

 

SOU UMA MOSCAVIDENSE NASCIDA NA RUA PEDRO DE CARVALHO  E CRIADA NA VILA  VALENTE.

 

SE NÃO ME ENGANO O SEU IRMÃO MORAVA NUM PRIMEIRO ANDAR EM FRENTE À TAVERNA DO LEAL?

 

EU SOU UMA DAS FILHAS DO RAÚL LAGE E SOBRINHA DE UM DOS BOMBEIROS MAIS ANTIGOS DE MOSCAVIDE O JOAQUIM MARQUES.

 

MEUS CUMPRIMENTOS.

 

AUGUSTA  LAGE

Comentário: Obrigado pelo comentário à minha Página. Como  não havia de conhecer alguém que nasceu na Rua António Pedro de Carvalho e morou na Vila Valente? Claro que conheci o seu Pai e o Joaquim Marque seu tio. Quanto a meu irmão morou, como diz, durante alguns anos num prédio, não exactamente em frente do leal, mas um pouco mais acima, imediatamente antes do prédio do Carrega-o-macho

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8-1-2006

Boa Noite,

Muitos parabéns, pela sua excelente pagina, sobre a “minha” freguesia – Moscavide.

Tenho pena que o Sr. Gouveia, não tenha mais fotografias sobre Moscavide antiga..Chamo-me Sandra Lúcia, nasci na Rua Almirante Gago Coutinho (antiga Rua Jogo da Bola), há 36 anos. Nasci, cresci e sempre vivi em Moscavide.
Frequentei a Escola Novíssima de Moscavide, andei na ginástica no Atlético Clube de Moscavide, e recordo-me como se fosse hoje o dia da inauguração do “novo” pavilhão.
Inaugurei também a Escola Secundaria de Sacavém, pois infelizmente, nunca a nossa freguesia teve uma escola preparatória nem secundaria. Mas não é por isso que deixamos de gostar tanto de cá habitar,
Os anos foram passando e para mim era impensável sair de Moscavide, por isso adquiri casa na Rua Francisco Marques Beato.
Uns anos mais tarde pensei adquirir uma habitação nova, mas fiz questão em não sair da freguesia.
Actualmente resido na Vila Expo, mas na freguesia de Moscavide.
Tenho muito orgulho em ser Moscavidense.
Muitos Parabéns pelo seu trabalho

Sandra Lúcia
sandra.lrosario@netcabo.pt

Comentário:  Obrigado, Sandra Lúcia, pela apreciação que faz da minha Página. È bom que as pessoas gostem da terra onde vivem, e vejo que é o seu caso. Ainda bem. Viver numa terra de que se não gosta é como viver como uma pessoa que se não ama - o que não faz sentido. Quanto a fotografias sobre Moscavide, também gostaria de ter mais. eu bem peço a quem as tiver que me ceda as cópias, mas ou ninguém tem ou ninguém as quer ceder - o que é deplorável pois não perderiam nada com isso e eu podia mostra-las a toda gente através da minha Página

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6-1-2006

Sr. António    

Gostei deveras desta página, pois Moscavide é a minha 2ª «terra». aquela para onde emigrei em 1965 , portanto há 40 anos, ou sejam já dois terços da minha existência. Não tive ainda oportunidade de a ver toda, mas pareceu-me nao haver uma referencia aos Bombeiros de Moscavide. Irei pesquisar melhor , mas a confirmar-se esta ausência, seria caso para incluir ainda, pois foi e continua a ser uma Instituição importante na Vila. Oportunamente darei a minha contribuição.

Cordiais cumprimentos

António Feliciano
antonio.santos.65@netvisao.pt

Comentário:  Obrigado, A migo António Feliciano, por ter gostado da minha Página e por ter me escrito. Quanto aos Bombeiros, na verdade não tenho nenhuma crónica expressamente dedicada a essa nobre e útil instituição, tal como não tenho do Atlético, por exemplo. Mas falo dos Bombeiros e do Atletico e de alguns dos vultos importantes dessas instituições em várias passagens das minhas crónicas, como poderá constatar

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Sem data:

Aqui há dias recebi um mail de um visitante desta página, de nome, se a memória me não falha, Manuel Carvalho. Dizia-me ele, que a a sua mãe, já falecida nasceu em Moscavide, na Rua António Luís Moreira, em 1920. A mãe, que há muitos anos tinha  morar no Alentejo, falava-lhe com muita saudade das poucas recordações que tinha de Moscavide da sua infância e da  rua onde nasceu, que segundo se lembrava tinha um prédio grande com azulejos. Perguntava-me o meu correspondente se eu lhe sabia dizer algo sobre esse prédio e onde se situava a referida rua.

Comentário:  Meu caro Amigo, Espero bem que volte a esta Página e encontre esta minha resposta. Penaliza-me dizer-lhe que li o seu mail, mas inadvertidamente, logo de seguida, num gesto desastrado, o apaguei. Aqui vai a informação que pretendia:

 - A rua António Luís Moreira tem hoje o nome de Rua Salvador Allende; Começa junto ao Clube Familiar  e termina Na Praceta José Augusto Gouveia. O Prédio de azulejos ficava no entroncamento dessa Rua com a Rua António Maria Pais. Era conhecido por "prédio do Rodrigues carteiro" e já não existe há bastantes anos. esta Rua é uma das mais antigas de Moscavide. Aparece na primeira foto  (um postal antigo) do item "Fotos de Moscavide Antigo: no postal É a da esquerda, embaixo. É tambem a rua da foto  onde aparece um edifício amarelo (fábrica de champagne

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20-12-2005

Boa noite.
Carissimo Sr António.

Muito obrigado pela Sua excelente página sobre Moscavide!!

Por mero acaso, "tropecei" nela e como já é tarde, folheie apenas algumas páginas. Vou tirar uma tarde de fim de semana para a ler e ver toda
Permita que me apresente: chamo-me Rui Manuel Alves dos Prazeres, nasci em Coimbra no ano de 1971, tenho portanto 34 anos, mas meus pais moravam em Moscavide já à alguns anos e trabalharam até ao encerramento, na fábrica de malhas J. A. Cordeiro. Morávamos na Rua António Pedro de Carvalho, nº 24 - 1º Esq. Cresci, brinquei e aprendi em Moscavide. Frequentei o Familiar Moscavidense, fui músico na fanfarra dos Bombeiros de Moscavide e joguei basquetebol no ACM entre 1979 e 1986 (ano em que como iniciado ficámos em 5º lugar do campeonato regional, à nossa frente ficaram Queluz, Benfica, Algés e Belenenses). Deixei o basket e o ACM, pois no ano (1986) que passávamos a juvenis, a presidência do clube alegou não existirem verbas para manterem os juvenis (por coincidência, foi o ano em que reactivaram os juniores, que tinham estado interditos de jogar durante 3 anos por indisciplina, e onde iria jogar o filho do então presidente, creio que de nome Sr José Carlos). Recordo por vezes com saudade alguns dos amigos/jogadores desta época: Gonçalo (Carro de assalto), Artur (Andorinha, com 14 anos media 1,86m), Pires, Sérginho (que trabalha hoje na Junta de Freguesia de Moscavide), Simão (capitão, creio que ainda esteja ligado como treinador ao ACM), Paulo Mendes (jogador sénior e nosso treinador de iniciados), Sr Abilio (o nosso árbitro, como era habitual não comparecer nenhum árbitro da federação, lá estava ele pronto a apitar todos os jogos).

Pois é com muita saudade que revejo fotos de Moscavide e fiquei a conhecer outras do Moscavide antigo. A foto da escola 'Novissima' que frequentei, fez-me recordar os primeiros professores, os primeiros amigos de carteira, as primeiras paixões..
Vou voltar a visitar a Sua página
O meu muito Obrigado!!-
Um abraço 
Rui Prazeres
ruiprazeres1@sapo.pt

Comentário:  Aqui está um visitante da minha Página, onde "tropeçou" por mero acaso, mas gostou. Ainda bem. Apesar de não ter nascido em Moscavide, lá viveu e participou activamente na vida activa da vila.Como todos os que lá viveram tem saudades desses tempos. Sendo um jovem, como é, essas saudades , além dos bons tempos que lá viveu, são também saudades dum tempo que outros viveram e que as minhas fotos e as minhas crónicas retratam.

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6-12-2000

Caro Senhor António Gouveia,

Foi com bastante agrado que descobri a sua página e ao ler algumas das suas crónicas constatei que se refere ao sítio dos marcos como sendo ai a origem de Moscavide o que despertou a minha curiosidade pelo facto de eu morar actualmente na Rua Benjamim Ferras de Melo que tanto quanto sei era a antiga Vila dos Marcos. Será que é o mesmo local a que se refere na sua crónica? Se assim é não compreendo como podem mudar o nome de um local que esteve na origem da Vila.

Cumprimentos,
Edgar Brázio
brazio@mail.telepac.pt

Comentário:  É verdade, meu Amigo era aí, nessa Zona, mais ou menos que ficava o sítio dos Marcos - um conjunto de casas de uma quinta que tinha esse nome e que constituiu o embrião do que viria a ser a freguesia de Moscavide. O nome de Moscavide, porém que foi atribuído a esse lugar, é muito mais antigo e refere-se a um outro local que terá havido no sítio onde viria a situar-se a estação dos Olivais e que foi atribuído à estrada que desde esta estação atravessava toda a zona daquilo que é hoje Moscavide. Ora foi o nome dessa estrada - que abrangia uma área muito mais vasta do que o sítio dos Marcos que deu lugar à nova freguesia.  A história da toponímia tem destas coisas !

21-11-2005

Não é a primeira vez que o Luis Miguel me escreve, sempre interessado em contactar antigos companheiros de Moscaviide. Esta é mais uma:

BOA TARDE Cá estou eu novamente ao fim de algum tempo. Estive a ler o correio e reparei que lá se encontrava uma pessoa com o nome de josé miguel chalaca,enviando como tendo morado na Salvador Allende durante 21 anos......Bem vamos ao que interessa será este sr. família do Helder Chalaca que vivia sobre a pastelaria princesa na avenida?? Pois se for da família possivelmente eu conheço apesar de ter 39 anos por tanto um pouco mais velho mas como em Moscavide quase toda a gente se conhecia é provável que eu o conheça. A saber eu sou o MIGUEL que morava na r.Salvador Allende nº58 perto da Friquimica e do antigo lugar da Amélia.Se me quiserem contactar aqui fica o meu e-mail Dragonvieira@netcabo.pt ,para mais algumas dicas tinha como colegas de rua e de futebol os (artur/lois/periquito/jorginho/salvador/carlota/herlander/rui/bandeira/etc).Até à proxima e pode ser que alguem a lêr isto se lembre de mim.Moscavide sempre no coração.
Luís Miguel Vieira

Comentário: Pois Caro Luís Miguel aqui fica o seu pedido. Quem sabe se algum dos seus amigos de infância o vê e lhe responde! Quanto ao  José Miguel Chalaca  que há tempo me escreveu, aqui vai o seu endereço electrónico: miguel.chalaca@sapo.pt
Não há como escrever-lhe  e perguntar-lhe pessoalmente se é, ou não, parente do seu amigo com o mesmo apelido

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13-11-2005

Felicitações pela Página e um pedidos são os motivos porque esta senhora me escreve. Frequentemente refiro, com admiração e surpresa o facto de ser geralmente gente nova que se interessa por estas memórias  do passado e se dá ao trabalho de me escrever a dizê-lo. Não faço ideia se é este o caso desta correspondente, mas não me admiraria que assim fosse.

Exmº. Senhor

Antes de mais quero felicitá-lo sobre a óptima informação sobre Moscavide que vem divulgando.

Quero agora dizer-lhe que, ao passarem 50 anos sobre a construção da Igreja de Moscavide, estou a preparar uma publicação. Obviamente que não posso tratar a construção da Igreja sem a enquadrar no todo vivencial da terra. Muita da sua informação é, para mim, uma grande ajuda. Venho, pois, pedir-lhe autorização para a respectiva utilização, bem como reprodução de algumas fotografias. Obviamente que sempre citarei a fonte.

Grata pela atenção, aguardo a sua resposta.

Os melhores cumprimentos,

Manuela Mendonça

Comentário: Pois com certeza, minha cara Senhora. O que escrevo na minha Página é para ser visto, lido e utilizado por toda a gente que se interessa pelas coisas de Moscavide e pela preservação da nossa memória colectiva. Quanto mais gente interessada, menos ela se perderá. Com a ressalva da indicação da fonte, como diz, o conteúdo da minha Página está à sua disposição.
Faço mesmo um apelo a todos os meus visitantes que possuam dados, fotos, memórias, que lhe possam ser úteis para a elaboração do seu trabalho sobre a Igreja de Moscavide o favor de os remeter  para o seu endereço electrónico:

manuela.mendonca@sapo.pt

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13-10-2005

Mais um jovem que me escreve

Caro Senhor,

Tenho 31 anos, nascido e criado em Moscavide, dos quais vivi 21 na Rua Salvador Allende (Ant.º Luís Moreira), habitando actualmente na Rua Gonçalo Braga.

Foi com muito gosto que li a sua página na Internet e não poderia deixar de lhe agradecer o seu contributo, quer para o melhor conhecimento da localidade, quer pelo divertimento que me proporcionou.
Renovando os agradecimentos, espero que nos continue a surpreender.
Cumprimentos,

 José Miguel Chalaca

Comentário: Se os jovens se divertem com as velharias que escrevo sobre Moscavide e me agradecem o tê-las escrito é sinal que estou no bom caminho. Eu é que devo agradecer a este jovens  a lucidez de, olhos postos no futuro, não menosprezarem o passado que já foi futuro de outros

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20-9-2005

O visitante que hoje me escreve, não é de Moscavide. Descobriu a minha página por acaso, gostou do que viu e escreve-me a dar noptícia do seu agrado. Aprecia particularmente o facto de, com a minha provecta idade, me embrenhar nestas internéticas andanças.

Assunto:a sua página de Moscavide

Nem sei como vim parar aqui á sua página, mas em boa hora o fiz. Deixe-me
que lhe diga, o que mais gostei foi saber a sua idade, o seu percurso de
vida e ver que se dedica ás novas tecnologias como forma de entretenimento.
Que bom seria para o enriquecimento cultural dos mais jovens como eu (35
Anos) que as pessoas da sua idade facultassem o  que sabem nas paginas da
internet.

Nada mais tenho a dizer, não nasci em Moscavide, a única afinidade com
Moscavide, é a minha esposa (Rosa) e a sua família (Felicidade, João Mota e
Herminia "Mininhas" ) que ai viveu até aos 4 anos, na Rua Doutor Carlos
Patacão (apenas me lembro disto).

Um grande abraço e continue a fazer a história de Moscavide.
Obrigado.
Luís Alves

Comentário: Pois é, Amigo Luís Alves, mas a verdade é que, além de nem toda a gente sentir esta inclinação para recordar o que viveu e esta necessidade de compartilhar com os outros as suas experiências - que, neste caso particular, constituem também a história de uma povoação e de uma época - muito poucas são as a pessoas da minha idade que  têm contacto com esta maravilhosa fonte de informação que é a internet.
Pena é que não haja quem se disponha a inscrever estes testemunhos  (e há quem tenha obrigação de o fazer) num veículo mais fiável e duradouro do que a "web", pois o fim da minha viagem não pode estar longe e eles sumir-se-ão como fumo, no dia em que a netcabo deixar de receber o pagamento da minha assinatura mensal

 

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31-8-2005

O Luís Morais é um jovem Brasileiro.  Filho de pais portugueses,  nasceu e vive em São Paulo. Escreveu-me há dois ou três anos. O pai havia falecido recentemente e rememorando as boas recordações dos tempos de criança, vieram-lhe à memória as  cantilenas e as histórias populares com que o pai o ajudava quantas vezes a adormecer. Entre elas havia a história do "mama-na-burra" e das suas mirabolantes proezas face aos dois temíveis adversários,  o "arranca-pinheiros" e o "arrasa-montanhas". Só que as façanhas destes personagens lhe vinham à mente como fios soltos de um farrapo velho. do qual pouco mais restava do que difusa e mágica palavra mama-na-burra. Só que o pai já não estava  cá para cerzir esse farrapo e reconstituir a história que tanto o encantara.

Indagou junto da mãe e dos amigos, mas ninguém conhecia ou era capaz de reconstituir a história. Lembrou-se de ir à net e à primeira tentativa a pesquisa levou-o direitinho a esta minha Página sobre Moscavide, onde, a dado passo, falo das saudades que também sentia do tempo em que nas noites quentes de verão nos entretínhamos a contar e a ouvir, entre outras,  as  fantásticas proezas do poderoso  mama-na burra. Foi quanto bastou para o Luís me escrever, perguntando se eu seria capaz de reconstituir inteira a narrativa deste conto que seu pai lhe contava, pois já não tinha mais ninguém a quem perguntar.

Claro que já não me recordava da sequência e dos pormenores da narrativa, Então, minha mulher pôs-se em campo e conseguiu obter, junto de um contador de histórias, não uma mas três versões completas - entre as quais uma originária de Trás-os-Montes, mais precisamente de Podence, terra do falecido pai do nosso jovem.

Desde então ficámos amigos e trocamos correspondência com frequência. Este ano o Luís veio pela primeira vez visitar a terra de seus pais e, de caminho, fazer-me uma visita em Almada, onde resido.

De regresso a casa enviou-me este belo texto:

Olha que esse Mama na Burra

Deve ser algum Herói

Uma espécie de Super-man

Ou Bat-man ou qualquer um desses

Ele fez que eu atravessasse

O tão sonhado Rio Tejo, de barco

Olha esse mama na burra

Fez com que eu conhecesse os "Joaquinzinhos" e os Carapaus

Ai, Ai uma tarde em Almada

Com meus amigos Antonio e Adelina

Depois em Cabo Espichel e Aldeia do Meco

Olha que esse Mama na Burra

O mesmo que papai contava quando eu era pequeno

Me levou para conhecer pessoas maravilhosas

Que eu vou guardar para o resto da minha vida

E essas pessoas que justamente estavam

Em um dos momentos mais importantes e felizes da minha vida

Olha que esse Mama na Burra é Valente

Luis Morais

Comentário: É este o poder da internet. E, se outras razões não houvesse ,o simples facto de ter possibilitado a este jovem o resgate das  memórias da sua infância, o apaziguamento da dor pela perda do pai/companheiro que era o seu, e o desejo, talvez até então não sentido, de visitar os locais onde o pai, em criança também, ouvira dos mais velhos a história do mama-na-burra - só esse facto. dizia, me compensaria do trabalho de criar e manter esta Página.

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18-8-2005

E o ponto de encontro continua, como o teor deste e-mail demonstra

Caro Sr. António
foi com bastante agrado que visitei a sua pagina acerca de Moscavide. Eu nasci aí em 1969, mas logo parti com os meus pais. O meu pai não é natural de Moscavide, mas viveu em Moscavide com quase toda a sua família. Ao visitar o vosso site verifiquei que se encontra uma foto com crianças na escola do Leitão, onde penso ter reconhecido um jovem com o nome de José Manuel Faleiro Carvalhais, sendo o mesmo meu primo. O que eu peço é que se alguém que andou com ele na escola mo possa confirmar nesta pagina.

Paula Carvalhais Matos
paulacmatos@iol.pt

Comentário: Aqui fica o Apelo: Quem, tendo andado na escola do Leitão com o José Manuel Faleiro, o reconhece na foto a que esta correspondente se refere?

A foto em questão aparece mais abaixo, numa carta de 4-4-2005, enviada por Manuel Francisco - um outro ex-aluno.Quem souber alguma coisa, por favor escreva-me

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9-08-2005

Não é primeira vez que este ex-moscavidense me escreve. Dos Estados Unidos, julgo. Desta vez, procura-me por um amigo cujo nome descortinou entre os visitantes desta Página.  Mais uma vez ela funciona  como um ponto de encontro

Sr. Gouveia,

Venho por este meio pedir-lhe um favor, se for possível, tendo lido o Correio dos visitantes, reparei que de entre as muitas pessoas, incluindo eu que se orgulham de Moscavide, estava um amigo meu de nome José Madeira jogador do Desportivo, se realmente houver possibilidade de me dar o contacto dele, ficarei desde já muito agradecido, já que não vivo em Portugal e gostava falar com um amigo que já não vejo há muitos anos.

 Joao Pinto

joaocarlospinto@msn.com

Comentário: Infelizmente, por lamentável imprevidência, não guardei o endereço electrónico de José Madeira, não podendo assim satisfazer este pedido. No entanto, quem sabe, talvez ele volte a esta página a encontre o apelo do amigo que o procura.

ATENÇÃO JOSÉ MADEIRA, EX-JOGADOR do DESPORTIVO OLIVAIS- MOSCAVIDE,  O SEU AMIGO  JOÃO  PINTO ( joaocarlospinto@msn.com )
PROCURA-O
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6-8-2005

Mais um jovem que me escreve. Na "deliciosa visita ao site sobre Moscavide", descobriu o nome de José Barnabé (lugar de frutas) e pretende saber se é do seu bisavô com o memo nome, que se trata

Caro senhor António Gouveia

Boa noite tarde ou dia, dependendo da hora que tiver oportunidade de ler esta mensagem.

O meu nome é Victor Silva tenho 28 anos e vivi até aos meus 26 anos na rua Francisco Marques Beato. Envio esta mensagem com a seguinte finalidade:

Durante a deliciosa visita ao site sobre Moscavide houve uma figura que me chamou a atenção :   José Barnabé (Lugar de frutas)

E agora a pergunta. Será este senhor o meu bisavô? Pessoa que felizmente tive oportunidade de conhecer mas que apenas recordo uns olhos de um azul muito profundo. Sabe por acaso se este senhor tinha três filhas? Chamadas Rosa casada com Manuel Braga, Maria casada com Fernando e Júlia ( minha avó paterna ) casada com o meu avô a quem chamavam o Zé Preto? Será que conheceu, tem alguma informação, história, curiosidade ou fotos acerca de alguma destas pessoas ? Do meu lado materno apenas posso referir que o meu avô materno se chamava Aurélio Batista Saraiva e tinha uma oficina de esquentadores no fundo da rua Infantaria 7.

Despeço-me deixando um muito obrigado por ter criado tão encantador site onde tive a oportunidade de reviver a minha infância passada no jardim de Moscavide. E de conhecer factos e histórias que desconhecia totalmente. Foi uma maravilhosa viagem ao passado.

Muito, muito obrigado!

Victor Silva

p.s. - terá por acaso fotos antigas da rua Francisco Marques Beato? Irei falar com os meus pais que ainda moram em Moscavide para saber se têm fotografias de Moscavide e em caso afirmativo terei muito gosto em enviar-lhas para poder acrescentar ao seu site.

Comentário: Que bela imagem! Este jovem mal conheceu o bisavô mas dele recorda "os olhos de um azul profundo"

Nunca reparei sequer na cor dos olhos do Zé Barnabé. Recordo sim o seu entusiasmo no acompanhamento das actividades do Atlético e das proezas das suas equipas de básquete (não foi por acaso que duas das suas filhas casaram com dois valiosos praticantes da modalidade que tanto mobilizava na época a população jovem de Moscavide) recordo a sua figura robusta, os seus cabelos escuros onde despontavam alguns brancos e uma barba quase sempre de alguns dias… e então não é que de repente, perante a tocante evocação do bisneto eu vejo mesmo os olhos azuis do Zé Barnabé, luzindo no rosto tisnado do sol e curtido pela usura dos anos ?!

Tem toda a razão, meu caro Vítor. Todos os elementos que me refere correspondem ao Zé Barnabé que eu conheci e que menciono na minha Página, com a simples indicação de que era dono de um lugar de frutas. As mesmas filhas, os mesmos genros, tudo sem tirar nem pôr.
Esse era, portanto, o seu bisavô.

 

A fim de saber mais alguns pormenores que pudesse fornecer ao Vítor Silva sobre o Zé Barnabé, seu bisavô, escrevi ao meu velho amigo Xico Xavier que, como antigo praticante de básquete, certamente teria tido oportunidade de com ele contactar e conhecer alguns episódios da sua vida, muito longe de saber que não poderia ter batido a melhor porta. Ele há coisas!

Recebi a seguinte resposta

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7-8.2005

Viva António,

Recebi ontem o teu e-mail "special, e como de momento não tenho nada que fazer, (que é afinal a situação normal, de um reformado da minha idade - não ter nada que fazer) vou entreter-me a alinhavar a resposta e creio que irei surpreender-te. Depois dirás.

Aqui vai o que sei e começo com o que, julgo, será para ti novidade (surpresa).

O Zé Barnabé era meu tio (sabias?). Julgo que o apelido Barnabé não pertencia ao seu nome. Advinha do facto do pai (meu avô) se chamar Barnabé e daí os filhos terem ficado conhecidos por Zé Barnabé e Armando Barnabé, o meu Pai. Se a memória me não falha o nome do meu tio era José Pereira dos Santos.

O meu Avô era caseiro de uma quinta, chamada a Quinta do Ferro Velho, que abrangia os terrenos que ficam por detrás do cinema velho, até ao Pardal e iam até à azinhaga da Quinta Velha. A entrada para a Quinta era no fim duma rua, cujo nome já se me varreu, (Infantaria Sete?) mas que era a primeira paralela á R. Combatentes da Grande Guerra, rua do apeadeiro.

A Quinta tinha uma grande vinha, adega, armazém, etc. Passei lá muito tempo da minha meninice. A propósito, recordo-me de ir para a vinha com uma gaiola com alpista e água, depois atava uma guita à portinhola da gaiola, abri-a e ia esconder-me atrás da parreiras. E ficava à espera que os pardais entrassem na gaiola para eu largar o cordel e a porta fechar! Escusado é dizer que nunca entrou lá nenhum!!! Velhos e saudosos tempos, Toino.

Só por curiosidade e alongando-me um pouco mais a falar na Quinta, o que quase a torna o assunto principal do e-mail ( coisa que não pretende ser), no fim da tal rua que lhe dava entrada, morava a família Salta, de que falas na tua página, com os seus quatro o filhos: o Albino (o "Birra"), o Ibérico (o"Marreta"- que não era nada bom de assoar mas com quem sempre me dei bem) a Aurélia e a Alice, a mais nova.. Toda a gente se conhecia naquela terra!

E já agora deixa-me acrescentar que era na Quinta do Ferro Velho que era acumulado todo o lixo de Moscavide. Lembras-te do Ricardo que recolhia o lixo na sua carroça e ia despejá-lo no monturo (a que nós chamávamos montureira) que ficava já próximo do Pardal, mas dentro da Quinta? A carroça era dum tipo que nunca mais vi: o estrado era quase rente ao chão, o que permitia um despejo rápido do "veículo"; era só tirar o taipal traseiro, metade do lixo caía logo e o que ficava ainda na carroça era facilmente retirado com um ancinho!

Desculpa lá o desvio e voltemos ao assunto principal que é o que interessa ao teu interlocutor. ( ele quer lá saber para onde ia o lixo!!! Que se lixe o lixo!)

O Zé Barnabé teve realmente três filhas: a Júlia, a mais velha e que pelos vistos é a avó paterna do moço, casada com o Zé (ele acrescenta-lhe "o preto" mas eu disso não me lembro, embora a pessoa fosse realmente de tez um bocado escura).

Depois havia a Maria, que casou com o Fernando Fiel, o Perna Curta que creio ter falecido há muito. A terceira era a Rosa, que casou com o Braga, vulgo "o Doutor", (não perguntes o porquê da alcunha porque não sei).

Devo dizer-te que há muito que as relações entre as nossas famílias estavam cortadas devido a um desentendimento entre o meu Pai e o meu Tio. Nunca cheguei a saber porquê mas creio que a coisa se deu logo após a morte do meu Avô Barnabé. Questão de partilhas não deve ter sido porque não havia nada para partilhar, o meu Avô era pobre como Job. Nunca cheguei a saber a razão da desavença.

Fosse pelo que fosse, deu para eles nunca mais se falarem, e eu, puto na altura, por solidariedade para com o meu Pai alinhei no corte. Mesmo quando eu jogava e o meu Tio era director do Atlético, não havia conversa. No entanto nunca cortei com as minhas primas embora raramente as encontrasse. Depois de regressar de Moçambique nunca mais vi qualquer delas. E dava-me porreiramente com o Perna Curta e com o doutor!.

Quanto a histórias ou factos passados com o Zé Barnabé, só me recordo de um, que te vou contar e cuja veracidade não garanto. Mas foi o que contaram na altura e eu vendo-a pelo mesmo preço que dei por ela.

Certa madrugada, passou pela avenida de Moscavide um carro donde foram atirados prospectos com literatura anti-governo. De manhã, o Zé Barnabé saiu para o trabalho e ao ver aquela papelada toda no chão, baixou-se e apanhou um folheto.

Nessa altura aparecem uns tipos e levam-no preso sob a acusação de estar a ler coisas subversivas. Pide em acção, é claro.

O caricato disto era que o meu Tio, não sabia ler!!! E esteve por lá uns tempos largos, se bem me lembro, pois isto já foi há tantos anos…

Pronto, António, é tudo o que se me oferece dizer e não me parece que tenhas grandes novidades a dar ao moço, pois afinal ele já sabe tudo, até os nomes.

Certamente saberás tirar daqui o que aches de interesse para responder ao: seu apelo. Se ele é neto da Júlia então não há dúvida que o Zé Barnabé era bisavô dele!

Quanto ao avô materno do jovem, não me recordo de nenhum Aurélio Saraiva nem sequer duma oficina de esquentadores. Em 1960 abalei para Moçambique estive por lá uns 15 anos, quando regressei fiquei a morar na Bobadela e depois vim cá para baixo, pelo que a partir daquele ano, passei a estar desactualizado quanto ao ambiente da minha terra. Deve ter sido nesse entretanto que "haveu" a tal oficina.

No entanto aproveito para juntar aos dele, os meus encómios ácerca do teu site, que é completamente fora de série. Aliás tive ocasião te dizer isso mesmo quando passei revista ao sítio, pela primeira vez., mas nunca é de mais referi-lo. Até porque é sempre um prazer renovado reler aquelas páginas da História do Moscavide do nosso tempo, e não só..

Em tempo: franqueza , franquezinha, tu não sabias mesmo que o Zé Barnabé era meu tio? Pronto, tá bem, foi coincidência, eu acredito, "não te exalteres! "( o Britinho nem sonha - se é que não morreu já - que é tão lembrado através das suas "vernáculas" expressões. A propósito, sabes que ele tinha pombos correio? Tinha lá dois pombos campeões, mas não eram nacionais, eram "bélgicos", dizia ele!

Figuras típicas que a gente guarda para sempre. Para sempre, é uma maneira de dizer. Seria melhor dizer, para o nosso sempre, pois este acaba quando a gente também der o berro.

Um abraço

Do Xico Xavier

Comentário: Surpresa e das grandes! É verdade Xico, desconhecia por completo que o teu pai e o Zé Barnabé fossem irmãos. E é logo a ti que eu vou procurar admitindo que, como praticante de básquete, pudesses eventualmente saber algo mais do que eu acerca dessa figura, tão conhecida da rapaziada que, então, frequentava o Atlético

Para além do interesse que estas tuas informações vão, certamente, ter para o bisneto do Zé Barnabé, elas constituem um grande enriquecimento para a arca de memórias que procuro que seja esta minha Página sobre Moscavide e os homens que o fizeram crescer.

As pessoas, e as coisas e os lugares e as estórias a seu respeito só morrem verdadeiramente quando já não houver ninguém para falar delas. É por isso que nó temos de congelá-las, através da escrita, para as tornar, se não eternas, pelo menos duradouras quanto possível, de forma a que os que vêm depois de nós encontrem, pelo menos, as pegadas, os traços, os vestígios de vidas e de lugares que só através desses sinais podem ser reconstituídos. Veja-se só o interesse – o deslumbramento até – com que, sobretudo os mais jovens, descobrem na minha Página as aparentemente insignificantes memórias de um tempo que não viveram.

Obrigado, pois, meu Amigo por esta preciosa contribuição

PS. A história do Zé Barnabé ter sido preso pela PIDE (que na altura ainda se chamava PVDE) pelo simples facto de estar presumidamente a "ler" um panfleto apanhado do chão, também me lembro de ouvir falar dela, mas confesso que, de tão antiga, já a tinha esquecido. Éramos muito crianças quando ela aconteceu.

Ainda bem que a recordaste e que aqui fica registada.

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18-07-2005

Mais uma vez me escreve o José Júlio Barragán, um puto dos meus tempos de Moscavide, embora meia dúzia de anos mais novo e também agora a viver no "exílio", curiosamente também em Almada, como eu

Caro Gouveia

Não nasci em Moscavide mas meu pais mudaram-se para lá teria eu cerca de seis anos. Corria o ano de 1940, lembro-me porque logo em 41 acontecia o grande vendaval ou ciclone que ali ocasionou diversos estragos e destelhou muitas casas. As chapas de zinco voavam como folhas de papel e as portas da rua e janelas eram escoradas para resistirem à força brutal da ventania. Você deve lembrar-se também pois era um pouco mais velho do que eu. Minha família era constituída por meus pais e mais dois irmãos mais novos que eu. Infelizmente já cá não estão entre nós. Um outro irmão o Mário, o mais novo esse nasceu já em Moscavide. Aí vivi feliz com a despreocupação própria da infância e também da adolescência.

Entretanto chegava a idade em que começamos a tentar organizar as nossas vidas e abandonei Moscavide em 1959, ano que fui para outras paragens um pouco longe de onde cresci. De vez em quando vinha visitar a família e os tempos iam passando e eu observando como aqueles lugares já não eram os mesmos. As casas baixas iam desaparecendo dando lugar a prédios enormes ultrapassando por vezes as cércias limitadoras da largura das ruas tornando-as mais escuras por não deixarem passar o Sol. Aqui lembro-me do que escreveu a jornalista Camila Coelho, com a qual concordo plenamente, mas nós  lembramo-nos do passado. Não o passado dos níveis de vida, mas realmente do felizes que éramos na altura.

Este intróito serviu para me situar na época da II Guerra Mundial e tentar contar um episódio que muita gente desconhecia, passado em Moscavide, que eu narrarei mais adiante.

Como disse atrás, ia algumas vezes a Moscavide visitar familiares que, a partir de certa altura se resumiam  apenas ao meu irmão mais novo, o Mário. Foi o último que lá ficou por mais tempo. presentemente já lá não vive, mas como deixou por lá amigos, volta não volta aí está ele a visitar a terra onde nasceu e cresceu

Há cerca de um ano combinei encontrar-me lá com ele e então quis fazer de cicerone e levou-me por todo o Moscavide, mostrando locais que para mim eram já desconhecidos.

Aqui era a vila Júlia, lembras-te? Ali a Vila Rosa. As vilas eram muitas as que existiam. Eram uns becos. Umas pequenas ruas em que mal cabia um carro e outras nem isso. Mas eram muito engraçadas, pois dum lado e de outro construíram-se pequenas moradias geminadas e as pessoas que ali viviam há muitos eram como família, todos se davam bem. Meu irmão lá me ia falando das vilas que já tinham desaparecido e das quais eu não lembrava mais. Olha, dizia-me ele muito entusiasmado, aqui ficava a Vila Valente, etc. etc. ... Fomos andando e a certa altura fui eu que, invertendo os papéis lhe disse: aqui fica a vila Maria - o que o Mário confirmou. Esta conhecia-a eu muito bem, até porque era diferente das outras. Situava-se e situa-se (pois foi das poucas que resistiu) num plano mais elevado e para aceder a ela era necessário subir uma meia dúzia de degraus.

Aí numa dessas casas viveu o José Gouveia, onde algumas vezes me reuni com alguns companheiros de conversas de ideais. É curioso o António não se ter referido ao seu irmão quando falava também das vilas. O tempo e a memória não dá para tudo, é verdade.

Ora, aqui nesta vila é que tem lugar o episódio a que me referi lá mais atrás.

No logradouro da primeira moradia do lado esquerdo existia um pequeno anexo que serviria de arrecadação e que os donos alugaram a um senhor espanhol que já ia falando o português muito bem e que lhe servia para passar despercebido. Trabalhava nas obras.

Nesse tempo de finais da guerra, poucas eram as pessoas que tinham telefonia (era assim que se designava o aparelho de rádio). Havia ao lado do cinema novo )não recordo se já ele já então existia) uma taberna grande com umas portas largas. Aí existia uma telefonia e o meu pai como não tínhamos, era aí que ele ia ouvir as notícias da guerra. Eu era criança mas recordo perfeitamente tudo. A minha avó era espanhola e meu pai falava muito bem essa língua. Nessa taberna aparecia muito esse senhor espanhol também interessado nas notícias. Ao fim de certo tempo e como os unia a mesma língua foram-se estreitando as relações, ganhando a confiança e o senhor, que usava o nome de Domingos, e vendo que meu pai era pela causa da república espanhola, lá se abriu e contou que era oficial republicano e que estava refugiado  da guerra civil espanhola, mas sempre com mêdo que a PIDE o apanhasse.

Passado tempo e já com a confiança ganha perguntou ao meu pai se podia lá ter em nossa casa um outro oficial que andava em situação muito perigosa.

E assim passou a viver em nossa casa um outro espanhol que passava os dias em casa e só à noite saia um pouco.

Isto são lembranças muito distantes no tempo e por isso não sei quanto tempo lá ficou escondido. Um dia, porém, apareceram pela manhã em minha casa uns homens que se intitulavam de Comité de Refugiados e o levaram para o Algarve, pois era a maneira de serem transportados para Marrocos nas traineiras dos pescadores. À noite apareceram outra vez a trazê-lo porque a missão tinha falhado. De novo, dias depois voltaram levaram-no de vez.  Escreveu-nos de Casablanca algumas vezes. O rasto porém perdeu-se porque seguiu o seu destino, mas salvou-se o que era importante. Do Domingos soubemos que tinha ido para o México mas nunca mais soubemos dele. Possivelmente não teve a mesma sorte do outro.

Esta é uma estória desconhecida de muita gente, de que os nosso vizinhos nem suspeitaram mas que eu recordo e me deu agora vontade de a dar a conhecer. Será mais uma ajuda para o seu trabalho profícuo e valioso.

Um abraço do amigo
Barragán.

Comentário: Pois é, Amigo, o tempo, a distância e a saudade fazem-nos vir à memória pequenos pormenores que nos pareciam inteiramente esquecidos. São  pequenas luzinhas que deixámos meio esmorecidas na berma da estrada da vida e que. de quando em quando, como as velhas lamparinas de azeite se lembrassem de espevitar  a chama e iluminassem os pontos obscuros do percorrido caminho.
E é bom que assim aconteça. Reconforta-nos e deixa pistas para os que vêm depois de nós. É destas pequenas luzinhas que se constrói a memória colectiva.

A história deste Domingos fugido à sanha sanguinária de uma ditadura a querer implantar-se, no precário refúgio de uma outra igualmente cruel e que não hesitaria em entregá-lo, se não fora a fraterna  solidariedade de seus pais, é um comovente testemunho de tempos duros que não podem ser esquecidos. Por outro lado +é interessante a coincidência de nomes pais Domingos também era o velho sapateiro, o Ti Domigos, meu vizinho que, enquanto puxava vigorosamente o fio das gáspeas que cozia ou punha meias-solas em velhos sapatos,  ou vendia dois  tostões de amendoins ou tremoços ,falava com paixão dos seus  tão ferverosos  como inofensivos  ideais anarquistas.

Quanto ao facto de eu falar da Vila Maria sem nunca referir que o meu irmão José Gouveia, ali viveu, não foi por esquecimento. lembro-me perfeitamente de ele ter morado na última casa,  do lado esquerdo da Vila,. Não falei, apenas porque não achei relevante. Foi mais uma das casas onde ele morou.

.

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12-07-2005

Carissimo,

Sou um leitor da sua página de Moscavide, porque vivi durante 20 anos na Rua Francisco Marques Beato.
Não sendo da V. geração, marcam-me algumas cumplicidades convosco. Histórias de quem cresceu nos anos 60 naquele local; brincou nas quintas à sua volta, ia aos bailes do Familiar, comprava livros no Gouveia ....

Junto envio uma foto de (satélite) Moscavide, onde podemos ver o espaço onde crescemos. Esta foto foi obtida através do Google Earth.
Suponho de interesse para a sua página, por isso segue como anexo.

Apresento-lhe os meus parabéns pelo seu trabalho e dedicação.


João Rui
Joao52@gmail.com

Comentário: É impressionante a foto que este saudosista de Moscavide me envia. de Moscavide actual captada por satélite e que pode ser vista na rubrica "Forum- Moscavide Actual"
Nem resquícios da velhas quintas, dos campos onde brincámos. Cá está também mais uma referência o José Gouveia e à sua Livraria. Quem, em Moscavide, não ficou marcado pelo seu exemplo e pelos livros (escolhidos a dedo) que vendia?!
Obrigado, meu Amigo, pelas suas palavras

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13-05-2005

Não é de Moscavide (nem sei se lá mora) mas descobriu  agora a minha Página e gostou

Descobri há pouco a sua página e gostei imenso! Tenho de a explorar mais.
Apesar de não ser de Moscavide os seus relatos são fantásticos. Também quero
deixar a minha admiração pelo seu percurso biográfico e pela sua iniciativa
de empreender esta aventura pela internet!
Bem-haja,

Marta Navarro Nunes

Comentário: Pelo entusiasmo, julgo ser pessoa jovem. Já quantas vezes aqui o referi, mas não me canso de agradavelmente  me surpreender, com o interesse dos jovens pela preservação das memórias das gerações que os precederam.
Nota posterior (15-05-2005) Soube-o agora. É de facto uma jovem. Nasceu já depois do 25 de Abril. Eu sabia!

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08-04-2005

Nasceu em Moscavide, onde ainda mora. Escreve-me hoje a propósito da minha Página e não só...

Boa noite Sr. António Gouveia

 

Muitos parabéns e obrigado pelo seu site sobre a minha e a sua terra que é Moscavide.

Tenho 47 anos, nasci na rua do Jogo da Bola e resido na Estrada de Moscavide, várias vezes referidas no seu texto.

Aprendi bastante sobre a minha terra, e recordei alguns personagens que quase já tinha esquecido, muito obrigado por não me ter deixado esquecer.

Conheci muito bem o seu irmão Zé, o "Zé da drogaria", pelo qual nutri desde muito miúdo uma grande amizade e admiração, pois o meu pai era na livraria do Zé que comprava aqueles livros que o Zé sempre arranjava e não estavam em exposição, pois a PIDE estava à espreita, alguns moravam bem perto, o Mortágua na "Branca Lucas" e o "Gata" perto de mim na Rua do Jogo da Bola.

Mas tudo isto passou e tenho agora um favor a lhe pedir, li no seu site um mail de uma senhora que reside no Brasil, de nome Isabel Inês, que é bisneta do "Zé da Pele", ora eu também sou bisneto do Zé da Pele e neto do "Chico dos Buracos".

Falei com minha mãe e ela lembra-se muito bem desta prima que perdeu o contacto há 44 anos, por isto peço-lhe, se possível me envie os contactos desta senhora incluindo o seu e-mail para eu poder contactá-la.

Muito obrigado, prometo que, logo que consiga fotos ou mais informação a farei chegar ás suas mãos

 

Um grande abraço

Francisco Lopes da Silva

 Comentário: Tinha apenas 16 anos - um adolescente ainda, este visitante -  quando aconteceu o 25 de Abril. Mas conserva memória da PIDEe dos que contra ela lutavam, como o meu irmão José Gouveia, que além da sua enorme militância não descurava a importância da cultura. Quantos jovens e menos jovens mudaram a sua forma de ver o mundo através das leituras que o José Gouveia para eles seleccionava, sujeitando-se, como frequentemente acontecia a receber a visita daquela polícia que lhos apreendiam com prejuizos monetários incalculáveis. Há outro bem mais velhos com a memória muitíssimo mais curta.

Pede-me o endereço uma prima que   há 44 anos partiu para o Brasil e que descobriu agora entre os visitantes desta Página, que funciona assim - e não é a primeira vez - Como um verdadeiro ponto de encontro de moscavidenses que se perderam de vista. Uma espécie de esquina da saudade, digamos.

Pois aqui vai o endereço:  inesisabel@zipmail.com.br , quem sabe se pode interessar a outro familiar!

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08-04-2005

Esta é talvez a mais curta mensagem que recebi sobre a minha Página. E no entanto é das que mais me tocou, pela simplicidade e genuina sinceridade da sua apreciação

Senhor António Gouveia,

Muito obrigado!

Estive procurando adjectivos para qualificar a sua página na internet, sobre Moscavide, mas fiquei-me pelo obrigado! Fiquei siderado. Nada mais me ocorre...

 

Bem-haja!
Marcolino Fernandes

Comentário: Obrigado digo eu , Amigo desconhecido. É difícil dizer mais com tão poucas palavras. É este retorno simpático por parte dos que me visitam que me compensa do "trabalho" de fazer e manter esta Página. Isto me basta, mas já agora gostaria de saber algo sobre você, se é de Moscavide, se lá morou, ou se nem uma coisa nem outra e gostou mesmo assim...

11-04-2004

E eis que o mesmo visitante me escreve de novo

 

Senhor António Gouveia,

Peço desculpa por só agora responder às suas perguntas, mas é com muito prazer que o faço.

O meu nome é Marcolino Cardoso Fernandes, resido no Barreiro, mas sou natural duma aldeia ribeirinha do Concelho de Moita.

Já não sou propriamente um jovem, a não ser em espírito, tenho 54 anos, mas não me queixo do meu aspecto físico, felizmente!

Sou um entusiasta inveterado da mesma temática desde 1996, quando publiquei o meu primeiro livro.

Confesso que, quando vi, inesperadamente, a sua Página na Internet, tudo me pareceu familiar: As fotografias e os textos.  

Apesar dos 22 anos que nos separam, e pelo que li na sua Página, temos muitas coisas em comum.

Pode parecer-lhe estranha esta minha afirmação, mas não é, de todo, pretensiosismo.

O senhor nem calcula como fiquei contente ao visitar a sua Página e saber da existência de uma pessoa tão interessante, cujo percurso pessoal muito admiro.

Um grande abraço e fico ao seu dispor para qualquer coisa…

Marcolino Fernandes

             

 Comentário: Afinal, o Amigo desconhecido não é de Moscavide, nem nunca lá viveu. O seu interesse por esta Página não resulta, pois, de razões afectivas, mas sim do valor intrínseco que lhe reconhece.

Mais valioso, portanto, o interesse da sua apreciação. E não é o primeiro. Outros não-moscavidenses têm comentado esta Página de forma muito lisongeira

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04-04-2005

Nasceu em Moscavide,  em 1955, onde ainda tem família, e reside em França desde 1982. A sua terra, porém nunca a esqueceu. E mais se lembrou dela ao descobrir agora a minha página

Sr. António Gouveia 

Eu nasci em Moscavide (1955) na  R. António Maria Pais num 2° andar em frente à residência da D. Ana Araújo, quando tinha quatro meses fui morar para a Rua dos Marcos (hoje Rua Dr. António Souto Lopes) no prédio onde havia a mercearia Alves .

Quando fui para a 1° classe em 1962 estive na escola velha (onde hoje é um centro de dia da terceira idade ) , não me lembro do nome da professora, mas da segunda até à quarta classe (1966) fui para a escola Nova (ao cimo da 25 de Abril – antiga 28 de Maio) e tive como professora a D. Teresa que morava na R. Bento de Jesus Caraça, onde nos dava as aulas de admissão.

O meu pai Joaquim Vieira Rosa fez parte da direcção dos Bombeiros Voluntários.

Quando éramos pequenos, aos domingos iamos fazer o pique-nique para os pinheiros da Encarnaçao, em frente aos bombeiros.

 A minha mãe e o meu irmão mais novo ainda hoje moram em Moscavide e na mesma casa ha 48 anos. Na minha adolescência íamos ver os filmes do Joselito e da Marisol à cave da Igreja, também aqui se faziam festas e teatros. No carnaval íamos ao baile ao Centro Paroquial e ao Atlético.

Quando me casei (1976) fui morar para a Cruz de Pau de onde sai em 1982 e vim para França, tenho dois filhos (um rapaz e uma rapariga que nasceram na Alfredo da Costa (como quase todos os lisboetas).

Só ontem é que tive conhecimento do seu site, fiquei contente por haver um site sobre a minha terra. Aqui lhe  mando uma fotografia da  terceira classe (1964/1965) para ver se alguém se reconhece, caso isso aconteça pode contactar-me em: lena.inteirico@noos.fr

Parabéns pelo seu trabalho

 

Lena Lagoa

 

       Pronto, cá está a foto:  É da 3ª classe do ano 1964/65, da Escola Nova .Se alguém nela se reconhecer pode contactar a Lena para lena.inteirico@noos.fr ,
mas, por favor, diga-me também a mim


 

 

 

04-04-2005

 

Também o marido da anterior correspondente, que nasceu no Alentejo mas foi morar para Moscavide com um ano de idade, me escreve de França e me diz que ficou contente por descobrir na net um site sobre Moscavide

Sr. António Gouveia,

 Fiquei contente de encontrar um site sobre Moscavide, embora tivesse nascido no Alentejo, Moscavide sempre foi a minha terra, desde a idade de um ano.

Morei na rua 28 de Maio (hoje 25 de Abril) ao pé da praça. Comecei a minha escolaridade na escola do Leitão em 1961, a segunda classe foi feita na escola Velha (onde hoje é um centro de dia para a terceira idade), a terceira e quarta classe fiz na escola Nova (ao cimo da rua 28 de Maio / 25 de Abril).

Emigrei para França em 1967 , onde ainda vivo.

Mando uma fotografia da minha primeira classe (1961-1962) para ver se alguém se reconhece, caso isso aconteça pode contactar-me em:  manuel.inteirico@noos.fr

Boa continuação,

 Manuel Francisco

É esta a foto. É da 1ª classe, ano 1961/62, na escola do Leitão. Alguém que se reconheça nela pode contactar o Manuel Francisco para manuel.inteirico@noos.fr. . Mas gostaria que me dissesse também

 

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25-03-2005

É do México que me escreve hoje Prof Rogelio Amaral Barragán

Prezado senhor António Joaquim Gouveia,

Seria tão amável em precisar qual de los meninos da foto é José Júlio Barragán? Estou projetando lançar a página web do Clã Barragán e desejaria sua permisão para inserir a foto do José Júlio no website adicionada com centos de outros Barragães espalhados pelo mundo. Perdöe meu mau Português
Um abraço fraterno,

Prof. Rogelio Amaral Barragán, webmaster
México

Comentário: Quem diria que do longínquo México viria alguém interessar-se por uma simples foto de alunos de uma escola de Moscavide do  princípio dos anos quarenta do século passado!!! É verdade, trata-se da foto inserida na rubrica fotos de "Moscavide antigo" referente ao ano escolar 1941/42 da Escola do Ginásio e o menino José Júlio Barragán é o último à direita da última fila (o mais pequenino, por sinal) que felizmente ainda é vivo e  reside actualmente em em Almada, tal como eu.

É obvio que me apressei a fornecer a informação pedida. É é obvio também que cada dia me sinto mais orgulhoso pelo papel prestimoso da minha Página e pela amplitude da divulgação que ela proporciona do nome  de Moscavide

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1-2-2005

ATENÇÂO, atletas, sócios e apoiantes do Clube Desportivo Olivais e Moscavide, um antigo praticante José Madeira envia-vos um grande abraço

É do porto que este ex-moscavidense envia esta mensagem na qual manifesta  o seu apreço por este  meu site, evoca os belos tempos que passou em Moscavide e e lembra com emoção os domingos de futebol no campo do Desportivo

Bem-haja Sr. António Gouveia

Foi com enorme satisfação que há uns meses atrás descobri este site, que frequentemente visito afim de ler o correio e ir revendo pessoas e lugares que encheram a minha vida.

Vivi e cresci em Moscavide, e neste momento resido no Porto.

Decidi escrever esta mensagem para poder cumprimentar todas as pessoas com quem convivi e que me ajudaram a crescer, chamo-me José Madeira e fui durante 16 anos jogador no Clube Desportivo dos olivais e Moscavide.

As gentes de Moscavide devem lembrar-se com carinho os domingos de manhã em que as camadas jovens deste clube atraíam largas centenas de pessoas para ver jogos de futebol com qualidade e emoção, lembro com alguma saudade que as camadas jovens participavam nos campeonatos nacionais tendo como apogeu a época de 1979 onde ficámos em 3º lugar a Nível nacional.

A todos os dirigentes, colegas de equipa, sócios, simpatizantes quero dar um abraço de amizade e até sempre

Quanto a si, Sr. Gouveia mais uma vez aproveito para lhe agradecer a oportunidade que nos tem dado para que possamos recordar com saudade a nossa linda vila de Moscavide e as suas gentes.

Cumprimentos

José Madeira

Comentário: Obrigado, Amigo, pela apreciação que faz da minha página. Lembro-me muito bem dessas manhã desportivas  no campo do Desportivo. Apesar de não ser um grande adepto do futebol (excepto no que ao Sporting se refere (ninguém é perfeito!) muitas vezes ali fui, nos anos sessenta (pois em 1970 vim morar para Almada) acompanhado da minha filha, gozar o ar fresco e partilhar da alegria da juventude que ali se entretinha na prática salutar do desporto

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29-1-2005

Mais um  Moscavidense a quem os vinte anos vividos em Moscavide marcaram e deixaram saudades. Não é nenhum velho saudosista. Não. é um jovem como a maioria dos que me escrevem e a quem as memórias que aqui evoco sensibilizam

Exmo Senhor António Gouveia,
venho desta forma e antes de mais dar-lhe os parabéns pelo seu excelente trabalho, o qual se encontra (na minha opinião) reflectido no site sobre Moscavide.

A razão do meu contacto prende-se com três situações, duas delas são o desaparecimento de dois dos edificios antigos de Moscavide, o primeiro foi a Mansão Senhorial que existia no inicio da Estrada de Moscavide, junto à Quinta das Laranjeiras, que foi demolido para dar lugar à nova Piscina Municipal do Oriente. O segundo foi o prédio do Cartaxeiro que há cerca de duas/três semanas desapareceu, provávelmente para "nascer" um prédio novo.

A terceira razão é também uma questão ou pedido de ajuda se assim quiser. Tenho 39 anos, vivi durante 20 anos na Rua Antonio Maria Pais, mesmo em frente ao Quartel dos Bombeiros, tenho uma vaga ideia, que existiu na Rua Artur Ferreira da Silva, uma praça, que se iniciava na Av de Moscavide e terminava algures junto ao Jardim, quando penso nisto parece-me "ver" uns pavilhões verdes em madeira no centro da rua e principalmente um chafariz (ou apenas uma torneira) no inicio desse suposto mercado ou seja junto à Avenida. Poderá o Sr António Gouveia confirmar-me esta ideia, se a minha memória estiver correcta, terá alguma foto deste suposto mercado? se sim, poderá enviar-ma por mail?
Agradeço desde já a sua atenção e mais uma vez Parabéns.

Obs.: Além do acima referido, mais um pedido! Têm por acaso algumas fotos de Moscavide por alturas de 1965/66/67, mais ano menos ano?
Luís Martins

 Comentário:  Era  inevitável, meu caro Luís Martins. Um dia destes não vai restar nada dos velhos edifícios de Moscavide.  O espaço, numa localidade com uma área tão limitada, é demasiado valioso para ser ocupado com construções desactualizadas e relativamente baixas. De qualquer  devemos confessar que uma piscina municipal tem muito mais interesse que uma velha mansão desocupada. Mas ao menos que se salve a memória daquilo que existiu. É o que eu faço com o meu site. Não fora eu e a memória do Cartaxeiro e da sua porta de 1921, que figura na rubrica "Fotos de Moscavide antigo" estaria para sempre perdida, como perdida estaria a história de quem ai viveu e sofreu e amou.

Quanto às perguntas que me faz sobre a existência, em tempos de umas barracas verdes, ao centro da Rua Artur Ferreira da Silva, as suas reminiscências não o atraiçoam. Elas existiram mesmo e funcionavam como  o mercado da terra

No que se refere a fotos dos anos sessentas , infelizmente não posso satisfazer o seu pedido. Nesses tempos eu tinha outras prioridades onde não cabia a despesa com a aquisição de uma máquina fotográfica, Como digo na rubrica Fotos de Moscavide antigo, as poucas que lá figuram a preto e branco foram-me oferecidas, Só as coloridas foram tiradas por mim. Bem gostaria eu que me enviassem fotos desse tempo e nesse sentido tenho feito repetidos apelos. Só que, pelos vistos os moscavidenses de então  seriam ou desprovidos de interesse pela terra ou - o que é mais provável - tão "tesos" como eu.

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16-1-2005

Esta é a primeira mensagem recebida em 2005, o que não admira sendo o ano ainda uma criança

Olá!

Foi por um mero acaso que me chegou à frente o link para a sua página sobre Moscavide.  Tenho 35 anos e cresci sempre com um pé dentro de Moscavide.

Nasci em Lisboa em 1969 e os meus pais moravam na Av. Alfredo Bem-Saúde tendoposteriormente se mudado para a Quinta das Laranjeiras. O meu primeiro trabalhofoi no cinema de Moscavide (o novo, claro) como bar-man, sempre gostei de Moscavide e diverti-me imenso nas suas ruas.

Isto tudo serve para lhe dar os parabéns pela iniciativa que achei óptima e incentivar para que mantenha e actualize essa interessante Página.

Comentário: Obrigado, meu Amigo pelo amável conentário sobre meu site. É uma pena que, existindo o site há cinco anos, só  agora,  por acaso, o tenha descoberto. É lamentavel, sobretudo, que uma iniciativa que desperta tanto interesse, e até deslumbramento por vezes,  em quem o descobre, não suscite igual  entusiasmo às entidades a quem compete zelar pelos interesses das localidades do concelho de Loures, que se recusam  a dá-lo a conhecer, nem que seja pela simples inclusão de um link nos meios informativos de que dispõe. Ou será que a preservação das memórias do passado,  é assunto de somenos importância na valorização  cultural do património do Concelho?

Quanto à actualização que me pede,  dado o meu distanciamento  físico de Moscavide ela depende agora, sobretudo, das achegas que quem lá reside me possa, eventualmente,  fornecer.

Um abraço
A.Gouveia

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28-11-2004

Há pessoas que nem sequer nasceram ou moraram em Moscavide mas se sentem identificadas com as memórias e  experiências aqui relatadas e me escrevem manifestando o seu apreço por este site. Quem me escreve hoje também lá não nasceu mas é como se tivesse nascido, pois Estrada de Moscavide só não é Moscavide na divisão adminstrativa-

Caro amigo:

 

Tenho 47 anos e vivi quase sempre nos Olivais mas como deve compreender tinha inumeras amizades e familiares em Moscavide. O meu pai, Hgino Alves Gordo, ainda solteiro, trabalhou no Braz & Braz, logo após ter ababado o serviço militar. Depois de arranjar algum pecúlio casou com a namorada que tinha deixado em Ferreira do Zêzere. Assim nasci eu, na Estrada de Moscavide, aos Olivais.

 

Passados poucos anos o meu pai foi trabalhar para o extinto e demolido Matadouro Frigorifico de Lisboa, ao lado do Quartel de Beirolas. Moravamos então já na rua Rosário Patacão, em Moscavide. O meu pai, como era funcionário camarário, após a construção do bairro dos Olivais, concorreu e teve direito a uma casa na rua Sargento Armando Monteiro Ferreira. É sócio do Desportivo dos Olivais (Hoje Olivais e Moscavide) desde os anos de 1950.

O meu tio e padrinho - Amâncio Alves Gordo - foi policia sinaleiro no cruzamento junto aos Bombeiros da Encarnação, pertissimo do Aeroporto e residiu durante muitos anos em Moscavide.

 

Não quero alongar-me muito. Como pode ver são fortes os laços que me ligam aos Olivais e a Moscavide.

De momento só quero agradecer-lhe, devido à sua maravilhosa página na Internet, a maravilhosa experiência revivalista.....

 Continue !!!!!!

Rui Gordo

Comentário: Meu caro amigo, você é tão moscavidense como qualquer dos que lá nasceram. Até porque o lugar de Moscavide começou por se chamar apenas "Estrada de Moscavide" . E tanto assim é que se encantou com as referências que encontrou nesta a que, com algum exagero, designa como "maravilhosa página da Internet "
Obrigado~pelo seu apoio.

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25-11-2004

Chama-se Inês.Nasceu nos Olivais, na Rua Nova, em 1949.saiu de lá com 12 anos e está no Brasil desde 1961. Vai fazer, portanto, 44 anos, Viu o site sobre Moscavide... e gostou. E porque gostou, apressou-se a dizer-mo.
E foi isto que disse

Senhor Gouveia,

Adorei ver Moscavide e saber da sua historia.  Nasci nos Olivais em 1949,
na Rua Nova. Meu pai é o Amilcar Cipriano neto do Zé da Pele de Moscavide
O sr. fala de um Formiga  não sei se era o primo da minha avó que era sapateiro em Moscavide. O meu avo era o António Cipriano ele era timoneiro minha avó era Isabel Rosa que morava na rua nova entre o beco e a casa do “caga-na-janela”, que era casado com a Amara. Meu avô materno era Joaquim Ferreira de alcunha Joaquim Coruja  que tinha um irmão  cego que morava na quinta do Roxo. Será que o Sr. conheceu alguém da minha família?  Tomara que sim. Eu moro no Brasil desde 1961.   Parabéns pela sua pagina. Conhecendo,  ou não, me
responda.

Isabel Inês
Brasil

Comentário: Dificilmente alguém de Moscavide não conheceria pelo menos de nome, um morador da Rua Nova, pequena aldeia de pescadores hoje desaparecida?! Lembro-me. de facto ,de algumas figuras que a Isabel Inês cita. Algumas  só dos  nomes e outras pessoalmente.Calculo a alegria desta senhora ao ver evocados lugares, factos e nomes da sua infância, tão distante no espaço e no tempo. Não menos prazer tenho eu em lhe proporcinar esta alegria, pode crer
 

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21-11-2004

Não me refiro hoje a nenhum e-mail que tenha recebido. É a transcrição de uma referência
a um livro a que dei o nome de "Maçores, aldeia minha" com textos de um outro site que mentenho na Internet sobre a aldeia em que nasci e que a Comissão Cultural e Recreativa de Maçores tomou a iniciativa de publicar

Com efeito, a notícia da publicação deste livro é referido no site "TRUCA", de Luis Gaspar - a voz de grande parte dos spots publicitários transmitidos na rádio e na televisão.
     A "TRUCA "  que pode ser visto aqui
> http://www.truca.pt/
é um dos sites pessoais mais antigos e mais visitados do nosso país.

 Porque vários leitores deste site visitam também o de Maçores, e porque o de Moscavide, também aqui é referido, a seguir se transcreve, com amável anuência do autor, a notícia da "Truca"

"Da Internet para o papel!

São já alguns os sites da Internet que passam a livro. E alguns transformando-se em êxitos editoriais. Estou a lembrar-me "Do Meu Pipi" entre outros.
Mas há outros casos em que tudo se passa numa escala mais pequena embora muito grande em significado. Eu conto: o meu amigo António Gouveia, já depois de se ter reformado das Relações Públicas da CP, decidiu "meter-se" pela Internet e daí a criar dois (logo dois!) sites foi um pulinho. O site sobre Moscavide é um local magnífico de encontro com o presente e o passado de moscavidenses espalhados pelo mundo. O outro site é uma monografia da sua aldeia de origem, Maçores, em Trás-os-Montes.
Uma organização local, a Associação Cultural e Recreativa de Maçores, atenta à divulgação da aldeia, tendo descoberto o site deste filho da terra, decidiu transformar o site em livro. Nem sei se o livro está ou não à venda mas o que eu quero é destacar a iniciativa. Que, aliás, poderá servir de exemplo ao Município de Loures que desconhece, olímpicamente (e criminosamente, digo eu!) a existência do site sobre Moscavide.
O site de Maçores pode ser visitado aqui:
http://a2b3c4d5.no.sapo.pt.
O site sobre Moscavide,
aqui:
http://pwp.netcabo.pt/0662339101

Comentário: "Criminosamente" talvez seja exagero. Mas burrice é, de certeza

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27-9-2004

Mais uma jovem que viu a minha página e fez o favor de me escrever. Tem 28 anos, nasceu e vive em Moscavide.

Muito boa tarde
Por acaso encontrei o seu site sobre Moscavide. Abri li e achei muito interessante. Só tenho 28 anos mas nasci e sempre vivi em Moscavide e nem sei explicar porquê mas nutro um carinho muito especial por esta vilazinha. Então depois de ver estas fotos achei muito engraçado e fez-me imaginar como seriam aqueles tempos. Bons de certeza e agora compreendo a "paixão" que faz falar estas gentes de Moscavide com tanta paixão da sua terra e dos tempos antigos.

Obrigada por esta recordação e por nos dar a conhecer (nós malta nova) um pouco mais do sitio onde vivemos.
Sandra

Comentário
Até uma jovem de 28 anos nutre "um carinho especial por esta vilazinha"! E julgava eu que isso só acontecia às gentes da velha guarda, como eu, que conhecemos o Moscavide campestre do nosso tempo. Pois é, a nossa terra... é sempre a nossa terra e quem o feio ama, bonito lhe parece

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11-08-2004

Ao contrário do que sucede habitualmente, não é um moscavidense da diáspora" que hoje me escreve. Esta minha correspondente nasceu em Moscavide, na Travessa do Cauteleiro, numa casa mesmo ao lado da minha e é no mesmo lugar e na mesma rua que continua a morar

Olá ! António Gouveia:
Como à bem portuguesa, começo por perguntar como tens passado. Espero que bem. Depois, identificar-me: assim que nasci passei a ser tua vizinha, porque já moravas na Travessa desde 1934, no nº 4, e eu nasci no nº 2 em 1940.Sou a Odete ,filha do Augusto do lugar e mulher do teu Amigo Fernando. Já sabes quem sou.

Acabei de ler o que escreveste sobre a nossa Travessa, sim para mim é sempre Travessa, até dói quando tenho que dar ou escrever o nome da rua, mas Isso são outros quinhentos. Vamos ao assunto da Travessa: Há algumas anomalias, por exemplo, a Cachimbeta nunca morou na Travessa, morou sempre (e ainda lá está o prédio velhinho, muito velho) na Rua Francisco Marques Beato em frente à Alzira da Taberna. Ainda lá mora a viúva do José Marcelino Barata,

Uma grande verdade: o meu tio Guilherme levava que se fartava mas era por gosto, eu sou SPORTINGUISTA, por causa dele. Está velho e doente.

Voltemos ao que interessa. O meu pai não quis ser de Moscavide mas ser Moscavidense e assim fundou os "TRANSPORTES AUGUSTO MOSCAVIDE". O nome comercial que ele adoptou foi AUGUSTO MOSCAVIDE. Nos mercados as facturas eram passadas no dito nome, e já depois, por causa dos impostos, nomeadamente o IVA, teve que declarar às Finanças o nome de Augusto Moscavide. Deixou duas Firmas: uma, “Firmino Augusto da Silva & Filhos,Lª (Transportes Augusto Moscavide)” que eu herdei e hoje é do meu filho José Augusto; e outra, “Augusto Moscavide, Comercio e Acessórios,Lª ” ,que herdou o meu irmão, que está casado com uma filha do Xico Adónis e da Maria Alice, irmã do Fernando.

Ah! outra coisa: dizes que o Fernando era o Fernandinho, mas não, era o FERNANDITO. Lembro que uma vez fomos visitar o Sr. Padre Gregório e a senhora que lá estava não queria e disse-nos: “O Sr. Padre Gregório não recebe ninguém”. O Fernando respondeu-lhe, “Vá lá dentro e diga ao Sr. Padre Gregório que está aqui o Fernandito de Moscavide”. Parece que a estou a ver a olhar para aquele homem… e Fernandito? e o Fernando continuou, “diga-lhe está aqui o Fernandito de Moscavide, e se ele não puder receber tudo bem, mas por favor diga-lhe”. Ela saiu e logo a seguir apareceu ele, que lhe fez uma grande festa.

A Família que morava a seguir ao pátio da Pureza eram os Gavetas a filha Maria Teresa , foi para o Brasil e a Maria Rosa mora na Avenida, ainda à pouco tempo era viva. Convido-te a vires a Moscavide à minha casa falares com a minha mãe que apesar dos seu quase 94 anos, (se Deus quiser dia 5 de Dezembro) tem uma memória que faz inveja a muita gente, olha a mim que já me esqueci de muito, mas ela não.

Gostava de saber notícias da LILI, nunca mais soube dela, noutro dia encontrei a tua cunhada, a viúva do Zé, mas pouco me disse, claro para nós nunca será Alice mas LILI., se puderes diz alguma coisa.

É verdade, já me esquecia: Existiu sim senhor uma fábrica de gelo no quintal. Ricardo Dantas Martins ( irmão do dono do celeiro em Lisboa) pediu ao meu pai se deixava fazer lá uma fabriqueta de gelo e o senhorio, que era o Sr. Martins, aceitou com as duas mãos. Era mais uma renda e sem custos, porque tudo era por conta desse Sr. Ricardo D. Martins e o meu pai também recebeu não sei quanto. Foi bom para todos Havia um poço que fornecia a água para a refrigeração das máquinas. Depois quando foi deitado a baixo para fazerem o prédio onde moro, sim eu moro no mesmo sítio, ele deu sociedade ao meu pai, a fábrica continuou a funcionar durante muito tempo neste prédio. Entretanto ele morreu, e a viúva acabou por vender a parte dela ao meu pai. Resta-me dizer que a fábrica era FÁBRICA CENTRAL DE GELO MOSCAVIDENSE, Lª.

O meu pai gostava mesmo desta terra! faz amanhã 15 anos que ele partiu para O Pai. Acredita, podem ser peneiras, mas tenho muito orgulho em ser filha do Augusto Moscavide. Espero por ti, avisa. Um abraço.
 Odete

Comentário:

São achegas como estas que me ajudam a suprir algumas lacunas da minha memória para preservação da memória colectiva de Moscavide.. Obrigado, Odete. Vi-te praticamente nascer na nossa Travessa do Cauteleiro onde ainda moras e compreendo bem o desgosto que sentes (e que é também o meu) por terem mudado o nome à nossa rua. Não tenho nada contra o facto de se mudar o nome de uma qualquer artéria para homenagear um pessoa ou um evento notável, mas então que a rua a mudar de nome tenha importância e dignidade compatível com o valor da pessoa ou evento a homenagear.. Não é o caso da nossa ruazinha, que é insignificante para homenagear o maior poeta português. A nossa humilde Travessa dizia bem com a humildade do cauteleiro que lhe deu o nome e nós gostávamos. Para quê o despropositado crisma?

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2-9-2004

Mais um Moscavidense, a viver no "exílio" ,que me escreve emocionado por descobrir no meu "site" recordações dos bons tempos que passou na terra onde nasceu (julgo) e passou parte da sua vida. Entende este amigo que há uma eventual lacuna na relação de figuras de Moscavide antigo que evoco na minha Página e recorda-me nomes como FERNANDO BALSINHA (Rádio Clube Português e RTP) ANTÓNIO DOS SANTOS (rádio Renascença e RTP) e LUÍS CRUZ (Rádio Peninsular). É verdade e agradeço a sugestão. São, de facto, moscavidenses que se notabilizaram na esfera da comunicação social e aqui insiro, com merecido destaque, os respectivos nomes. E quantos outros moscavidenses, numa terra que se tornou tão populosa como a nossa, não se distinguiram em outros campos de actividade! Acontece porém que a rubrica onde apresento essas figuras tem por título "Figuras de Moscavide Antigo". e os nomes de que o meu estimado correspondente fala referem-se a uma geração muito mais jovem. O António dos Santos, por exemplo, de cujos pais fui amigo, lembro-me de ele não ter ainda nascido e recordo-o, em garotinho, de cabelito louro, muito encaracolado.

Caro Sr. Gouveia
Tive conhecimento do "site" sobre Moscavide através de um amigo de infância e, devo-lhe dizer, que foi para mim uma agradável surpresa pois, apesar de ter nascido em 1948, reconheci a maior parte das personagens e, bem assim, as histórias reportadas... Tomo a iniciativa de lhe enviar esta mensagem para, eventualmente, enriquecer a informação por si disponibilizada pois, na minha modesta opinião, há um faceta e dois personagens que Moscavide não pode esquecer... Em meados da década de sessenta do século passado Moscavide teve uma forte representação na Comunicação Social, através do Fernando Balsinha ( Rádio Clube Português e RTP ) António dos Santos ( Rádio Renascença e RTP ) e Luís Cruz ( Rádio Peninsular )... aspecto que não deve ser olvidado! Quanto às pessoas recordo o Sr. Lopes da Pastelaria Rita e o Sr. Sebastião do café " Estrela Azul " onde a rapaziada se reunia e ouvia as músicas que estavam na altura na berra ( Elvis Presley,Neil Sedaka,etc ) introduzindo na Music Box moedas de 1 Escudo! Lembro-me, perfeitamente, do seu irmão e da actividade política, antes do 25 de Abril, no então MDP/CDE! Continuo a visitar, regularmente, Moscavide pois, a minha mãe ainda é viva e reside na Avenida em frente ao prédio dos antigos Barateiros, onde anteriormente, se a memória não me falha, havia uma " Vila Rosa "... Bem haja pelas recordações! Não esqueço os jogos de futebol na largo da entrada do Seminário e os passeios à doca dos Olivais onde por muitos anos estiveram estacionados os hidroaviões... Vivo, actualmente, em Alapraia, S. João do Estoril. Cordialmente,

Vítor Coelho

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31-8-2004

Quem me escreve hoje (e por duas vezes no memo dia) é uma moscavidenses de gema pois nasceu na Vila Valente, o núcleo mais antigo e mais típico da vila (que ainda o não era). A ela não tenho o prazer de a conhecer, mas .lembro-me muito bem dos seus avós ( com a sua pequena fábrica de cortiça) e da mãe e de todas as referências que a tocaram na sua infância. Sensibilizou-me sobretudo a comovida homenagem que presta ao meu irmão José Gouveia que segundo as suas próprias palavras lhe "ajudou a formar a sua consciência do mundo" com os livros que lhe vendeu ou lhe emprestou. Bonito! É que José Gouveia não foi apenas o activista político. Moviam-no igualmente preocupações de ordem cultural. Por isso se tornou livreiro, por isso se empenhou na criação da biblioteca do Atlético, por isso participou activamente nas associações desportivas culturais e recreativas da terra. Obrigado, minha boa Amiga por ter recordado aqui esta faceta do carácter de meu irmão

Boa-tarde.

 Andava à procura de informações sobre o seminário dos olivais e encontrei o seu site. Parabéns e muito obrigada por tudo o que li. Sou neta e filha de moscavidenses. Os meus avós moravam na Vila Valente - Isidoro Abel e Guiomar - e tinha o meu avô uma pequena fábrica de rolhas e outros utensílios de cortiça. A minha mãe chama-se Violeta e tem inúmeras estórias (e conta-as vezes sem conta) sobre o Familiar e as suas récitas, sobre o Taludo e os bailes, sobre a Verbena, o sobe-e-desce, o comboio para poder ir a Lisboa estudar, o grande Dr. Souto e demais "terminologias" moscavidenses. Eu também morei na Vila Valente, quando regressámos de Moçambique. Acrescento, se não se importa, que sou uma grande admiradora (agora da sua memória) do senhor seu irmão José Gouveia. Era à sua livraria que a minha avó me levava para gastar o mealheiro em livros. A minha consciência do mundo, formei-a com os livros que aí comprei e, mais do que isso, com os livros que o seu irmão e a mulher emprestavam!! Li muitos assim. Eu e a minha avó escolhíamos, trazíamos para casa, líamos e devolvíamos. Nunca mais encontrei livrarias com esta superioridade. Por tudo isto, mais uma vez muito obrigada pelo seu site.
Eduarda Maria

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Quanto mais leio o site mais me lembro de tantas passagens do principio da minha adolescência. Na sua travessa do Cauteleiro havia, nos anos 70, um carvoeiro - o Zé da Rita. Os meus 13 anos ficavam zonzos com o cheiro, só de passar à porta. O Leal tinha umas netas que foram minhas colegas de escola. Ele próprio, não se levantava duma cadeira especial, feita em madeira, que tinha na loja. O Bucelas era um não-alinhado, mas não me fazia medo nenhum. O Sr. Lopes da drogaria era muito atencioso. E a mulher dele - D. Lizete, sempre impecavelmente arranjada, falava do filho, falava, falava. A minha querida avó desafiava-me muitas vezes para irmos ao "nimas". À ida, passávamos pelo Viseu e comprávamos abóbora cristalizada para estarmos entretidas durante o filme. Podia passar o resto do dia a recordar... Obrigada,
Eduarda Maria

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8-8-2004

Mais um moscavidense, emigrado, que de longe. revê, através da minha Página, que por acaso descobriu, os seus tempos de menino e moço na terra onde nasceu e passou "os melhores anos" da sua vida.

Senhor Gouveia.
OBRIGADO, por me trazer a um local que tem um lugar muito especial no meu coração, embora um pouco mais novo que o senhor esta sua pagina, fez-me recordar a vila aonde nasci, aonde também conheci aquela com quem vim a casar, a minha juventude os melhores anos da minha vida. eu nasci na rua do Armistício fui ai criado e residi na antiga Vila dos Marcos, hoje Benjamim Ferraz de Melo, emigrei 18 anos atrás mas esta sua pagina fez-me recordar e matar muitas saudades, saudades do tempo em que o jardim era jardim, do Bucelas e do seu cão, do café Viseu, do chafariz da antiga praça, daquelas quentes noites de verão quando toda a gente se encontrava no jardim, dos jogos de futebol de salão no desportivo e dos bailaricos dos santos populares. Fico a esperar mais noticias neste site.
Sinceramente
João Pinto

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30-7-2004

Não conheço a pessoa que me escreve, julgo que não seja de Moscavide, nem nada tenha a ver com a terra, mas viu o meu si te e, pelo que nele encontrou, julga ser eu a pessoa indicada para lhe dar infirmações que pretende - Não é e primeira vez que tal acontece

Exmo. Senhor:
Chamo-me Carlos Serejo e fui amigo do Reverendo Padre Manuel Baptista Gonçalves Pedro, que infelizmente nos deixou no passado dia 15 de Julho de 2004.

Como o Senhor Padre Pedro esteve no Seminário dos Olivais e no Seminário de Almada e nasceu em 1930, presumo que as vossas vidas se tenham cruzado.

Venho pois pedir-lhe que caso se lembre do meu amigo e tenha alguma história para contar me contacte, já que estou a recolher testemunhos da sua caridosa vida.

Pedindo desculpas pelo incómodo e aguardando ansiosamente por uma resposta,

Lisboa, 30 de Julho de 2004
Carlos Serejo

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A minha resposta:
Meu caro Amigo,
 Tendo estado ausente da minha residência, só hoje tomei conhecimento deste seu e-mail, e dentro do meu procedimento habitual de nunca deixar sem resposta qualquer mensagem que me seja correctamente dirigida - o que é o seu caso, apresso-me a responder:

Eu conheci, de facto em Almada um Padre Gonçalves Pedro que, ao ler e notícia do falecimento do Padre Manuel B. Gonçalves Pedro, supus, inicialmente, tratar-se do meu conhecido Gonçalves Pedro - embora a foto que vinha no jornal não coincidisse com a imagem que eu guardava dele. Na verdade,, porém, o meu conhecido não é o seu conhecido. Julgo que este seja irmão mais novo do que eu conheci - o qual foi meu professor e vice-reitor do Seminário de Almada e mais tarde esteve ligado à direcção da Rádio Renascença.

Efectivamente, o "seu" Gonçalves Pedro é mais novo do que eu (que nasci em 1929), não podendo portanto ser o meu professor, que teria seguramente uma dúzia de anos mais do que eu.

Lamento, pois, não poder dar-lhe os elementos que procura, pois de todo me é desconhecida a figura que, pelos vistos venera - o que não me surpreende, pois também o "meu" Gonçalves Pedro era uma pessoa altamente estimável.

A sua carta (e-mail) teve pelo menos, para mim, a oportunidade de ficar a saber que o meu site teve o mérito de suscitar o interesse de quem, julgo, nada tem a ver com Moscavide - o que, como deve calcular, me dá enorme prazer. Com os melhores cumprimentos
António Gouveia

E, já agora, uma nova carta do mesmo correspondente que não é de Moscavide, como eu calculava mas que se refere à minha Página com considerações que me afagam o ego . algum prazer, tenho de retirar do trabalho de fazer e manter este site, n'é?

Exmo. Senhor:
Em primeiro lugar agradeço-lhe a atenção que me dedicou, ainda que sem resultados positivos para a minha busca; em segundo lugar quero pedir-lhe desculpa por não o ter felicitado pelo seu trabalho, mas como julgo que pode calcular, a ansiedade de uma resposta positiva, levou-me a ser indelicado. Efectivamente nada tenho a ver com Moscavide, apesar de lá ter vivido família minha que durante toda a minha vida visitei. No entanto tenho que distinguir o seu trabalho entre muitos do género que tenho visitado. É bastante agradável, muito objectivo e dá essencialmente a conhecer muitos aspectos que já muito pouca gente conhece, sobretudo as gerações mais jovens É pena que não existam muitas mais pessoas, que a vida pelo passar dos anos tornou sábias, a seguir o seu exemplo. Quanto a mim, só me resta agradecer o tempo que perdeu por minha causa, e agradecer sobretudo a vivência que está a partilhar. Bem haja.

Carlos Serejo

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13-5-2004

Julgo que não conheço a pessoa que me envia este mail, mas conforme diz, conhece bem Moscavide apesar de lá não residir. Aprecia o meu site e as recordações que o mesmo lhe suscita e tanto que não resiste a escrever-me de novo 3 dias depois

Sr. Gouveia,
Encontrei a sua página por acidente e fiquei muito contente. Eu nasci em Cabo Ruivo junto ao Braço de Prata Futebol Clube mas as compras eram feitas em Moscavide, que era (e é) uma terra de eleição. Conheci e me lembro bem de tudo do que se fala na sua pagina. Adorei ver os conjuntos da musica, os prédios, o Familiar, enfim, foi um encanto e adorei o contacto que se mantém com os nossos conterrâneos por esse mundo fora. Bem Haja Foi bom este encontro acidental e também gostei das informações sobre o Padre Gregório Verdonk, que era uma boa alma. Muito Obrigada.
M.Lurdes (mais conhecida por Milu)

16-5-2004

Caro Amigo e Vizinho, pois eu sou de Cabo Ruivo (o antigo Cabo Ruivo, junto ao apeadeiro); escrevinhava um destes dias quando cheguei ao seu site e fiquei deslumbrada por tudo, pelas recordações, pelos contactos que mantêm e ainda bem que há quem aproveite as novas tecnologias para manter o contacto. O meu irmão, o "Berlica" tocava bateria e emigrou para Paris onde reside. A minha cunhada fez teatro amador e trabalhou na drogaria do Leitão. Será que se lembra deles? Moscavide era uma novidade para a juventude que adorava os bailes
M. de Lurdes

Comentário Pois é cara Milu, naquele tempo, apesar de haver menos transportes as populações eram mais "vizinhas" do que hoje. E mesmo quantas vezes a pé, rapidamente a gente ia de Moscavide a Cabo Ruivo e vice-versa. Outros tempos! Obrigado pelas considerações que tece àcerca da minha página.


Esta foto diz-lhe alguma coisa? É no Clube de Braço de Prata e data dos primeiros anos da década de cinquenta, onde eu próprio sou um dos dançarinos

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21-4-2004

Esta Senhora, Drª Cândida Macieira,julgo que responsável pelos Museus Municipais de Loures, solicitando a partilha da minhas memórias para elaboração de uma exposição sobre o Clube Desportivo dos Olivais e Moscavide.. Agradecendo o convite, escusei-me por achar que pouco mais tenho para acrescentar além do que as menções que, a tal respeito, figuram no meu site. Recebi hoje um novo e-mail que a segui transcrevo transcrevo

DPC-Câmara de Loures Caro Sr. António,

Resta-me agradecer a amabilidade que teve em responder ao meu pedido.

Permita-me que o felicite pelo trabalho que tem disponível na Internet e convido-o a visitar os Museus da Rede Municipal, na Quinta do Conventinho e o Museu de Cerâmica em Sacavém.

Com os melhores cumprimentos,

Conceição Macieira

Comentário:
Afinal ainda há na Câmara de Loures quem reconheça o interesse que a minha Página tem para a história do Concelho!

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19-4-2004

Quem hoje me escreve hoje é um velho amigo de Moscavide, o Francisco Xavier, Saiu da terra ainda jovem para ir trabalhar em Moçambique. Depois de 1974 passou a trabalhar na refinaria do Porto de Sines e mora em Santo André desde essa data

Viva Toino,
Já dei uma vista de olhos pelo site de Moscavide e do pouco que vi posso dizer-te que está bestial ! Sabe bem rever os sítios onde crescemos. Que saudades, António. Depois de ver o site pormenorizadamente voltarei ao assunto, se não te chateares. Tens ido a Moscavide ? Eu há anos que lá não vou. Às vezes, ao ir para Lisboa, vou pela Vasco da Gama e subo a rua que passa rente ao talude, ou vou por cima, pela via que fica entre a quinta do Seminário e a Vila e que vai dar á Praça José Queiroz. Deste lado dá para ver que aquilo está velho. A última vez que fui mesmo a Moscavide vi-me " à rasca" para arranjar lugar para estacionar o carro. Aquilo não tem nada a ver com o "nosso" Moscavide. Tóino, hoje não te tomo mais tempo. Se gasto a conversa toda hoje fica pouco para futuros e-mails !
Um abraço
do Xico Xavier

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Novo e-mail do Francisco Xavier

 22-4-2004

António,
Junto de envio uma foto tirada no dia da inauguração do cinema "novo". Verás lá muitas caras conhecidas, algumas por mencionadas por ti no site. A foto, de velha que é, está em mau estado, mas talvez que com os teus recursos consigas melhorá-la. Por falar em site, tenho vindo a ver todos os dias um bocadinho do mesmo, porque aquilo é fruta demais para se ver duma vez só. E também porque o que escreves lá, transporta-nos á nossa meninice e á nossa juventude, é como que um filme, durante um bocado estamos no Moscavide do antigamente, a ver tudo como era na altura, as figuras nossas conhecidas e que tu tão bem descreves. E isto de revisitar o passado. deve fazer-se como ao beber um vinho do Porto velho: sorver em pequenos goles, para que o prazer dure mais António, por hoje já te chateei demais. Fico-me por aqui. Um abraço
do Xico

Comentário:

Pois é, Chico. Moscavide está mudado, a vida está mudada, está tudo mudado... Mas quanto a mim não é para pior, na maior parte dos aspectos. No fundo, nós não temos saudades da vida que se vivia quando éramos pequenos, pois devemos concordar que não era lá grande coisa. As saudades que sentimos são saudades de nós, da nossa infância, da nossa juventude. A mudança para pior é sobretudo em nós que se faz sentir. C'est la vie, mon Cher!

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8-4-2004

Nasceu em Moscavide, de lá saiu (é a vida!) mas gostou de encontrar na net as recordações,
que eu evoco, do tempo que lá viveu. E tanto que vai imprimir o site  para oferecer aos pais

Caro Senhor Gouveia,
Muitos parabéns e um grande bem-haja pelos momentos de prazer que me proporcionou ao "rever" algumas das tão faladas figuras de Moscavide, bem como de lugares que a minha memória ainda relembra, apesar dos meus 42 anos. Lamentavelmente não posso contribuir com imagens porque as não tenho, mas desde já o informo que vou imprimir a sua página e levá-la para meus pais, residentes do ainda Moscavide e desde à 50 anos. Para eles serão com certeza momentos de prazer tal como o foram para mim. Fique certo que irei fazer a divulgação da sua página por tantos quantos me seja possível. Mais uma vez um GRANDE BEM-HAJA.
António Mesquita
e-mail: antonio.mesquita@galpenergia.com

Comentário
 
Olhe que são várias centenas de páginas, meu  Amigo. Mas estou certo
 que é uma prenda que os seus pais vão opreciar. Obrigado pela sua apreciação

 

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 6-4-2004

Nesta data recebi um mail de uma senhora habitante de Moscavide, de nome Margarida Inácio. Infelizmente perdi o respectivo texto. A referida senhora, depois de me felicitar pela minha Página, dizia-me que estava empreendendo um estudo sobre a toponímia de Moscavide e pedia se lhe podia dar qualquer informação sobre Francisco Marques Beato que dá o nome a uma das ruas da nossa Vila. Já tinha feito o mesmo pedido à Câmara de Loures da qual recebeu a informação de que os elementos históricos antigos de Moscavide se tinha perdido.

Segue a minha resposta"
Cara Amiga, Obrigado pelas palavras amáveis acerca do meu "sítio" Bem gostaria de a ajudar, prestando-lhe a informação que pretende, acerca da Rua Francisco Marques Beato, mas a verdade é que não sei absolutamente nada. Quando lá morei, limitava-me a percorre-la e a brincar nela e noutras e não tinha preocupações desse género.

Agora o que é de bradar aos céus é que a Câmara de Loures tenha perdido toda a informação antiga (que nem sequer é muito antiga!!!) sobre as ruas de Moscavide. Isso diz do bem o interesse que a Câmara demonstra pelas localidades que o compõem, para além de cobrar os impostos que das mesmas lhe advêm!!!

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28-01-2004

Esta mensagem chega-me do Funchal. Já as recebi de muitos lados mas esta é a primeira que vem do Madeira. O signatário é bisneto do cauteleiro que deu origem à travessa do Cauteleiro. Bom dia. Sou o irmão da Maria Celeste da Holanda, e vivo na Madeira. Estou a escrever para lhe dar os parabéns pelo que está a fazer pela nossa terra. Como diz o brasileiro: "podem tirar um homem ao coração da sua terra, mas nunca a terra ao coração de um homem". Já agora, só tenho 2 filhos e não três como por lapso vem no texto sobre o cauteleiro. cumprimentos João Arménio Funchal Comentário: Obrigado pelos parabéns. O facto de ter gostado é já uma grande compensação pelo trabalho que dá manter o site, se bem que esse trabalho é nada comparado com o prazer de reviver na escrita os dias felizes que passei nessa terra É como diz; a nossa terra, seja bonita ou feia, acompanha-nos sempre para qualquer outra terra para onde vamos. Já dizia o grande e esquecido poeta António Boto àcerca da sua terra (que neste caso era Portugal) Meu Portugal, minha Terra/Onde vivo e onde nasci/Na tua história me perco/E nela tudo aprendi/Mesmo que fosses pequena/E eu te visse pobre ou nua .... /Ninguém ama a sua Pátria/Por ser grande/Mas por ser sua
António Gouveia

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20-12-2003

Várias vezes me tenho dirigido à Câmara de Loures, sugerindo a inclusão no seu site de links para outros sites com interesse para o Concelho, entre os quais, se assim fosse entendido, o meu - este em que o caro visitante se encontra agora a "navegar" O silêncio ensurdecedor que se seguiu às minhas anteriores mensagens , foi finalmente (haja deus!) quebrado em relação à última, enviada há cerca de três semanas (infelizmente perdi a cópia) por uma resposta que, em 20-12-2003 me foi fornecida pelo Gabinete de Comunicação Social da Câmara, e que a seguir transcrevo:

Exmo. Sr. António Gouveia
Agradecemos desde já o mail enviado no sentido de fazer uma nova sugestão para o site do município.
O site é um instrumento dinâmico de comunicação - em actualização permanente - e como tal, atento à existência de links com interesse concelhio ou extra concelhio.
Quanto à sua página pessoal, não faz parte do perfil institucional do nosso site acolher esse tipo de informação de título individual.

Com os melhores cumprimentos e os desejos de Boas Festas
Gabinete de Comunicação Social

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Em resposta, enviei-lhe, na mesma data, a seguinte mensagem

Exmºs Senhores
É pena que não tenham percebido que o meu site, muito para além de "informação de título individual" , constitui um repositório de memórias de setenta anos de vida e da forma de viver de uma das freguesias do Concelho - do próprio Concelho, afinal - e da Época.
Agradeço os desejos de BOAS FESTAS, que retribuo
Com os melhores cumprimentos

 
António Gouveia

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Comentário:
Tem toda a razão a Câmara de Loures. É a ela e só a ela, que compete decidir o que tem ou não têm interesse para o Concelho e este Site é manifestamente desprovido de tal requisito. É pois despropositado o interesse que vos leva a vocês, meus caros visitantes de várias partes do mundo, a enviarem-me as comovidas mensagens que a descoberta deste Site na Internet vos suscita; como é despropositado, igualmente, que a leitura das crónicas que ele contém vos façam sentir identificados com vivências que também foram as vossas; como é despropositado, ainda, que vos encha de orgulho o facto de descobrirem em terras longínquas o nome da terra onde nasceram ou viveram escancarado na imensa janela que é a Net e dado eventualmente a conhecer aos milhões de pessoas que nela navegam. É igualmente despropositado o facto de alguns de vós, há muito tempo ausentes do País, terem decidido voltar a Moscavide, só pelo sentimento de saudade que este site vos despertou.. Com franqueza! Isto para não falar do indesculpável interesse de quem nunca cá morou, nem tinha jamais ouvido falar do nome de Moscavide e que me escreve a felicitar. A todos peço humildemente desculpa por não ter tomado as devidas precauções para que um Site "de informação de título individual", como é o meu, não se transformasse num sítio de visita obrigatória para tanta gente e que vá a caminho de 10 mil visitas. Lamentável!
António Gouveia

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21-11-2003

Mais uma mensagem que me chega do Rio de Janeiro

António
É sempre um deleite ler as tuas incríveis histórias que revolves da tua vasta memória e o que contas a respeito do "O Familiar - os bailes" é de uma riqueza de detalhes impressionante, sempre entremeados de humor e alguns gostosamente maliciosos. Esta regressão ao passado faz um bem danado à alma, mesmo que a gente não saiba exactamente o que isto é. Também achei óptimo o artigo da jornalista Camila Coelho com sua interessante óptica negativa e ao mesmo tempo poética como apresenta Moscavide. Tem uma maneira diferente de escrever, eu diria até sofisticada, se é que este adjectivo possa ser adequado ao estilo dela escrever.

Rio de Janeiro
Maia de Lurdes Paiva

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Comentário:
É a saudade, Milú, É a saudade! Mesmo que não se saiba bem de quê, como tu dizes
Quanto à jornalista Camila Coelho, já a conhecia das suas crónicas semanais no Diário de Notícias. È uma mulher muito inteligente e que escreve, de facto, muito bem-

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14-11-2003

Esta vem de França, (de Paris, suponho)., onde vive desde 1975.Já de outra vez o signatário me escreveu, dizendo ter gostado muito da minha Página e constatei que em Moscavide, ele morou na mesma rua que eu. Transcrevo essencial da sua mensagem, omitindo pormenores da sua vida pessoal que não vêm ao caso:

Amigo Gouveia,
Em primeiro lugar , um milhão de desculpas por só agora responder ao seu mail de 13 de Julho. Por qualquer razão , que nem desculpa tem , este passou ao lado . Dizem que o mundo é pequeno e com razão . O sr. viveu no n° 6 e eu no n° 10 - 3° dt° incrivel !!!!!!!!

O meu pai , que talvez o sr. tivesse conhecido , era o " DUARTE o canalizador - que tinha uma oficina mais à frente , na rua Vasco da Gama..Andei na Telescola, à saída para Sacavém, quando começaram as primeiras obras na Portela, ou seja os esgotos. Vim para França em 1975.A minha mãe é de Santiago, uma aldeia da Beira Alta, onde passei alguns anos e sobre a qual comecei agora a fazer uma Página, que ando a construir com o pouco que percebo destas coisas de Páginas pessoais. O endereço é: http://perso.wanadoo.fr/kolo/santiago/santiago.htm Por hoje fico por aqui , mas voltarei a escrever-lhe se o sr. quiser !
Fernando Duarte

Comentário:
Já vi a sua página e no que toca ao aspecto gráfico, considero que está melhor do que a minha. De qualquer modo a ideia é interessante. Escreva sempre, caro Fernando Duarte.

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18-10-2003

Desta feita, ninguém me escreveu. Ninguém me enviou qualquer e-mail.. A jornalista Camila Coelho descobriu o meu site ("sítio" como lhe chama, e muito bem) e a propósito do que viu, dedicou a Moscavide, no seu estilo habitual, a sua crónica semanal publicada na revista que hoje acompanha o Diário de Notícias (DNA).

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MOSCAVIDE
Camila Coelho

"MOSCAVIDE NÃO TEM ÁRVORES. OS prédios sem cor contra o rio seguem, a direito, por ruas estreitas, cada palmo de terra ocupado ao milímetro. É a ideia que tenho, a de um sítio cor de “rato” repetido vezes sem conta. Já vi aquilo vezes sem conta. As mesmas marquises, roupa lavada pendurada contra as paredes sujas, lixo nos cantos, os mesmos cafés, as cadeiras de alumínio e napa, o mesmo cheiro a bagaço, a luz e, sobretudo, a falta desta, o barulho macio da mosca electrocutada pelo néon azul, os ténis dos homens ao domingo, as calças justas das mulheres ao domingo e as crianças comem gelados. Os mesmos. Dormitório. Pobre, pequeno e remediado com o que lhe coube em sorte: viver entre o rio e as quintas, sem poder crescer para parte alguma e pronto, ficar a espreitar a praia que se foi com o tempo, a memória da Petrogal e do trabalho de alentejanos e beirões que ali se fixaram. Vê-se o Parque das Nações, relva limpa tratada. Oh! Erva doce perfeitinha e ao longe debrum da verdadeira daninha nos passeios de Moscavide. Sem sol. Nem céu. Apesar dos prédios baixos, de um jardim fechado ou da Vivenda Mouzinho pintada de azul, nada respira para além das paredes. Quem ali vive como vive? Como tu e eu. Talvez com a diferença de não haver nem sinal de Proust ou da mamã dele ou tão pouco poemas de amor copiados. As manhãs de Moscavide são o que são. Este lugar tem o peso simbólico da arrumação urbana. Por castas. Não se consegue entrar por aquelas janelas ou sentir mais do que o cheiro de um refogado. É tudo opaco e compacto até passarem as pessoas e os velhos espalhados por todo o lado enquanto o tempo os deixa e aos mais novos, em bandos. E a paisagem muda. De dentro e para fora. As ruas, essas muito sujas, apertadas, acolhem comércio vivo e se os poetas sempre cantaram a sensualidade de Lisboa, em Moscavide é tudo erótico, porno forte com três xxx. Nem as mulheres são belas com colares de pérolas, nem difíceis em todos os sentidos ou posições. Os homens querem pão, circo e pernas que é assunto físico e importante. Falar da transcendência do amor para quê? O que se vê vale mais. Ele é o destino por todo o lado, fado e ciúme, posse e dor, trabalho de parto ao virar da esquina, sangue na guelra e nas escadas, nas conversas do talho ao café-bar-aqui-há-pipis. Pensar, pensa-se muito em função do futebol, sexo e família e é nesta promiscuidade de pouco espaço que o desejo não é narrativa ao gosto para todos. Eu gosto, mas isso são outros trocos. Gosto da carne crua, das discussões em voz alta, gritos e pancadaria. E da tensão nas ruas e cafés quando alguém estranho se aproxima e quem é de dentro olha, mede de alto a baixo. Da roupa que pinga, das casas funerárias, da Nossa Senhora fluorescente e também da que mede a temperatura do ar e fica roxinha de frio ou corada com o calor. Gosto da imperfeição, do desgaste, da gente que desaparece sem que se perceba como nem para onde foi. Da rapariga que empurra a barriga para a frente, do tipo da motorizada nova e do que dá o braço à velha. Gosto mais disto e das colecções de caricas, panfletos e pagelas, de cartas secretas de outros. Destas ruas. De Moscavide, sítio feio, muito feio, tão feio que até dói, reconheço o desconcerto mas à força do que não é banal, das varandas reaproveitadas, do pouco espaço que é alargado ao limite da vida na rua donde quem passa vê que naquele andar vivem crianças, mas além uma viúva e ali um adolescente joga futebol e gosta de livros de aventuras e banda desenhada. A mulher de roupão rega a árvore da borracha e o vaso de plástico arrendado segura a manta de trapos da cozinha. Oiço uma panela de pressão, oiço o relato de um jogo pela televisão. Um cão dos mais pequenos ladra, a empregada do café varre o lixo para a rua, directo aos meus pés. Desvio-me da indiferença com que o faz e vejo adiante dois velhos a jogar bisca lambida. Moscavide comigo às voltas é inteiramente dedicada a António Gouveia que se deu ao trabalho de recriar o sítio num sítio para o mundo inteiro. A morada? Ei-la:http://pwp.netcabo.pt/0662339101. Vale a pena ler e ver o que este homem fez da memória e da terra: «Foi cá que alguns conhecemos/ A mulher com quem casámos» Ora, nem mais, a dimensão deste lugar, de qualquer lugar tem a proporção humana. É esta a escala e não outra."

Comentário:
A jornalista não fala do mesmo Moscavide de que eu falo - o que eu conheci e que foi real - mas fala da realidade actual do mesmo espaço físico. São realidades que não se contradizem. Uma explica a outra. O que interessa é, conforme escreve, a "proporção humana" que acompanha este ou qualquer lugar. Não há que escamotear: este é o retrato, pese embora a crueza do traço, do subúrbio, qualquer que seja, que a marcha do Progresso (?) e o contraditório desenvolvimento da Polis têm para nos oferecer. Uma coisa é certa: esta mensagem; que não me foi dirigida pessoalmente, gratificou-me por uma dúzia de outras que pudesse ter recebido. Diz Camila Coelho que a sua crónica é "inteiramente dedicada a António Gouveia que se deu ao trabalho de recriar o sítio num sítio para o mundo inteiro" e que "Vale a pena ler e ver o que este homem fez da memória".

É isso mesmo, e as comoventes mensagens que, de várias partes do mundo, me dirigem muitos dos que em tempos viveram em Moscavide, expressando a maior emoção por descobrirem o seu sítio num "sitio" que é uma janela para o mundo e pela qual todo o mundo pode espreitar, constitui suficiente gratificação para o trabalho que me dá a elaboração e manutenção desta Página Nota: o sublinhado é meu, naturalmente

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 15-8-2003

É de São Paulo me escreve hoje a Ana Maria, a propósito da minha Página, incitando-me a escrever um livro com esta minhas memórias.

São Paulo - Brasil

António,
 O resgate que você faz da memória de Moscavide é uma preciosidade. Você já pensou em escrever um livro de memórias que abrangesse tanto a sua região de Trás-os-Montes (a infância) quanto Moscavide (a adolescência/ a iniciação da vida adulta)?
Um abraço
Ana Maria Cerqueira

Comentário

É o que eu estou fazendo, Ana, só que em suporte electrónico. A junta de Freguesia de Moscavide, manifestou-me, há meses atrás a sua eventual intenção de editar um livro com as minhas crónicas. Mas até agora, nada... Talvez um dia.... Mas talvez eu parta desta para pior antes que isto aconteça . Se tal acontecer, como ninguém vai pagar o alojamento do site ele vai sair do ar e estas memórias perder-se hão para sempre. É lamentável, não é?

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16-8-2003

Esta minha correspondente é de Moscavide, fomos colegas na Faculdade, é professora na Universidade de Utreque, na Holanda, descobriu a minha Página, e da Holanda me escreve, a tal propósito

Caro António, caro colega,

Cheguei há dias e trouxe comigo a boa nova de que havia um site sobre Moscavide. Esta informação foi-me dada pelo meu afilhado, o filho do meu tio Carlos Augusto Ramos Ribeiro. Os meus parabéns pela iniciativa e pelo conteúdo!! Por agora apenas umas linhas mas prometo escrever mais! O meu nome é Maria Celeste Lopes Augusto, nasci há 58 anos na antiga rua António Luís Moreira, 57 (hoje Salvador Allende), numa casa frente à pequena vivenda que hoje ainda lá está no número 68. O meu pai Arménio Augusto, entretanto já falecido, nasceu na rua António Pedro Carvalho no número 14, no primeiro andar; era enteado do pintor Ramos Ribeiro. A minha mãe, Deolinda David Lopes Augusto, nasceu na quinta da Barroca (perto da quinta do Seminário);a avenida que passa em frente ao RALIS e onde foi construído o Laboratório Militar atravessou a quinta onde os meus avós maternos viviam. Gostei do site todo (que ainda não tive tempo de ver com muito detalhe) mas sobretudo do texto sobre a Travessa do Cauteleiro, que era meu bisavô paterno, também conhecido pelo Manuel Corado.
Maria Celeste Lopes Augusto
 Utreque - HOLANDA

Comentário:
È assim, Celeste, a gente nunca esquece a terra onde nasceu, sobretudo quando dela se está apartado. Cá fico à espera das tuas memórias sobre o teu avô, a a Travessa do Cauteleiro, ou outras que te ocorram

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29-7-2003

O Renato, é mais um jovem do meu tempo, que partiu há muitos anos para o Canadá e por lá ficou. Descobriu agora este site que fala da nossa terra em apressou-se a escrever-me.

Caro amigo Gouveia
Há muito tempo que saí de Moscavide, exactamente 1957. Vivo no Canadá ( Montreal ). Eu sou de Moscavide, pois vivi na rua 28 de Maio rua frente ao antigo cinema. O meu nome é Renato Folgado e tenho agora 72 anos. Conheci o amigo Gouveia e o seu irmão. O amigo trabalhou na CP mas era o seu irmão que tinha a livraria na rua da praça. Eu não tenho nenhuma vocação de escritor mas vou-me aperfeiçoar para a próxima mandar uma com todos os matadores e nomes das pessoas muito amigas que ainda tenho por ai, Sei que há uma reunião da malta antiga gostaria que me informasse da data para eu na mesma altura ir até lá. Se for possível diga-me. Um abraço por agora e continue a escrever as belas coisas da nossa MOSCAVIDE e que o padroeiro seja o padre Gregório

Renato Folgado
Canadá renatofolgado@sympatico.ca

Comentário:

Pois é Renato, são quase cinquenta anos de ausência do nosso pais e de Moscavide, onde moraste e presumo que tenhas nascido. Mas descobrir o nome e recordações da nossa terra e da nossa juventude a milhas de distância no tempo e no espaço, deve dar um gozo"do caraças". Eu sei como é, e gozo também com esse gozo que proporciono. Claro que me lembro perfeitamente de ti e conto contigo no próximo ano, no nosso almoço dos "borrachos dos anos cinquenta" Um abraço

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29-7-2003

Este correspondente vive na Suécia, nem sequer é de Moscavide, mas para quem está tão longe que importância têm meia dúzia de Kilómetros?

 Caro amigo desconhecido
 Nunca vivi em Moscavide. Mas tenho recordações idênticas de Alcântara dos ano 40-50. Vivo na Suécia há mais de 30 anos, e começo a ter saudades do fundo da minha infância. Ao ler as suas recordações eu senti um reencontro com a minha, e de certa maneira nossa, infância e juventude. Embora não tenha escrito "memórias", costumo contar às minhas filhas suecas episódios semelhantes ao que o meu amigo conta.
 
Henrique Carlos
 Suécia

Comentário:
Caro amigo, português, de Alcântara, a viver na Suécia há mais de trinta anos. É como diz: as recordações da infância e dos lugares onde ela decorreu, marcam-nos para sempre, sobretudo, quanto mais longe, em tempo e em espaço, nos encontramos dessa idade e desse lugares. E tanto faz ser Moscavide como Alcântara, como Buenos Aires ou Tóquio ou Pequim. Fico feliz de ter promovido com a descrição das minhas memórias o reencontro com as suas.
Um abraço

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24-7-2003

Hoje é mesmo de Moscavide que esta carta me chega.

Senhor Gouveia,
Foi com alguma emoção que deparei hoje com a sua página sobre Moscavide na Internet. Vivo em Moscavide há 50 anos, tendo vindo para cá com 9 anos. Vim frequentar a 4ª classe na Escola Nova, ao cimo da antiga Rua 28 de Maio, presentemente Rua 25 de Abril. Também passei pela Escola Velha e pelo espaço agora ocupado pela Creche Popular de Moscavide e onde na época, funcionava também um "anexo" da Escola por cima da Drogaria Leitão. Tive ainda explicações com a D. Ana, numa das duas salas existentes para o efeito, anexas à habitação e Registo Civil, às quais se acedia através do portão da Rua João Luis de Moura, hoje Bento de Jesus Caraça, onde moro. Eu conheço o Senhor, embora o Sr. não se recorde de mim, pois durante vários anos era na sua livraria que eu me "abastecia" de livros escolares e outro material didáctico para as minhas filhas, então em idade escolar. Bem, o melhor é ficar por aqui, porque senão daqui a pouco a minha página está mais longa que a sua. Já agora e a título de curiosidade: Trabalhei durante 38 anos na RTP, de onde saí no final de 2002, naquela situação que o Sr. deve conhecer. Trabalhei ainda bastantes anos com o Arqitecto Freitas Leal - eu sou Técnico de Desenho - que foi o Projectista da Igreja actual de Moscavide. Relativamente à correcção, se o Sr. entender por bem que a deva fazer, por uma questão meramente informativa é esta: A Vila Maria não fica no entroncamento da Rua Artur Ferreira da Silva com a Rua Salvador Allende - como aparece na legenda da respectiva fotografia - mas sim da Rua António Pedro Carvalho com a Rua Salvador Allende. Sem outro assunto despeço-me com um Bem-Haja, por através das suas palavras me ter feito recuar mentalmente umas dezenas de anos e lembrar situações e pessoas de que já não me recordava. Cumprimentos

do Vítor Lopes

Comentário:
Apesar de morar em Moscavide experimentou emoção igual à que outros, vivendo longe, me referem ter sentido ao descobrir este site que, de forma tão viva, lhes fala da sua terra ausente. Como me sinto gratificado! Aponta-me também um erro na localização da Vila Maria. Foi uma distracção imperdoável. Já está corrigido. Obrigado, Vitor

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 13-7-2003

Na sequência da sua carta de 14-5-2003 ( ver correspondência mais abaixo) o Luís Miguel Vieira enviou-me uma foto de 1973, da primeira classe da escola que frequentou em Moscavide

Comentário: Pronto, cá está a foto. Quem é que se reconhece nela e quer dar ao Luís Miguel o prazer de o contactar?

Foto incuida na rubrica "Fotos"

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 25-06-2003

O José Marques, conhecido na nossa terra por Zé Americano, não tem o hábito de navegar na Internet. Contudo viu esta minha Página em casa de um filho e logo se apressou a telefonar-me dos Estados Unidos onde mora, para me felicitar e dizer quanto o seu conteúdo o emocionou. O Zé Marques nasceu nos "states" mas veio em criança morar em Moscavide (terra de sua mãe e de seus avós) onde o seu pai mandou construir um prédio que ficou conhecido como "prédio do Americano" Por volta dos seus 20 anos o Zé voltou para a América (Newark) onde casou e vive desde então. ali tem exercido papel relevante junto da comunidade portuguesa, sendo um dos mais antigos sócios do Sport Clube Português, fundador do "Lar dos Leões", que congrega os sportinguistas da América e principal obreiro na construção de uma escola para portugueses, a Escola Luís de Camões. Enviou-me agora uma foto de 1927 onde se Vê o prédio atrás referido em fase de acabamento final. É uma autêntica preciosidade para história de Moscavide, pois por ali se tem uma ideia do isolamento em que o prédio então se situava, em relação ao resto da povoação. Esta foto pode ser vista na rubrica FOTOS DE MOSCAVIDE ANTIGO ======================================

24--6-2003

Não podia ser mais singela nem mais tocante a mensagem deste correspondente. Viu a minha página, gostou e agradece-me

Senhor Gouveia, Fiquei muito contente de ver esta página, sobre Moscavide muito obrigado!
Fernando Duarte França - Paris  

Comentário:
 Eu é que tenho de agradecer. Infiro pelo seu endereço electrónico deve viver em França. Ai as saudades da terra!....

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18-5-2003

Paulo Castanheira é um moscavidense que mais de uma vez me tem escrito com palavras de encorajamento à manutenção deste meu site e lamentando que a Junta de Freguesia não lhe fizesse qualquer referência, sendo ele, em sua opinião, de grande importância para a nossa terra. A verdade é que só recentemente a Junta de Freguesia criou o seu próprio site e já lá colocou um link para meu, bem como, o que é inteiramente justo, links para outros sites com interesse para Moscavide. Do facto dei notícia ao Paulo Castanheira, conforme texto abaixo:

 "Caro Paulo,
Uma vez que você estranhou e lamentou que a Junta de Freguesia não desse destaque ao meu site, tenho agora o prazer de lhe comunicar que o Site da Junta (que aliás não existia à data em você me escreveu) já contém um link para o meu e para outros sites que se referem à Freguesia - o que está correcto. Já agora aqui vai o endereço:
http://pwp.netcabo.pt/jf-moscavide Dê lá um salto, pois está bem feito e tem para si a curiosidade de ser feita por um rapaz, de nome Fernando, a quem o seu colega de escola Luís Miguel trata por Fernandinho e que, possivelmente, também foi seu colega de escola. um abraço do
 
António Gouveia
"

 Dele recebi a seguinte resposta:

Amigo Gouveia,
 Obrigado pela informação, ainda não tive tempo para explorar o mesmo mas fico contente de pelo menos se terem dignado de juntar o link do seu site, só isso já é um valor acrescentado para o site da junta !!!! Um abraço

Paulo Castanheira

Comentário:
Não exagere, Paulo, porque eu posso acreditar e ficar para aqui todo babado

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14-5-2003

"Reencontro"
Este correspondente confirma a opinião do antecedente: o papel deste site, concretamente desta rubrica, no reencontro de amigos de infância, a quem as vicissitudes da vida levaram para outras paragens. Senhor Gouveia, Cá estou eu novamente a tirar um pouco do seu tempo. Graças ao seu site já recebi e-mails de antigos colegas de escola (Paulo Castanheira),que apesar de já ñ se lembrarem de mim, têm curiosidade em o fazer pois já lá vão tantos anos que é normal ñ se lembrarem. Vou tentar encontrar a foto da primária para enviar, pois pode ser que apareçam mais antigos colegas desse tempo. Esse site de que fala, da Junta de Freguesia de Moscavide, foi feito pelo meu colega Fernando que trabalha na Junta (mais um filho de Moscavide). Não demoro mais por hoje. Continue com o bom trabalho. Luis Miguel Vieira Comentário: Envie a foto, Luís Miguel, que ela será colocada nesta secção e provavelmente outros amigos seus irão aparecer.

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13-5-2003

 "Ponto de Encontro"
O signatário da carta a seguir, o Paulo Castanheira, que não conheço pessoalmente, não é a primeira vez que me escreve. desta vez não é para elogiar o site, mas para, de uma forma jocosa salientar o papel desta página, que ele classifica de utilidade pública, no reencontro de amigos perdidos.

Caro António Gouveia,
Cá está este filho de Moscavide a roubar-lhe mais uns minutos. Desta vez não para o mimar pelo seu site, mas para lhe agradecer por o manter actualizado, espero que o possa fazer por muitos anos. Alertado por uns amigos que visitaram a sua página, verifiquei que alguém, que neste momento tento contactar para reiniciar conhecimento, me tinha reconhecido, pois fomos colegas da escola primária. Mais uma vez se prova que nem só "lixo informático" circula na net, havendo ainda pessoas que usam as potencialidades desta tecnologia para bem da sociedade. Fica assim mais uma vez provada a "utilidade pública" do seu site, pelo que já poderia ter direito a um subsídio !!! Sugiro a criação de um novo link intitulado "Ponto de Encontro", just a joke ... ... força e continue .. Cumprimentos
Paulo Castanheira

Comentário:
Tem alguma razão, Paulo. Eu próprio já através dela reencontrei alguns amigos. Aliás, fui reencontrado por eles Obrigado pelo seu encorajamento

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 10-5-2003

Não são apenas moscavidense que me escrevem comentando o meu site. Outros que nada têm a ver com a terra, se me têm dirigido- É o caso desta correspondente, professora de etnomusicologia, que, a propósito do que lá leu sobre os bailes do Familiar, quer saber coisas sobre os bailes dos tempos que aqui descrevo.

Caro Sr. Gouveia,
Gostei imenso do seu site. O senhor não só escreve muitíssimo bem como consegue fazer com que os leitores se situem e visualizem na Moscavide de meados do século passado. Sou professora de Etnomusicologia e estou a fazer o Mestrado na mesma área na Universidade Nova de Lisboa. A minha tese de Mestrado versa sobre os bailes. Gostaria imenso que o Sr. Gouveia me respondesse a algumas perguntas que me permitissem recolher informação mais precisa sobre os bailes que refere no seu site, e aos quais aludem algumas das pessoas que lhe escreveram. Gostaria de saber qual o repertório interpretado, quem é que actuava, que instrumentos tocava, quais os comportamentos das pessoas, quem dançava com quem e porquê, etc. Está disposto a ajudar-me? Um abraço e muito obrigada.
Carla Nunes

 Comentário:

Pois não, doutora, no que eu puder ajudar, terei o maior prazer.

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7-5-2003

Outro moscavidense que, emocionado, do estrangeiro me escreve. Do Brasil, desta vez.

Caro António,
O meu nome é Carlos Ribeiro. Tenho 44 anos e filho de Moscavide Confesso que me emocionei com o seu site. Vivo no Brasil e há quase 3 anos que não vou lá, mas as suas memórias fizeram-me relembrar o meu pai.Um tal Fabião Ribeiro que se fosse vivo teria mais ou menos a sua idade. Também casou em 57 e eu nasci em 58. Será que o conheceu? A minha infância foi passada entre a Marques Beato, o Lactário (onde morava a minha avó), ao lado do "capitalista". Já existia o Café Mimoso, o Solar do Ribatejo e a Fábrica da Pólvora, onde a minha mãe trabalhou tantos anos. Lembro-me dos bailes do Familiar, do Atlético... da Verbena..... o Fabião não falhava um!!! Do jardim, onde eu "roubava" os triciclos aos outros miúdos... o dinheiro não dava para triciclos. Vivi em Moscavide até aos 25 anos. Quantas tardes no Viseu, no Portugal a jogar bilhar.... quantas sessões de cinema no Cine Moscavide. Gostei sinceramente de rever e estou emocionado. Obrigado pelo seu trabalho, um abraço

Carlos (Embora eu seja um pouco mais novo)

Comentário:

É assim Carlos! Quem pode esquecer os bons momentos da juventude, os bailes do Familiar, do Atlético, da verbena, do Café Viseu (o que eu mais frequentava) , do Café Portugal - enfim as recordações boas dos bons tempos de Moscavide, que a distância torna sempre mais vivas.

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2-5-2003

Ora aqui está um moscavidense que não precisou de deixar a sua terra para se entusiasmar por descobri-la na Internet. É que são quase sempre ex-moradores que a descobrem, que se emocionam , me escreve a felicitar e me exortam a continuar

Sr. Gouveia,
Foi com enorme prazer que visitei a sua página referente Moscavide. Apesar de ter nascido em Lisboa, vim para Moscavide com poucos dias de idade, em 1963 e, pelos vistos "estranhamente, ainda moro na mesma casa na antiga Rua dos Marcos actual Rua Dr. António Souto Lopes por cima da Mercearia do Alves. A minha família vive em Moscavide desde 1955, o meu irmão e a minha irmã nasceram lá, na Rua António Maria Pais num 2º andar em frente à residência da D. Ana Araújo que foi professora deles. Eu frequentei a escola "velha" entre 1970 e 1974 (era então conhecido por Paulo Lagoa) e tinha como professora a D. Rosa, que morava na Rua Francisco Marques Beato num prédio junto ao cinema, por cima de uma taberna. O meu pai, Joaquim Vieira Rosa, durante a década de 50 ou 60 chegou a pertencer à direcção dos Bombeiros Voluntários, talvez o tivesse chegado a conhecer (se ainda fosse vivo teria agora 70 anos). Trabalhei no Cinema de Moscavide (Cinema Stop) como bilheteiro e depois na discoteca como o "gajo" das luzes, talvez assim seja mais fácil a minha identificação por outros moscavidenses da minha idade. Casei com uma moscavidense e já tenho um herdeiro de 7 anos também moscavidense. Infelizmente não possuo nenhumas fotos, de Moscavide antigo, para lhe ceder, no entanto já vi algumas num jornal da vila Notícias de Moscavide. Apesar de já ser uma vila envelhecida em todos os seus aspectos, continuo a gostar da nossa vila como no tempo em que era possível brincar nas ruas sem ter preocupação com os automóveis ou saltar os muros do seminário para ir às folhas de amoreira para os bichos da seda e andar a fugir ao guarda que, segundo diziam, tinha uma arma carregada com cartuchos de sal. Espero sinceramente que continue a investigar a nossa terra de modo a ir actualizando o site. Cumprimentos,

Paulo Rosa

 Comentário:

Obrigado, Paulo, por me ter escrito e por ter gostado. Quando eu saí de Moscavide para vir residir em Almada tinha você 7 anos. Não me lembro, portanto de coisas que você aqui assinala, nem me lembro de o cine Moscavide ter mudado de nome para Cinema Stop". O seu pai, sim devo ter conhecido, mas não sou capaz de me lembrar da figura dele. Um abraço e vá escrevendo

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4-03-2003

Mais uma carta do meu Amigo José Júlio Barragán, que reside em Almada, tal como eu, e que,  tal como eu, em Moscavide passou largos anos da sua vida.

Caro Gouveia,
Revendo a página, a memória de Moscavide transporta para o presente muitas das situações descritas. Vejo-as mais claras agora. Estou-me lembrando do meu velho professor (naquela altura era novo) João Mourato, o tal Peirotes, baixo, quase redondo, figura amedrontante que fazia gala em cultivar, talvez para mostrar maior autoridade perante os alunos e que realmente produzia seus efeitos. Tínhamos medo dele, batendo em nossa cabeças com um ponteiro comprido para mais facilmente chegar até nós sem grande dificuldade de sua movimentação, das suas reguadas com um pedaço de madeira de centímetro e meio de espessura. Acontecia sobretudo no ditado, e quantos erros quantos "bolos". Dizia ele - meus meninos agora vamos aos bolos, e começava o "lanche". De mão estendida, doendo mais na alma que no corpo, aguentávamos firmes sem chorar, mais por vergonha dos nossos companheiros. Tínhamos medo dele e quando o víamos na rua fugíamos das suas vistas. Quando as aulas terminavam, em vez de irmos para casa estudar como era desejo do professor, íamos para o jardim jogar a bola e não raras vezes aparecia ele. Era a debandada. No dia seguinte, com sua memória ainda fresca chamava aqueles que tinha visto jogando e então com um sorriso sádico ia cantarolando : Rebola a bola / você diz que dá na bola / quem dá na bola sou eu. Agora sou o Peyroteo, vamos aos golos - e aí começavam as reguadas. Tempos, tempos da nossa infância, em que vivíamos e sentíamos as coisas assim. Naquela época o ensino era este. Pensava-se que a aprendizagem necessitava de austeridade e a função do professor era a de que os alunos aprendessem. No entanto talvez fosse boa pessoa, e seria. Naquelas idades não tínhamos capacidade de análise tão apurada. Anos mais tarde, já "homenzinhos", lembro-me de o ver com frequência, cavaqueando com os amigos (que nesse tempo pouco havia que fazer naquela "aldeia" ) na farmácia Banha onde era habitual juntarem-se. E nós, um pequeno grupo de amigos que nada tínhamos que fazer, ( não havia a droga, só um cigarrinho por vezes) passeávamos conversando, e ele quando nos via voltava-se para os amigos e dizia com um ar de orgulho - foram meus alunos - rapazes inteligentes! Tenho saudades do meu professor. *********************************** Ainda a propósito das figuras típicas de Moscavide, estou-me lembrando do Pátio do Salgado, a quem alguém já citado atribuiu o nome dum filme - O Pátio das Cantigas. De facto o Salgado era uma figura muito engraçada. Tinha uma filosofia de vida muito própria. A sua Taberna e Casa de Pasto era constituída por uma entrada larga e no fundo era o balcão. Para a direita e formando um "L" existiam vários gabinetes com mesas para refeição. Ao fundo a cozinha e a cozinheira era sua mulher D. Fernanda que muito trabalhava. O marido era um mãos largas sempre pronto a receber os amigos que apareciam com suas guitarras e ali passavam a tarde cantando o fado. Para desenjoar jogavam as cartas. O vinho era a companhia, mas muitas vezes faltava porque os fornecedores já não forneciam. A mulher desesperava obrigando-o a trabalhar, mas o seu trabalho eram as cantigas ( daí a alcunha) e para alimentar a convivência em que os copos eram indispensáveis, pedia aos colegas de profissão que lhe cedesse um garrafão cheio. Não me lembro de o ver trabalhar a sério, mas lá que era um homem bem disposto isso é verdade. Era um bonacheirão, passava o dia assobiando e possivelmente era feliz. onde quer que ele esteja que esteja bem. Tenho outras memórias. Noutra altura escreverei porque agora estas já vão longas. Um abraço
Barragán

Comentário:

Obrigado, José Júlio, por esta sua preciosa ajuda no recriar das nossas memórias. Moscavidense, em situação de "exílio", tal como eu. sente-se a saudade perpassar em cada um dos pequenos flashes de pessoas e situações que lhe surgem das pregas do tempo.

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24-02-2003

Outro ex-moscavidense que se emociona por encontrar na internet um página sobre a terra onde passou a sua Juventude e dela teve de se afastar. Quem lá mora não me escreve.

Senhor Gouveia,
Antes de mais venho dar os parabens pela exelente página da minha TERRA. Sou um ex.residente de Moscavide que mora neste momento no CAÇÉM terra de que ñ gosto mas a vida muitas vezes é madrasta e teve que ser. Mas isso agora não interessa.Já tinha visto esta página mas nunca por completo e descobri por acaso no guestbook um antigo colega de escola que é o PAULO CASTANHEIRA que o pai tem a mercearia em frente ao centro social pois andei com ele da 1ª classe até â 4ª classe na escola novissima junto ao seminário onde se jogava muito à bola.Ele possivelmente já ñ se lembra de mim mas não faz mal. Agora a minha vida por MOSCAVIDE: Morei 20 anos na r.salvador allende nº58 2º direito (antiga António luís Moreira), na qual tinha grandes amigos:como: Herlander, Piriquito, Lois, Artur, Jorginho da leitaria, Carlota (filha da leiteira) Rui, Bandeira e claro o meu grande amigo Fernandinho, que toda a gente conhece em MOSCAVIDE que é deficiente e neste momento trabalha na junta de Moscavide. Fui escuteiro / fiz ginástica no Atlético clube de Moscavide, joguei baskete, também joguei futebol no olivaiszinho(cdom) como todo o bom MOSCAVIDENSE. É como um ritual passar por tudo isto em Moscavide e muita gente deve me conhecer pois o meu tio Chico que é inválido era muito conhecido em Moscavide. Tenho saudades dos touros que entravam pela Salvador Allende acima e enviavam tudo o que era caixas de fruta das mercearias pelo ar (quando fugiam do matadouro). Velhos tempos. Depois fui viver para a Portela de Sacavém, estive lá durante 7 ou 8 anos mas estava sempre na minha terra. Não o maço mais mas estou a escrever e estou com saudades da minha terra. Agradecia se possível que quem tiver fotos dessa linda terra que me envie, pois isso fica no nosso CORAÇÃO. Para possível conhecimento da minha pessoa chamo-me MIGUEL (morava na Salvador Allende perto da friquimica e das garagens e do lugar da D Amélia e casa de jogos) e tive um cão branco chamado cherry. Para qualquer contacto: dragonvieira@netcabo.pt
Continue com o excelente trabalho. VIVA MOSCAVIDE
 Luís Miguel

Comentário:

Obrigado Luís Miguel, por ter gostado da minha página É bem verdade que só depois de se perder um bem é que se lhe dá o devido valor. Quanto ao seu pedido de fotos antigas de Moscavide, também eu gostaria que alguém me enviasse algumas

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30-8-2002

Mais uma carta de um antigo moscavidense/olivalense e mais uma vez do Canadá, desta feita de Montreal. Afirma-se extremamente comovido por recordar vivências da terra que deixou há quarenta anos e os dias felizes que ali viveu.

DEAR FRIEND,
Hoje foi para mim um dia muito feliz, pelo simples facto de ter encontrado a tua página na Net. Também, como tu, sou fanático por computadores e assim ando sempre a navegar na Internet, foi assim que hoje por acaso indo de link em link fui parar á tua página. Para começar, devo dizer que já me fizeste chorar ao ler as tuas recordações do passado, somos da mesma idade, vivemos no mesmo local e muitas das tuas memórias são iguais ás minhas. Mas quem sou eu ? deves pensar. Pois vou te dizer: Sou o Raul, teu antigo colega escuteiro no Grupo 146 S. José. Agora já te recordas de mim? Morava nos Olivais. Lembras-te do "Farripas" nos acampamentos da Roliça e Torres Vedras? Adorei ler a tua descrição sobre o Padre Gregório, tenho algumas cartas que ele me escreveu quando éramos escuteiros, guardo-as como um tesouro. A ultima vez que o vi foi em 1960.Esteve em minha casa aí em Moscavide. Em 1962 saí de Portugal e já lá vão 40 anos que vivo no Canada e nunca mais tive contactos com antigos colegas escuteiros, por isso deves calcular a emoção que hoje senti ao ver a tua página. Tenho tantas coisas para contar, por isso, agora que tenho o teu adress, vou-te chatear de vez em quando. Termino por agora com um grande abraço e saudações escutistas SEMPRE ALERTA-
Raul Fernandes Luis,
2 Beaufort,D.D.O.Montreal

Comentário:

Meu bom Raul, não ficaste mais comovido do que eu por saber novas de um amigo que eu pensava desaparecido - como tantos outros - perdido na bruma do tempo e da distância. Quantos amigos de infância se perdem para sempre, muitos e muitos anos antes de a as leis da vida terem cumprido com eles a inexorável ceifa a que todos estamos destinados! Fico feliz por te ter reencontrado e gratificado pelo prazer que te proporcionei pelo simples facto de ter feito a despretensiosa Página que põe o nome de Moscavide na Net

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19-8-2202

Parece que o Canadá inteiro (pelo menos os moscavidenses que lá moram) me descobriu. É do Canadá que esta carta me chega.

Amigo António Gouveia,
Eu estou a escrever esta mensagem com lágrimas nos olhos. Por casualidade falando com um dos teus primos acerca de Moscavide terra nunca esquecida, ele me mencionou que tinha um primo, chamado António Gouveia, Comecei por lhe dar todas as informações a acerca de ti, onde ele me diz é realmente o seu amigo de infância. António tu viveste na mesma casa a onde eu nasci eu em baixo e tu em cima, assim como todos os teus irmãos José, António, Diamantino, Lau, M. Alice António comecei por ler as tuas cartas na internet acerca da nossa sagrada terra que nós nunca esqueceremos que é MOSCAVIDE ,assim como dos nos velhos amigos que tu mencionas nas maravilhosas cartas. O meu nome é Fernando Miguel Rato Carreira morador na Rua do cauteleiro de fronte do sapateiro que era o SR. Antonio . O meu amigo e teu primo é CARLOS SILVA . António, já se passaram 50 anos! Despeço-me e desejo-te muitas felicidades para ti e para toda a tua família AGRADECO QUE ME RESPONDAS. Obrigado
 Fernando Miguel Rato Carreira Canadá
- Toronto '883 McNicollAve.Suite 818 Scarborough. Ontario M1V-5M3 Canada
carreira@coloseum


Comentário:

Este "jovem" do meu tempo, partiu para o Canadá há 50 anos e agora chora de emoção ao descobrir histórias de Moscavide - a sua terra - a tantos anos e tantos quilómetros de distância. Vi-o nascer. Viu a luz do dia numa casa por baixo da minha, vi-o crescer e a vida nos separou. Só a Net fez o milagre deste reencontro. O prazer é recíproco, Fernando. Qualquer dia a gente vê-se.
NOTA POSTERIOR:
O Fernando veio a Portugal, poucas semanas depois desta carta. Não nos chegámos a encontrar. Ficava para a próxima, dissemos. Não houve próxima. O Fernando faleceu no Canadá em 1 de Maio de 2003

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30-4-2002

De novo um ex-moscavidense e de novo um jovem, se dá ao trabalho de me escrever para me manifestar o seu agrado por encontrar referências na Internet à terra onde nasceu ou viveu e me felicita pela forma como essa terra é apresentada.

Caro Senhor Gouveia,
Após duas ou três horas "embriagado" com o conteúdo do seu site, ao qual cheguei por inocente coincidência, decidi escrever-lhe umas linhas também como resposta á solicitação " Fórum - Moscavide Actual ". Antes de mais parabéns pela sua bonita idade e admito que fiquei largamente surpreendido em encontrar alguém mais velho do que eu nestas andanças dos sites, com o devido respeito, como é óbvio. Então passemos ás coincidências. Nasci, por opção dos meus pais que já viviam em Moscavide desde 1966, em Lisboa, na Maternidade do Povo ( Alfredo da Costa ), tendo voltado depois do parto normal, á minha terra Moscavide onde estudei, habitei, cresci, asneirei e outras coisas afins até aos 26 anos. Depois de 26 anos de Moscavide, fui raptado numa tarde de calor na Costa da Caparica, pela minha actual esposa Ana Margarida (!) que desde que nasceu não conhecia outra casa senão a sua na Avenida 25 de Abril (!) em Cacilhas, Almada para onde vim viver durante 3 anos. Como não posso viver sem o Rio, como gostei da terra e como o meu pai foi bombeiro durante 30 anos, decidimos por cá ficar em Cacilhas e fomos para a Rua Elias Garcia pegadinhos ao antigo, velhinho e futuro museu (espero) quartel dos Bombeiros Voluntários de Cacilhas. Tudo isto resumido completam as minhas muitas para uma coisas e poucas para outras, 32 primaveras. Outras coincidências interessantes é que como bom moscavidense que se preze fui ginasta do Atlético Clube de Moscavide e para finalizar neste momento pertenço ao Sindicato dos Bancários. Em Moscavide vivi sempre na Rua Benjamim Ferraz de Melo anteriormente chamada Vila dos Marcos onde ainda hoje existe a sede da Columbófila Esperança. Semanalmente continuo a seguir de longe um dos meus clubes do coração, o CDOM. Gostava de contribuir com algumas fotos mas infelizmente acho que a única de interesse que possuo não tenho possibilidade de a scannerizar dado ser de grandes dimensões. Trata-se de uma fotografia aérea que em boa altura comprei e que me custou os olhos da cara. Não estou certo mas data do inicio das terraplenagens preparatórias da expo98. Realmente é curioso como este mundo da internet é tão grande e tão pequeno ao mesmo tempo!... Penso que nunca os nossos caminhos se cruzaram, ou talvez sim, mas duma coisa estou certo se esse dia vier a surgir será com certeza um dia enriquecedor para mim, porque o saber não ocupa espaço, e como coleccionador que sou de várias coisas, a minha favorita é a do conhecimento. Um Bem Haja e longa vida para o site e para o seu criador.
Vitor Carmo
Almada http://www.ZorGabor.co.pt

Comentário:

As voltas da vida fizeram que este antigo moscavidense viesse morar para bem perto de mim, aqui em Almada. Não tenho o prazer de o conhecer, mas ocasiões não vão faltar para nos encontrarmos e fazer reviver em ameno prosear recordações da terra que nos foi comum ======================================

15-4-2002

Eu não digo? Não há como perder o que se tem, para ver a falta que nos faz. Os moscavidenses que me escrevem são moscavidenses que já não lá moram. E este não foge à regra. Não me diz onde reside, mas o certo é que já não lá mora e por isso lhe deu prazer descobrir na Internet o nome da sua terra, ou da terra onde viveu.

Caro Amigo:
Quero dizer que gostei muito da sua página. Claro está que tudo o que diga respeito a Moscavide eu gosto. Nasci em Moscavide na rua António Luís Moreira, agora Salvador Allende, e sempre que vou a Moscavide sinto-me renascer, se bem que acho algumas coisas mal, por exemplo o pagamento do estacionamento, tenho a certeza se fosse no meu tempo não duravam muito, mas enfim. Outro caso, este mais grave, é o que fizeram do jardim público: o corte das arvores e espaços sem sombra. Lembro-me, da ultima vez que lá passei, de os velhinhos estarem sentados nos poucos bancos completamente ao sol. Não sei como foi possível autorizar o corte de árvores centenárias, mas foi o que aconteceu. Sinto imensa pena de não haver cafés como antigamente onde as pessoas se podiam reunir, mas deve ser o tal desenvolvimento moderno. Quero aproveitar aqui para comunicar uma notícia que fiquei um pouco triste de saber da morte do Sr.Freitas do café Royal, sitio de onde tenho imensas recordações da minha aprendizagem de bilhar, snooker e ping-pong Um abraço e até sempre. VIVA MOSCAVIDE
Pedro Montanha

Comentário: Obrigado, Paulo. Obrigado por ter gostado e por se ter dado ao trabalho de me escrever. Lamenta o facto de o Moscavide actual já não ser exactamente aquele que conheceu há quinze ou vinte anos, imagine o que eu sinto quando me lembro desta terra setenta anos atrás. É o progresso! Quanto às árvores do Jardim lembro-lhe que não são centenárias. Foram plantadas (e eu vi plantá-las) em 1940 - Há sessenta e três anos, portanto

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 3-4-2002

Outro ex-moscavidense que me escreve de longe, do Canadá, roidinho de saudades e ficou contente por encontrar em tão distantes paragens referências à terra onde cresceu e se fez homem.

OLÁ, SENHOR GOUVEIA,
ALENTEJANO DE ALMA, MAS MOSCAVIDENSE DE CORAÇÂO ESTOU A ESCREVER-LHE DO CANADÁ, TORONTO. QUERO PRIMEIRO DETUDO,CONGRATULAR PELA PÁGINA ,GENIAL, ESOBRETUDO, DE OFELICITAR POR TAL INICIATIVA, POIS É DE SE LOUVAR O TRABALHOSO ACTO DE NARRAÇÃO DE QUE TIVE O PRAZER DE LER, MAS TAMBÉM DE ME INTEIRAR O QUANTO REMOTO SÃO AS SUAS MEMÓRIAS DA NOSSA QUERIDA VILA DE MOSCAVIDE. LAMENTO DIZER QUE O NÃO CONHEÇO, MAS NO FUNDO, TRATANDO-SE DE UM MOSCAVIDENSE DE CORAÇÃO,,,,,NÃO SEI É COMO SE O CONHECESSE NA REALIDADE,......
BEM VOU ME APRESENTAR: NASCI NO ALENTEJO, FUI PARA MOSCAVIDE COM MEUS PAIS E TRÊS IRMÃOS. EU TINHA 8 ANOS.MOREI ATÉ AOS TREZE ANOS DE IDADE NO Nº 97 DA AV. DE MOSCAVIDE, MESMO EM FRENTE À SAÍDA PARA SACAVÉM, ONDE AINDA MORA UMA IRMÃ,,,, O MEU NOME É ANTÓNIO PEREIRA, CRESCI EM MOSCAVIDE, FIZ A QUARTA CLASSE EM MOSCAVIDE NA ESCOLA DO LEITÃO, TRABALHEI CERCA DE 11 ANOS, NA LOJA DE FERRAGENS NO Nº 26 DA AV. DE MOSCAVIDE, MAIS CONHECIDA POR ESTÂNCIA DE MADEIRAS DO SENHOR FRANCISCO DOS SANTOS, QUE O SENHOR CERTAMENTE SE LEMBRA, DEPOIS MOREI NA ESTRADA DA CIRCUNVALAÇÃO, NA CASA DE CANTONEIROS, PERTENCENTE À JUNTA AUTÓNOMA DAS ESTRADAS, QUE HOJE NÃO EXISTE, E ONDE SE ENCONTRA HOJE O NOVO QUARTEL DE BOMBEIROS, POIS É COMO O SENHOR DIZ NA SUA PÁGINA: VILA ONDE CRESCEMOS, APRENDEMOS A SER GENTE, ONDE CASÁMOS E SAÍMOS LEVANDO ESSES TEMPOS NA MEMÓRIA. MINHA ESPOSA NASCEU NA AZINHAGA DO JOGO DA BOLA, FAMÍLIA DOS BARROSOS. MEU SOGRO FOI VARREDOR DA CÂMARA DE MOSCAVIDE POR MUITOS ANOS..TALVEZ O SENHOR SE LEMBRE.
 A FOTOGRAFIA QUE LHE ENVIO É DE UM CONJUNTO MUSICAL QUE FORMEI NO FIM DA DÉCADA DE SETENTA, COM RAPAZES AMIGOS, TODOS DE MOSCAVIDE. EU SOU O DO MEIO, COM ÓCULOS, DE CIGARRO NA MÃO. O GRUPO CHAMAVA-SE ALFA QUATRO E TOCÁVAMOS NOS CLUBES DE BAILE E COLECTIVIDADES. VOU TERMINAR, ENVIANDO UM ABRAÇO, FELICITAÇÕES, E CONTINUAÇÃO DE BOA SAÚDE E VIVA MOSCAVIDE,,,,,,ONDE VOLTAREI NO PRÓXIMO JULHO PARA FÉRIAS E REVER OS AMIGOS. CUMPRIMENTOS E ATÉ SEMPRE JÁ AGORA SE QUISER CONTACTAR COMIGO O MEU E-MAIL
É :alfaquatro@hotmail.com
 ANTÓNIO PEREIRA
 CANADÁ

 Comentário:

É este prazer que dou aos outros o maior prazer que eu tenho em ter criado e em manter esta página. Muitas Felicidades por aí, amigo António Pereira

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22-3-2002

Mais um jovem de Moscavide que me escreve. Este não me felicita pela Página mas, pelo contrário, manifesta-me o seu desagrado pelo facto de ter incluído o nome de um tal Gaião (que ele julga tratar-se do seu avô) no grupo dos numerosos adoradores de Baco que proliferavam no Moscavide da minha infância).

Boa noite, Senhor Gouveia,
Ao pesquisar na net sobre o nome Gaião, encontrei a sua página a referenciar a MOSCAVIDE dos anos cinquenta. Infelizmente ao pesquisar na sua página onde se encontrava a palavra "gaião", encontrei a associada a figuras típicas (como lhe chama) mas nada abonatória de bom nome para a pessoa em questão (e já falecida em 1987). Quem lhe escreve estas linhas é um dos seus 6 netos, ajudado por um dos seus filhos. Logicamente não aceitamos de bom grado a comparação do nome do nosso familiar ás outras figuras em questão, pois não tecendo comentários sobre os outros, poderemos afirmar que ele poderia sobressair dos demais por outras qualidades que não referiu. Por exemplo as suas qualidades como pintor e até como um dos melhores basquetebolistas de Moscavide na época. E a sua dedicação á columbofilia? aliás segundo sei existiam bastantes columbófilos em Moscavide e pelas linhas que li, nem uma referência a tal desporto. Bom mas por agora ficamos por aqui, pois estas palavras apenas tentam avivar a memória de quem tanto diz conhecer Moscavide. Propunha-lhe que já agora indagasse um pouco mais por outros nomes, tais como, chico-pardal, palmadas, cachucho, Pedro furão, Zé Basílio entre tantos outros. Cumprimentos
Carlos H. R. Gaião

Comentário:

O velho Gaião a que me refiro não é, de forma alguma, o avô deste jovem. O seu avô, que era pintor de profissão e óptimo jogador de basquete, conheci eu muito bem e nunca me constou que fosse especial apreciador da pinga (e que fosse! Beber é uma opção pessoal que não responsabiliza ninguém além do próprio.) Também me faz o reparo de que não citei outras figuras típicas de ele se lembra e de que eu não me lembro. Que é que eu posso fazer?!!! Estas são as minhas recordações. Não me posso recordar das recordações dos outros. Muito faço eu!

Num ponto tem este jovem razão: não fiz qualquer alusão a uma modalidade que remonta aos tempos mais recuados de Moscavide, a columbofilia, com Clube e sede própria na Rua Laureano de Oliveira. É por isso que eu peço e agradeço achegas que possam complementar as minhas recordações. Obrigado Carlos

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9-03-2000

Desta vez é do Canadá. É mais um moscavidense que, longe Pátria se emociona ao descobrir na NET uma Página dedicada à sua terra.

Sr. Gouveia,
Apenas posso dizer bravo ao seu trabalho , sou de Moscavide familiar de pessoas que o sr. conhece. Sou genro do falecido " Manel balão " irmão do João da Floresta da povoa de St. Adrião descobri o seu trabalho por mero acaso , em momentos de nostalgia mais ou menos difíceis de passar e.. acredite vieram-me as lágrimas aos olhos Estou a escrever-lhe do Canadá . Desejo que continue a proporcionar aos mais jovens como eu que apenas tenho 45 anos e a outros com muito menos idade momentos tão belos como eu tive ao ler estas suas linhas. foi um prazer Francisco Soldador CANADÁ (morava na rua Arminda Gomes de Carvalho n* 4 junto ao largo da igreja.) Comentário: A carta deste correspondente, que não conheço pessoalmente, dá-me particular prazer por ser familiar de amigos meus, que comigo partilharam algumas das peripécias de que falo nas páginas do meu site Um abraço,
Francisco José

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23-11-2001

Cá está mais uma jovem, de 27 anos, que nem sequer mora ou nasceu em Moscavide e me dirige, a propósito da minha página e das memórias que nela desfio, as sentidas palavras que a seguir transcrevo.


Olá! Que descoberta!!!!
 Chamo-me Lubélia Machado, provavelmente este nome não lhe diz nada, mas se lhe disser que sou neta de Carlos Simões e sobrinha de Victor Simões, talvez... mesmo não me conhecendo, me identifique. Também não o conheço pessoalmente mas oiço falar de si há muitos anos. Comecei a ouvir falar de si pela boca do meu adorado tio Quim (sempre presente entre nós, apesar da ausência física), ultimamente é o meu tio Victor e o meu avô que me falam sobre si. Gostava de o conhecer pessoalmente e poder desfrutar de todas as suas histórias, versos, fotos, enfim... Em 1999 iria comparecer a um dos vossos almoços dos "Borrachos dos 50" mas algo me impediu de ir e a curiosidade manteve-se até hoje. Guardo alguns dos seus versos e também possuo a história sobre o seu irmão. Há cerca de 2 semanas o meu tio Victor deu-me o endereço do seu site e desde então tenho devorado tudo a "seu respeito". Tenho 27 anos e sou formada em Engenharia Química Industrial. Sou muito"caseira" e adoro coleccionar selos e viajar. De Portugal à China passando por Paris (a minha cidade do coração), Itália, Tunísia e Macau, posso dizer que conheço muito do que este mundo nos oferece. Aguardo uma eventual resposta Sem mais
, Bela (o nome porque todos me tratam)

Comentário:

Não canso de me espantar (e de me emocionar também) com a repetida constatação de que as memórias de um passado já tão remoto possam suscitar um interesse tão grande por parte de gente tão jovem como é a maioria das pessoas que me escrevem. Não, Bela,não te conheço, mas o teu pai e sobretudo os teus tios, Quim e Victor, foram meus queridos companheiros e comparsas de muitas das aventuras vividas na aldeia que era Moscavide há cinquenta e alguns anos atrás. Obrigado pelas tuas palavras

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31-8-2001

Mais um Jovem ( e este da Holanda) que me escreve, feliz por encontrar na Internet, longe da Pátria, uma página onde se fala da terra onde nasceu.

Olá Sr. Gouveia,
Bem para começar tenho 25 anos e nasci em Moscavide isto é fui feito em Moscavide no qual viria a morar lá até aos 10 anos. O meu pai quase toda a gente o conhecia “ Era um Ardina que tinha um Quiosque perto do Estádio, seu nome Lúcio de Sá. Gostei de ver Moscavide, minha vila de criança na Internet. Moro fora de Portugal, Resido na Holanda há pelo menos 10 anos mas hoje estava a passear pela “ Net “ e faço uma busca sobre Moscavide e qual a minha admiração, fiquei contente de ver a sua página , e também muito admirado pelo facto de ver a escola onde andei na sua página “ Escola Velha", a de 1944. Fiz lá a minha 1ª. até à 4ª Classe “. Estou emocionado aliás só de ver Moscavide e de alguém a falar sobre esta Vila “ de Cimento “ fico contente “ meu filho observa sem perceber patavina de Português mas “ O moço é Holandês e não sabe ler português “, ele está com sorrisos e a dizer DankWell “ Obrigado “ Obrigado
 Pedro Lucio Estevens Ciyper
s HOLANDA

Comentário:

Emocionado fico eu também por ter contribuído para esse pequeno prazer. Só por esta carta, já valeu a pena o trabalho de ter construído a Página

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17-7-2001

É um jovem, morou e cresceu em Moscavide, onde continua a sua família mas a vida levou-o para outras paragens. Viu o meu site, gostou e dirige-me palavras muito simpáticas acerca dele.

 Sr. Gouveia,
Aqui vai mais um efémero comentário ao seu excelente trabalho sobre a "´nha terra"!!! Apesar de não ter lá nascido, vivi lá os 33 anos da minha vida, até juntar os trapinhos no mês passado, e com muita pena tive que abandonar a vila. O seu trabalho está excelente, e deve fazer inveja a muitas ´merdas´ que publicam na net. Espero que Deus lhe dê muitos anos de vida para a manter actualizada, pois seria uma grande perda, para todos os moscavidenses (Não sei se é assim que se chamam, ou melhor que nos chamamos), perder-se estas memórias, este património. Sim este património, pois a sua página deveria fazer parte do património da vila. Que eu saiba não existe nenhum site oficial sobre a vila, porque não interceder junto da junta de freguesia? Penso que será a entidade indicada para a sua criação, onde acho que o seu trabalho deveria figurar. E que seria uma maneira de perpetuar o seu trabalho, junto de informação mais actualizada sobre a vila. Senão os velhos vão indo ... os novos vão fugindo ... e a história perde-se Certamente que não me conhece nem aos meus familiares, mas já agora fica aqui uma pequena informação: o meu pai, Mário Castanheira, está estabelecido em Moscavide desde (sem certeza exacta) 1960, na Rua Arminda Gomes de Carvalho Nº 5 (Mercearia) em frente ao Centro Social e Paroquial de Moscavide. Eu, para ser sincero nunca tinha ouvido falar na sua pessoa, apesar de conhecer algumas das memórias relatadas na sua página, pois em conversas de café com alguns "históricos" de Moscavide, vai-se conhecendo alguma da sua história, mas nada que se compare com o seu excelente trabalho. Obrigado e continue ...Um abraço

Paulo Castanheira

Comentário:

Olá, Paulo Castanheira,
Devo confessar que de todos os comentários sobre a minha página o seu foi talvez o que me deu maior satisfação, pois se trata do primeiro habitante actual de Moscavide a escrever-me sobre o assunto. Outras pessoas o têm feito, mas nenhuma delas ali reside agora. Ora finalidade da página era exactamente, para além de dar prazer aos "rapazes" do meu tempo (mas esses, geralmente não são fans da Internet) era suscitar a curiosidade e porventura o interesse dos moradores mais novos. Obrigado, pois pelo seu interesse e pelos termos amáveis com que se lhe refere. Também apreciei a sua opinião de que a Junta de Freguesia devia ter um site oficial. E devia mesmo. Devia ter um site sobre as actividades actuais da vila com links para outra páginas, como a minha, que se referissem a outros assuntos relacionados com a vida e as memórias dos que aí viveram. Mas qual o quê? Nem fazem, nem valorizam o que outros modestamente tentam fazer. Escrevi-lhes a dar conhecimento da existência da minha página e solicitando-lhes que divulgassem o seu endereço no boletim ou órgão informativo da Junta, pois acredita que nem à merda me mandaram?!... Fiz o mesmo em relação à Câmara de Loures e obtive como resposta o mesmo ensurdecedor silêncio. Quanto ao que me diz de si e da sua família devo dizer-lhe que me lembro efectivamente dessa mercearia naquela Rua, mas não do seu proprietário, pois a minha residência em 1960 era na  Rua Infantaria 7  e quando deixei Moscavide em 1971, teria você, portanto uns três anos.  morava na Rua Combatentes da Grande Guerra (a rua do Apeadeiro)
Um abraço

A.Gouveia

 Nota posterior: É de justiça referir que a actual vereação da Junta de Freguesia de Moscavide corrigiu esta lacuna, colocando no seu site um link para a minha Página, em Maio de 2003 Já agora, aqui fica um link para o site da Junta de Freguesia: http://pwp.netcabo.pt/jf-moscavide

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 5-6-2001

É o que eu digo. São sobretudo os jovens que se interessam pelas coisas do passado. bendita juventude! Cá está outra:

Sr. António Joaquim Gouveia,
Venho por este meio felicitá-lo pelo excelente trabalho que pôs à "nossa" disposição através da Internet, sobre a vila de Moscavide e as suas histórias. Fiquei extremamente sensibilizada pela sua abordagem através dos tempos, dum tempo que apesar de eu não ter vivido, porque sou uma jovem de 26 anos, me traz muitas saudades e nostalgia, pois também tive a sorte de me deliciar e saborear todas as histórias dos meus avós, suas vidas, outros tempos... Muitos parabéns, muitas felicidades e até sempre.

Madalena Santa-Marta

Comentário

Cara Madalena, Julgo que não a conheço, mas (e por isso com mais razão) agradeço-lhe a amabilidade de me ter escrito e de ter apreciado a minha página. É fantástico e é surpreendente mas são sobretudo os jovens que a apreciam e que me escrevem a seu respeito. Fico contente. Já agora, uma pergunta. É em Moscavide que mora? E foi lá que moraram (ou moram os seus avós? Até sempre
 
A. Gouveia

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11-6-2001

Sr. António Gouveia, Não de facto não me conhece, pois não vivo em Moscavide, aliás moro no "outro" extremo oposto da cidade de Lisboa, mais concretamente em Linda-a-Velha. Tive à cerca de um mês o meu primeiro contacto com Moscavide, visto ser finalista de Arquitectura, na Faculdade de Arquitectura de Lisboa, e de me encontrar a fazer um trabalho sobre, não só Moscavide, mas também toda a zona envolvente do Parque das nações. De facto pensava em enviar-lhe algumas fotografias que tirei em Moscavide a título de curiosidade, se assim o desejar. Quanto ás histórias dos meus avós e dos meus pais, também elas não passam por Moscavide, mas sim por outras terras de Portugal e por este lado da "cidade", simplesmente acho que o termo de comparação foi mais "universal", no sentido em que todas estas histórias (para mim de encantar), tanto se podiam ter passado aqui, como aí, o facto é que foram noutros (bonsvelhos) tempos. Agradeço a sua simpatia por me ter respondido e desde já lhe prometo que vou visitar a sua nova página com mais tempo, visto que por acaso já "passei" por ela. Mais uma vez as minhas felicitações pelo seu excelente trabalho. Com os meus melhores cumprimentos Madalena Santa-Marta.

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20-4-2001

Com o título "Moscavide On Line", encontrei há dias no portal da Gertrudes ) uma página, ainda no começo, de um jovem de nome Luís Barbosa que se referia à minha página. Transcrevo a seguir o texto do Luís Barbosa:

Actualmente resido nos arredores de Lisboa, mais precisamente em Moscavide. Moscavide é uma vila com cerca de 10000 habitantes e pertence ao Concelho de Loures. Faz parte do processo de evolução da cidade de Lisboa tendo sido procurada em massa nas décadas de 50 e 60 devido ao êxodo rural das populações (maioritariamente alentejanas) que procuraram melhores empregos na capital. Para uma melhor compreensão desta vivência, sugiro a visita à página do Sr. António Gouveia em: http://pwp.netcabo.pt/0662339101

Comentário:

Claro que fiquei contente. É sinal de que começa a suscitar a atenção da pessoas interessadas na história de Moscavide antigo. E curiosamente esse interesse vem de parte de gente jovem.

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13-4-2001

Mais um jovem a interessar-se pela minha página! Senhor Gouveia Fica aqui um abraço de alguém que o admira, ainda mais depois de visitar a sua "página", muito bem elaborada e com um espírito super-jovem, exemplo para todos nós, que temos ainda um caminho a percorrer, e nos motiva a saborear as coisas boas da vida e dar valor quando elas acontecem. A juventude não tem idades, Natalino Homem Vicente Comentário: Ai não que não tem! Obrigado, Natalino

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 10-4-2001

Do José Júlio Barragán, moço também criado em Moscavide e mais novo do que eu uns seis ou sete anos, recebi hoje este texto, a propósito do "Nosso Rio".

Caro Gouveia.
Ao ler o Nosso Rio senti-me momentaneamente transportado numa viagem a um tempo que existia guardado na memória dum pequeníssimo espaço do meu cérebro, e que jazia adormecido pela necessidade de armazenamento das novas imagens que vamos criando, e pela vida que vamos vivendo. Mas eis que de repente aconteceu, lembro-me perfeitamente da descrição feita pelo Gouveia. É mesmo isso. O Rio das fragatas (que já não vemos) que passavam com suas velas enfunadas ao vento, umas vezes, e outras suaves num deslizar lento pela falta do mesmo vento, mas aproveitando a subida ou descida das marés. E lembro, como nós garotos, irreverentes que éramos, gritávamos da margem para os tripulantes "macaco vai ao leme e o corno não leva azeite" e o coro que de lá se soltava num chorrilho de impropérios como resposta à ofensa que não sabíamos qual era. Ainda hoje não sei o que aquela frase queria dizer, porque nós nessa idade repetíamos as coisas sem conhecer o motivo, e nem isso também interessava. Lembro o "Bico", que eu sabia que existia, mas não recordava o nome. Foi aí que aprendi a nadar, ou supunha que tinha aprendido. Era uma abertura numa falha das pedras que marginavam o rio. Por essa abertura entrava a água pela terra dentro formando uma pequena enseada que nos permitia "ter pé". Estou a vê-lo perfeitamente, o seu esboço, a sua geometria. E depois desses banhos, teríamos que fazer mais qualquer coisa porque o tempo era muito, e daí partíamos para nova aventura. O Poço era a atracção, a uns 100 ou 150 metros para cima, porque o poço ficava numa parte do terreno de cota mais elevada. Era formado por uma parede circular de meio metro de altura e cuja parede nalguns pontos já quebrada deixava extravasar a água para o terreno. O poço tinha quatro a cinco metros de diâmetro, a água era verde, cobertas de limos que tínhamos que afastar. A água era estagnada mas mesmo assim era um gozo tremendo, um chamamento para a necessidade que tínhamos que mostrar a nossa capacidade de aventura. Perdoem os pormenores mas é que à medida que vou escrevendo vejo tudo como se fora hoje. Um dia, como habitualmente, juntávamo-nos todos lá. Uns nadando, outros vendo. Destes últimos, era o meu caso. O desejo era grande de me lançar no poço, mas o medo era maior, porque ainda não sabia nadar o suficiente e o pouco era somente "à cão". Desafiaram-me, "lança-te, lança-te, se não conseguires a gente ajuda", disse-me o Laureano, e eu com os brios à prova lá me atirei. Os primeiros movimentos não correram mal mas quando cheguei a meio, percebi, pela diferença da impulsão, a água doce era bem diferente da salgada. E aí assaltou-me o medo e deu-me para ficar inerte. O Laureano (teria morrido cedo, ainda menino, constou-me mais tarde) conforme prometera, lançou-se à água, deu-me um empurrão e foi o suficiente para me agarrar desesperadamente ao muro do poço. Penso que não tive "vergonha" e que tempos depois teria lá voltado. Era assim a maioria dos jovens, inconscientes, aliás próprio dessas idades descuidadas. Foram tempos bons, diferentes daqueles que viriam, mas que desconhecíamos Uns bons, outros maus, conforme a sorte, a capacidade e oportunidade de cada um. Afinal é isto de que é constituída a vida. Mas que era bom, lá isso era!... Estou vendo tudo, a Rua Nova, que era a mais velha que conheci. Pequenos prédios de um ou dois andares já degradados, dum lado, do outro um muro nas mesmas condições. ...as instalações da moagem!... Tudo!... Lembro ainda a Finalmarina, um barco estranho, com um tubo na vertical, parecendo uma enorme chaminé que apontava ao céu. Ainda não existia a Expo... ela só aconteceria "graças" à Finalmarina, que todos os dias, creio que duas vezes, ali aparecia para despejar toneladas de areia e água, formando pequenas lagoas. E nós felizes, pela ilusão de que estaríamos numa praia "sério". Numa frente, qual guarda avançada, de uns 150 metros roubados ao rio para depois avançar para o interior, lançava-se areia até atingir terra firme e aí tudo ficar ligado. Era depois montada numa sequência de vários tubos com cerca de 60 centímetros numa estrutura, para que a areia fosse introduzida através deles e fixar-se no interior. Mais tarde toda essa areia seria coberta com terras e materiais de entulho para solidificação da mesma base. Ora, este tubo constituía motivo para uma nova aventura, porque o percorríamos de joelhos (só assim era possível) de uma ponta a outra o que levava um certo tempo. Acompanhava-nos sempre a preocupação "e se a Finalmarina aí chega e despeja as areias ?" Aí consistia a prova de valentia. Uns faziam, outros não. Este barco, soube anos mais tarde, teria sido vendido ao Egipto e se teria afundado no Canal do Suez. Mas toda esta brincadeira é própria dos jovens de todas as épocas, penso eu, só que as condições mudam e são diferentes. É um percurso normal de aprendizagem, para outros caminhos, outras certezas. Foi bom esse tempo, mas este também é. Tudo depende de nós sabermos construir a felicidade. Por vezes não é fácil mas vale a pena tentar. É certo que nesse tempo a vida era mais simples, a ingenuidade era maior. Hoje para os jovens é mais difícil, a droga (que desconhecíamos) a TV com os exemplos que conhecemos, o desemprego e todo um rol de problemas nesta época de globalização. Mas há a esperança do Homem vencer todos estes escolhos. Hoje temos o gosto de ter vivido todo esse tempo de juventude, e termos a certeza de que valeu a pena. Vamos continuar melhorando-nos a nós próprios na consciência de que procuramos os caminhos da Paz. Desculpem-me esta pormenorização, mas ela é fruto das lembranças que me foram aparecendo e não podia deixar de as registar. Mais coisas ficaram por dizer. Ma outros o farão, com certeza. Um abraço do
Barragán

Comentário:

Sinto-me contente por ter feito com que as memórias deste amigo viajassem até aos tempos que nesta crónica evoco. No desfiar dessas memórias ele próprio veio acrescentar outras, de que nem eu me lembrava. É assim, no entrecruzar de recordações que se faz a história de uma época. Obrigado, José Júlio, pela preciosa achega que o seu texto veio trazer para a reconstituição do que era Moscavide no nosso tempo de crianças e adolescentes. Venham mais achegas!

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3-4-2001

A propósito da crónica "O  Nosso Rio", escreve-me o meu Amigo António Damião

Delicioso. Há que continuar. Apenas uma pequena precisão: o clube hoje é "Olivais e Moscavide". E já agora para que o texto fique uma perfeição, uma gralha: Sendo óbvio que ela não saltara as chulipas como nós, imagine-se a volta que ela tivera de dar até chegar junto do filho com o seu indesejado útimo modelo de fato de banho. António Damião

Comentário:

Ai as malvadas gralhas!!! Já fiz a correcção. Obrigado Damião
 

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3-4-2001

Sobre o novo item do site, "O nosso Rio, escreve-me a Anabela Adónis:

Este novo item (O NOSSO RIO) está lindíssimo.... quase consegui vislumbrar aqueles "borrachos" a saltar as chulipas para se pirarem até ao nosso Rio fazendo as travessuras próprias da idade.... que tinham como consequência quase fatal aqueles fatos de banho tipo Portugal Fashion, em puro cabedal, com umas fivelas a adorná-los..... O site está cada vez melhor! Continue!!!!... porque só o Titó com essa irreverência (temos de constatar que estamos perante uma verdadeira irreverência cibernauta!!!!) que lhe é típica e com a sua maravilhosa memória pode deixar um retrato dessa terrinha que tão bons homens legou! Beijinhos grandes da
Anabela Adónis

Comentário:

É verdade, Anabela, e entre esses homens bons estão o teu pai e teus tios, também criados em Moscavide. Obrigado pelo encorajamento

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30-3-2001

Não faço ideia nenhuma quem é este Paulo Lima que me escreve e me trata pelo nome próprio

Caro António,
Assunto: Página na Net.
Todos tivessem o seu espirito, o seu querer, a sua audácia. Em suma, a sua vida. Não vou conjecturar sobre a página. Prefiro homenagear quem a fez. Um grande abraço e continue.
Paulo Lima
 Lisboa
 

Comentário:

Obrigado, Paulo, Não te conheço, não me dizes nada a teu respeito, mas mais prazer me dá, portanto, receber mensagens como estas. São um grande incentivo.

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O ELOGIO QUE NÃO ERA
Recebi de um desconhecido um e-mail (cujo fundo era o frontispício, aliás muito bem elaborado, de um "site", a seguinte mensagem:

Amiguinho/a obscuro Gostei muito da tua página. Achei-a interessante e muito agradável na sua concepção. Dentro do mesmo espírito, gostava que visitasses e ajudasses a divulgar a minha página: http://www.geocities.com/marcoesquizo/ Conto contigo Um abraço sufocante
Marco Esquizo

Comentário:

Eis uma a forma inteligente de o elogiador publicitar o seu próprio "site" através do "site" do elogiado - que duvido muito tenha lido

 Percorri o "site"em questão, achei-o gira e respondi-lhe:
 "
Deves estar a gozar comigo, ao dizeres que gostaste muito da minha página, "mexeruca" e feita por um "velhadas", se é que a leste - o que duvido. Quanto à tua, não sendo embora a mais indicada para um "senhor" com a minha provecta idade, é deliciosamente provocante e muito bem esgalhada. Parabéns pelo irreverente talento."
 A.Gouveia

Eis a sua resposta:
Em primeiro lugar quero agradecer a tua (aqui desculpa o abuso de confiança ao tratar-te por tu, mas a idade na Internet é uma coisa que não importa nada) amabilidade em relação ao que disseste da minha página. Fiquei muito grato e moralizado para continuar. Em segundo, queria pedir desculpa por duas coisas: - Por teres ficado com a sensação de que eu estava a gozar contigo. Não era, nem nunca foi a minha intenção. - Não, não li a tua página... Aí admito o abuso... Fez tudo parte de uma estratégia de lançamento da minha página pela qual peço desculpa. Mas pelo que depreendi do teu e-mail dá para perceber que és uma boa pessoa... e isso vale mais que mil páginas... e velhos... são os trapos- Um abraço sem braços
Marco Esquizó .

Comentário:

Pois é... Nem eu sou ingénuo, nem ele é trouxa ( e além disso tem caracter) Estás desculpado, ò Marco, a menos que sejas o Marco do Big Brother, o tal do pontapé nas mamas da Sónia... que a esse não desculpo nada!

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6-02-2001

E AGORA O GENUÍNO ELOGIO DO MARCO (que não é Marco), depois de ter lido, de facto, a minha Página:

Amigo António,
 Lamento dizer-te mas tu estavas redondamente enganado. Tal como me aconselhaste, cumpri a minha penitência e lá visitei a tua página. Confesso que gostei da página. Está catita, simpática e se me dissessem que quem a escreveu tem mais cinquenta e tal anos a mais do que eu, eu não acreditava, até porque está com um trabalho de conteúdo e de apresentação muito "jovem" (talvez fosse isso que querias dizer com naíf. Por isso não vejo o porquê de, por ter uma página como a minha, não possa gostar da tua. Devo dizer também que, tal como o teu irmão Zé, tu também mereces uma estátua ou um nome numa rua de Moscavide, por todo o amor e dedicação que nutres pela tua terra e pela história que tu representas dela, porque a história de um lugar é a das pessoas que nele vivem. Quanto a esse amor pelo lugar onde somos criados é um sentimento que está em vias de extinção e que muitas pessoas da minha geração não têm. São pessoas como tu, com a vivência de outros tempos, que nos podem ajudar, senão a amar da mesma forma que tu amas a tua terra, pelo menos a respeitar o lugar onde vivemos. Quem me dera a mim ter uma terra e histórias para contar! Desejo as maiores felicidades para ti e para a tua página e que não deixes morrer essa juventude que tens dentro de ti. Visita esta página. Acho que vais gostar! http://alfa.ist.utl/~1422/97 Um abraço

 

Comentário:

Agora sim. Obrigado pelos elogios e pelos incitamentos. Claro que não vou deixar morrer a juventude (de espírito, pelo menos) que entendes que eu tenho dentro de mim Felicidades também para ti e para as tuas páginas. Sim senhor, já fui esta, e embora totalmente diferente da outra, é também muito interessante

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 26-1-2001

Quem me escreve é a Maria de Lurdes (Milu) do Rio de Janeiro, que entre outras coisas me diz:

António,
Já agora, aproveito para finalmente tecer alguns comentários sobre a tua página, já que é impossível referir-me a tudo de bom que ela comporta. É uma delícia ler e reler a maneira tão bonita e bem elaborada como descreves as pessoas, suas características, os lugares, as ruas ainda de terra, a tua brejeira meninice e adolescência, as peraltices, tão pueris e saudáveis junto aos teus comparsas de travessuras, o comércio ainda incipiente, o cinema e tantas e tantas interessantes curiosidades. Tudo isto lido ou contado agora num tempo tão infinitamente distinto, faz com que se sinta algo estranho que não sei bem explicar. Aquele então pacato quotidiano, aqueles vizinhos solidários porque todos se conheciam, as belas paisagens, os simpáticos lugarejos, a maneira de viver, muitas vezes difícil mas prosaica, aquela rústica Moscavide, agora distante anos-luz...enfim parece mentira que tudo isso tivesse realmente existido. Mas essas metamorfoses acontecem com tudo e com todos. Por vezes pela acção do tempo, por vezes pela acção do homem Como sou fissurada a qualquer coisa que cheire a passado, à medida que leio, vou construindo na minha cabeça esta Moscavide que não conheci, porém, por mais que eu arquitecte detalhe por detalhe a tua minuciosa descrição, jamais esta fantasia corresponderá à realidade. Restam as poucas fotos que enviaste.
 
Milu (Maria de Lurdes S. Paiva)
Rio de Janeiro - Brasil

 Comentário:

C'est la vie. Milu, cést la vie! Essas metamorfoses são preço que temos de pagar pelo chamado progresso

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21-11-2000

Este visitante descobriu a minha Página através do site do meu Amigo Luís Gaspar. Obrigado Luís!

Senhor Gouveia,
Descobri o seu site através da Truca-Lda e obviamente que não o comentarei do ponto de vista do "design", mas sim pelo valor do conteúdo, esse é a alma de quem o construiu e apenas posso desejar chegar à mesma idade com o espírito que nela consegue transmitir, com algum saudosismo aqui e ali, mas quem seríamos nós sem as nossas referências. Emocionei-me ao lê-lo, e por aquilo que nos afasta ou aproxima: termos em comum (com quase 30 anos de diferença) a tal viagem de Trás-os-Montes para Lisboa, no meu caso bem para o centro (Sapadores/Graça), e nesse tempo Moscavide era uma coisa muito distante, ali a caminho de Sacavém, algures nos arredores de Lisboa...muito longe... em Cascos de Rolha ou em Alvações do Corgo, como se diria nas minhas "berças". Mal sabia eu que o destino me reservava a Bobadela como local de habitação e Moscavide como uma das duas únicas vias de passagem de e para casa. Quantas centenas de horas nas bichas de trânsito da Moscavide de há um par (mesmo) de anos atrás, procurando as escapatórias que dezenas e dezenas de outros também conheciam. Mas hoje ainda, é o sítio por onde muita gente deixou de passar graças às novas acessibilidades, que nos fazem passar-lhe ao lado, todos os dias, sem reparar que lá está. Hoje Moscavide é o sítio onde apenas tenho de ir para tratar com as Finanças, por onde passo, no regresso a casa, depois de receber aquele telefonema: -"Passa por Moscavide e traz um frango assado, está bem?", ou quando ligeiras coisas da saúde surpreendem fora de horas (mas só das 20 até à meia-noite, antes das 20 é preciso uma credencial, depois das 24,hospital com ele) onde tenho de ir ao SAP . Obrigado pelo seu "site"!
Miguel Monteiro

 Comentário:

É como diz, meu amigo. O que seríamos nós sem as nossas referências. É por isso que faço questão em conservá-las e transmiti-las aos outros. A realidade de Moscavide é aquela que você pode constatar em cada dia que lá passa. Mas para além dessa realidade há uma dimensão outra que só quem a viveu pode sentir. Obrigado pelas suas amáveis palavras e pelo encorajamento Bem haja

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3-11-2000

Quem me escreve hoje é uma querida ex-colega da CP, a viver há uns anos na Suécia

Caro Gouveia,
Li também a quase totalidade do teu site e acho sinceramente que tens ali bastante bom material para escrever um livro. A divisão dos capítulos já se encontra praticamente feita. Podes expandir-te mais e fazer um ou outro pequeno ajustamento e pronto! Depois, atrás de um virá outro. Tu tens realmente talento e humor para "contador de estórias"- explora isso! Acho a Internet bastante útil (e muito mais barata) mas continuo a defender a forma tradicional do LIVRO. Um abração e obrigada pelas memórias que vou acabar de ler.
Liliete Martins
Estocolm Suécia

Comentário:

Estou de acordo contigo, Liliete... O suporte electrónico nunca substituirá o livro, mas que é um excelente meio de divulgação, lá isso é. Obrigado e felicidades nessas frias paragens tão diferentes da nossa terra!

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23-9-2000

A Catarina escreve-me de São Paulo
 

António,
Aqui quem escreve é a Catarina directamente do Brasil. Como estão as coisas por aí? Espero que você já esteja 100% recuperado da apendicite. Bom, estou escrevendo por dois motivos, um para elogiar a sua página na internet, belíssima! Também gostaria de pedir autorização para divulgar seu trabalho "Moscavide anos cinquenta" Como você sabe estou estudando psicologia. Neste semestre optei por uma matéria que trata a responsabilidade social do idoso. Gostaria de mostrar seu trabalho como um exemplo de sensibilidade, de resgate de um passado num momento presente com olhos no futuro. Me escreva dizendo se gosta da ideia e se tem sugestões. Beijos para você e para Adelina
Cata (Catarina Cerqueira Iavelberg)
 São Paulo BRASIL

Comentário:

Esta moça ficou tão impressionada com a descrição que faço de Moscavide que - numas curtas férias que passou em Portugal, entre as muitas coisas que tinha para ver, no pouco tempo de que dispunha - me perguntou um dia: -"António, onde fica essa sua cidade que eu quero ir conhecê-la?" Tive de a desiludir, claro, dizendo-lhe que essa Cidade (no Brasil não há vilas há apenas grandes ou pequenas cidades) só existe na minha memória e na minha irremediável saudade....

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11-9-2000

 O Pedro Gaspar descobriu-me na net, através do site de seu pai, o Luís Gaspar

Amigo Gouveia,
Foi preciso o Gaspar, pôr o teu endereço nas "Fofocas" para eu fazer um clik!! Agora já cá cantas nos Bookmarks. O Site está giro. Só tenho pena de não ter morado em Moscavide...a julgar pela paixão das descrições..."Aquele" abraço fraterno deste "turista" acidental:
Pedro Gaspar

Comentário:

Obrigado Pedro. Não tenhas pena de não teres vivido naquele tempo. Ele não era melhor nem pior do que agora. Só que para mim foi o tempo que eu tive e não me queixo Aqui fica o link para o site do Luís Gaspar. Vale a pena visitá-lo em: http://www.truca.pt/

 

 

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