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DOS
VISITANTES

 

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Diversos visitantes me têm enviado e-mails com referências a este site. Curtas referências a maior parte delas, do género "está muito gira", "gostei muito", etc. Como não posso guardar tudo, deitei-as fora, obviamente. Posteriormente, porém, começaram a chegar-me opiniões mais elaboradas e lembrei-me de as reunir numa rubrica especial do site - o que estou fazendo. Lamento não ter guardado todas as outras mas o que não tem remédio...

E você, o que pensa desta página ?

Nota: as mensagens que me são enviadas aparecem aqui ordenadas de forma inversa  à ordem das respectivas datas. Assim,  são as últimas que aparecem em primeiro lugar, decrescendo a sua ordenação até à primeira recebida, que figura em último.

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01-02-2008

De um país de língua inglesa, onde se encontra há 40 anos, escreve-me este moscavidense emocionado por ter encontrado este site sobre sua terra e desejoso de encontrar velhos amigos e colegas da sua escola primária, especialmente um :António Crisóstomo Pereira Lopes, que  é funcionário da TAP e vive algures na estrada que liga Moscavide com Sacavém perto do que era então o "campo da bola" do Sacavenense,

Quem conhecer o António Crisóstomo Pereira Lopes, por favor diga-lhe que o seu colega da (então chamada) escola do Leitão, Henrique A.R. Pedro, com o endereço electrónico arnaldoreis@rogers.com  gostaria de contactá-lo

Caro Sr. António Gouveia,

Primeiramente desejo oferecer as minhas desculpas pela qualidade da ortografia e gramática pois já me ausentei de Portugal há 40 anos. Em seguida peco desculpa

da falta de acentuação mas como vivo num pais de língua inglesa, o meu teclado não tem a acentuação para português, e provavelmente eu não saberia usar as regras da acentuação.

 

Encontrei o seu site (pagina) por pura coincidência numa altura em que procurava encontrar um amigo meu do qual eu perdi a direcção (por culpa minha). Ao pesquisar, usando o nome do meu amigo, que viveu em Moscavide, me encontrei na pagina que o Sr. edita e mantém.

 

Um pouco de mim... nasci em Moscavide em 1950, mais precisamente na antiga Rua António Luís Moreira. Frequentei a escola do Prof.. Mourato, começando em 1957. Mudando depois para a escola do Leitão (se não estou errado, esta estava localizada por cima da loja do Braz e Braz na rua da praça velha).

 

Por curiosidade, penso que estou representado na fotografia enviada do Brasil por Fernando Mendes Ferreira (foto referente ao ano de 1958). Penso também que eu seria o garoto localizado por detrás da Sra. Professora (a direita) e o meu amigo, que procuro, será talvez o miúdo cuja cara está meia encoberta pelo miúdo à frente dele, localizados a esquerda na foto (segunda fila contando de traz).

 

Infelizmente, as minhas recordações em relação a Sra. Professora são muito tristes (if I may say more correctly in English, "rather depressing"). Em contraste, as minhas recordações da Sra. Professora D. Ana Araújo são excelentes (penso que todas as crianças e mães em Moscavide tinham a D. Ana na mais alta estima, uma senhora com grande paciência e generosidade).

 

Apesar de viver fora de Portugal há tantos anos, tendo retornado talvez um máximo 4 vezes em visita (a ultima talvez em 1994) a minha recordação do pais e da terra onde nasci e muito querida e ao ter oportunidade de relembrar Moscavide, foi um momento emocional para mim. Obrigado pela sua amabilidade em relação a Moscavide.

 

Nos meus tempos, Moscavide, era vista como o dormitório de Lisboa, nem mais nem menos. Uma vila sem personalidade. Sim existia "O Familiar", "O Cinema", "O Jardim", "O Clube Desportivo dos Olivais" ("no outro lado da rua"), e uma quantidade de Cafés e Bilhares... e pouco mais...

 

Em relação a empregos, havia as oficinas de reparações de carros (2 ou 3), a "fabrica da pólvora" e como disse em cima os cafés, e algumas empresas pequenas, Os empregos "mais sérios" esses encontravam-se em Lisboa... dai a alcunha "o dormitório de Lisboa".

 

Aqui me despeço agradecendo o seu trabalho generoso na "Pagina De António Gouveia" em apresentar Moscavide como "a nossa terra". Por mim nunca me senti desmoralizado ou inferiorizado por ter nascido em Moscavide, especialmente quando o meu professor de Português na escola industrial...(perdão esqueço o nome), mencionou que os filhos de Moscavide seriam considerados "Saloios" por Moscavide ser parte do concelho de Loures e não de Lisboa. Para mim os "Saloios" eram mais importantes que os "alfacinhas" esses cheios de pretensão e importância.

 

Um pequeno pedido de assistência... se por acaso algum dos seus visitantes conhecer o meu amigo António Crisóstomo Pereira Lopes (é funcionário da TAP e vive algures na estrada que liga Moscavide com Sacavém perto do que era então o "campo da bola" do Sacavenense, eu peco que tenha a amabilidade de me contactar pelo o endereço electrónico
 
arnaldoreis@rogers.com  

Muito obrigado pela sua paciência e contribuição para o bem de Moscavide e os "seus filhos".

Henrique A. R. Pedro

 

 Esta é foto a que o Henrique A. R. Pedro se refere

 

 

Comentário: Caro Amigo, o apelo está feito. Espero que alguém lhe indique o contacto do seu amigo. Se assim acontecer gostaria que disso me desse conhecimento.Obrigado pela favorável apreciação do meu Site. Com vê, um bom corrector te texto faz milagres e a sua falta de acentos, foi inteiramente corrigida

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01-02-2008

Olá muito boa tarde

 
Encontrei por acaso a sua pagina na internet, pois procurava coisas e pessoas que estivessem ligadas a antiga escola primaria de Moscavide, aquela que foi abaixo, ali onde é agora a rotunda que vai para a Portela a e para Sacavém...
 
e lembrei-me, uma vez que os meus pais toda a vida viveram em Moscavide em solteiros e depois de casados pouco mais abaixo depois da estrada de Moscavide, que talvez tivesse fotos que pudesse usar, de maneira que se quiser posso falar com eles e procurar...visto que os meus avós maternos e paternos tb viveram em Moscavide.
 
entretanto se soubesse de algum link ou pagina sobre a escola (gostaria de tentar encontrar colegas de escola), agradecia.
 
cumprimentos
 
rita martins
rita martins [ritamartins11@gmail.com]

Comentário:   Lamento não lhe poder ser útil mas na verdade não conheço e julgo não existir qualquer página referente a essa escola. Quanto à possibilidade de seus pais possuírem fotos de Moscavide antigo, sobretudo de edifícios ou locais entretanto  desaparecidos, ou de figuras típicas ou de acontecimentos passados, muito agradecido ficarei se mas enviarem. Se for de forma digitalizada, através da net, melhor; se for em papel, comprometo-me a devolvê-las, após após proceder à sua digitalização

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22-12-2007

As gerações mais novas começam a descobrir este site e a interessar-se por memórias de tempos que não viveram., como se vê pelo texto da mensagem  que hoje recebi. Ainda bem. São eles que vão continuar a preservação dessas memórias

Espectacular esta sua página

Moro nos Olivais( Estrada de Moscavide) e morei em Moscavide (Rua Maria do Rosario Patacão, aonde ainda mora a minha mãe) entre 1951 e 1971.
Tive conhecimento desta pagina ontem num jantar de antigos alunos do Externato Nacional de Moscavide através de uma lista que por lá circulou sobre as figuras de Moscavide.
Sou marido de uma neta do Ze Pinoca e genro de Luis Rodrigues, homem com 82 anos e que nasceu em Moscavide (Rua António Maria Pais).
Vou tentar obter mais dados e se forem interessantes tenho muito prazer em lhos comunicar.
 
Cumprimentos,
     
 Carlos Filipe
[carloslopesfilipe@clix.pt]

 

Comentário: Venham de lá os dados meu Amigo. Seja o que for, textos ou fotos, serão sempre bem-vindos. e Não me diga que a sua esposa é filha do meu Amigo Zé Guilherme. Será?

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02-12-2007

 

Escreve-me António Reis, felicitando-me pelo site, e perguntando-me se possuo alguma foto da Vila Gouveia que lhe possa ceder. Infelizmente não tenho e bem gostava de ter, pois ali se situava a minha escola Qual é o puto de hoje que não tem dúzias de fotos da sua escola e dos locais adjacentes? Pois é, mas no meu tempo quem é que possuia máquina fotográfica?

 Mas aqui fica o pedido: QUEM È QUE TEM FOTOS DA VILA GOUVEIA E QUER FAZER O FAVOR DE ME REMETER CÓPIAS EM PAPEL OU. De PREFERÊNCIA, ATRAVÉS DA NET?

 EU AS FAREI CHEGAR AO ANTÓNIO REIS, DEPOIS DE FAZER CÓPIAS PARA MIM, BEM ENTENDIDO

 

Caro António

Desde já dou-lhe os meus parabéns pelo site que criou acerca de moscavide ,o qual gostei muito de observar, especialmente a parte das fotos antigas.Venho por este meio tentar saber se tem algumas fotos ou sabe onde as posso encontrar, da vila gouveia.

Desde ja agradecido

António Reis
António Reis [nunoreis2@gmail.com]

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27-11-2007

 

Nasceu e reside em Moscavide. Descobriu agora a minha página, que considera maravilhosa.  Gostou do que viu e é emocionada que me escrreve a dar conta dessa emoção. È curioso que os moscavienss da diáspora são mais lestos a descobri-la. Claro, estão lonhe, a saudade aperta e toca de rocurar na net referências ao l.ocais a que estiveram ligados por nascimento ou residência. E todos eles ficam encantados quando descobrem essas referências

 

Sr. Gouveia,

 

Só hoje, infelizmente, tive conhecimento desta sua maravilhosa página sobre a minha terra - Moscavide. Vi todas as fotografias que nela aparecem, tendo reconhecido muitas delas. No entanto, o que me fez sentir um aperto no estômago, foi ter lido, num dos seus comentários, que tinha conhecido muito bem um José Formiga. Ora, o meu falecido pai, de seu nome José Caetano, era conhecido como o Formiga, e tinha uma sapataria na Rua Laureano de Oliveira tornejando para a Rua João Luís de Moura (hoje Rua Bento de Jesus Caraça). Será o mesmo? Pois eu sou a filha mais nova de 4 filhos, o João, a Piedade (que estava na sapataria do meu pai), o Adriano e eu, a caçula, de meu nome Alzira. Tenho 63 anos, resido ainda em Moscavide, no Prédio do Branca Lucas, e recordo-me, perfeitamente, do seu irmão, que tinha uma papelaria onde comprei muitos dos meus livros escolares e dos meus filhos. Embora mais nova, também me recordo de si (pela fotografia). Nasci na Rua António Maria Pais, nº. 8, num pátio, onde fica hoje a Junta de Freguesia, quase em frente à Travessa do Cauteleiro e frequentei a escola velha, onde funciona o Centro de Dia. A minha primeira professora chamava-se D. Celestina (até à 3ª. classe) e a da 4ª. chamava-se D. Gabriela. Fiz o ciclo na Senhora D. Inês (1º. e 2º. anos do liceu), com muitos colegas, alguns figuras públicas, entre eles o Fernando Balsinha, que já nos deixou, o António Santos (jornalista da RTP) , o Carlitos (do Carrega o Macho) e o João Santos da estância de madeiras. Depois fui  para o Liceu, para Lisboa,  e deixei de ter contacto com eles.

Um muito obrigada por ter tido esta ideia maravilhosa. E, se tiver disponibilidade, diga-me se conheceu a minha família.

Bem haja pela iniciativa.

O meu e-mail é alziracaetano@netcabo.pt.

Melhores cumprimentos.

 

Comentário:  Claro que conheci a tus família:  o teu avô, os teus pais os teus irmãos e também a  ti, apesar  de eu já ter 19 anos quando nasceste. Falo muito do João na crónica “ O nosso Rio” e faço referências a teu pai em “O Familiar”. Eu vivi na Travessa do cauteleiro e o João era meu companheiro diário nas brincadeiras de infância

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25-11-2007

A jovem que hoje me escreve pretende fazer um ttrabalho académico sobre Moscavide e a sua história. Não é a primeira que se me dirige com iguais propósitos. Procurou elementos na net e a única coisa de interesse , sobre Moscavide,que encontrou foi a minha Página. Claro que não encontrou mais nada porque mais nada existe.

 

Bom dia Sr António,

O meu nome é Maria João Codices e estudo Engenharia Civil no Instituto Superior de Engenharia de Lisboa (ISEL).
Estou a contactá-lo pois estou a fazer um trabalho de uma das disciplinas do meu curso, e escolhi, entre outros, o tema "O Bairro de Moscavide", porque me pareceu um tema bastante interessante.
Pesquisei imensos artigos na internet acerca deste tema, e a página da internet onde mais informação útil obtive foi na sua página. Deste modo, tomei a liberdade de o contactar com o objectivo de saber se o senhor António não me poderá indicar livros ou algum local onde eu possa obter informações acerca do Bairro de Moscavide. É muito importante focar assuntos tais como a história do Bairro, o crescimento até aos dias de hoje, etc.
Deste modo, aguardo uma resposta breve da sua parte, agradecendo desde já a sua disponibilidade em atender ao meu pedido.

Cumprimentos,
Maria João Codices.

 

Comentário:     Cara Amiga,

 Muito me agrada, como ex habitante de Moscavide, onde passei a minha infância e  uma boa parte da minha vida, que alguém se proponha fazer um trabalho académico sobre Moscavide. Gostaria de lhe ser útil na feitura desse trabalho, mas infelizmente não sei de que maneira. Tudo o que escrevi no site a que se refere, baseia-se em recordações pessoais  (ainda por cima redigidas a uma distância apreciável  no tempo e no espaço, da minha vivência e do local  a que elas se reportam). Não conheço nenhum livro sobre Moscavide, excepto um pequeno livro publicado no ano passado exclusivamente dedicado ao cinquentenário da igreja local da autoria de uma professora Universitária de nome (se a memória não me falha) Manuela Mendonça) que se baseou em alguns aspectos circunstanciais de elementos retirados, como o meu consentimento da minha página.

Não me admira, pois, que não tinha encontrado mais nada na Net, além da minha Página, porque, na verdade não creio que exista qualquer outra coisa de interesse sobre Moscavide – O que aliás não abona nada a favor da administração local, que tão  pouca importância parece atribuir  (como não me canso de repetir)   à única publicação que existe sobre a localidade cujos interesses (iclusive os culturais) lhes compete assegurar

Pelas razões expostas e porque as minhas memórias sobre a localidade resumem-se praticamente ao que no site escrevi, não vejo, sinceramente, em que lhe possa ser útil.  Porque não experimenta contactar a Junta de freguesia de Moscavide e a Câmara de Loures. Aí sim poderá, eventualmente, encontrar elementos de utilidade sobre a história do seu objecto de estudo.

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17-11-2007

 

Quem hoje me escreve  tem agora cinquenta anos, mas conheço-o desde que nasceu, pois  nasceu no ano em que me casei e no prédio onde então passei a morar. Minha filha nasceu dois anos depois e tanto ele como os irmãos que veio a ter foram seus companheiros de brincadeira. Apesar de ter vivido em Moscavide durante poucos anos, as suas recordações da terra permanecem bem vivas.

Quem telefona ao Xico?

 

MOSCAVIDE

 

Nasci em Moscavide, no ano de 1957, e aí permaneci até 1964, na Rua Infantaria 7.

         Chamo-me Francisco Manuel, filho de Amado e Margarida Maceira e tinha na época mais três irmãos, uma mais velha e dois mais novos.

         O meu pai foi empregado na “UTIC”, onde teve como colegas, os Srs. Viegas, António electricista, Jaime Jorge, entre outros que não recordo o nome.         

Frequentei o “Centro Social” – Infantário, junto à Igreja Paroquial. Nesta o meu pai fazia parte da “Conferência de São Vicente de Paulo”, que visitavam as barracas de madeira, que recordo à entrada de Moscavide, dando-lhes o apoio possível, e que eu muitas vezes acompanhei.

Esta introdução serve para me identificar e eventualmente, contactar quem nos possa ter conhecido.

Apesar da distância no tempo, recordo o ambiente familiar que se vivia. Os ruídos, cheiros e cores do início das manhãs solarengas, com o sol a raiar por entre os telhados e chaminés.

A Praça Velha, as ruas cheias de donas de casa às compras, grupos das mesmas falando umas com as outras como se íntimas fossem, partilhando dificuldades e entreajudando-se. De as ver com os aventais e chinelos que usavam em casa, à  porta, a cavaquear umas com as outras.

O padeiro, na distribuição matinal porta a porta do pão, com um grande cabaz de verga às costas, nunca esquecendo os mais novos, trazendo por vezes as “andorinhas”.

Como miúdo que era à época, também me recordo de ir com a minha mãe, frequentemente ao Sr. Branquinho, que por vezes até tinha um brinde para os mais novos.

Noutra área, recordo o Dr. Catela, que várias vezes nos consultou, tanto no Posto Médico como em casa.

Sou

Francisco Manuel Gomes Maceira

T.M. 919298125

 

Comentário:

Pois é Xico, as recordações da infância, quando são boas acompanham-nos pela vida fora e Moscavide, pelos visos marcou-te.

Um abraço

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O meu correspondente de hoje, não me deixa perceber se mora em Moscavide; se há muito se há pouco tempo, ou se apenas conhece Moscavide e apenas se interessa pela terra. O que importa é que gostou do que viu neste site e se deu ao trabalho de mo dizer. Obrigado. seja sempre bem vindo

Pesquisei no google por quinta das laranjeiras a ver que informação encontrava e encontrei sobre Moscavide, creio que seja sua a página: http://pwp.netcabo.pt/0662339101/default.htm

Gostei de a ver e de a ler, é sempre bom saber que o convívio existe e se mantêm, tal como se preserva entre os presentes.

E como não existe nada ainda sobre Moscavide, gostei de saber que alguém se interessa por esta pequena mas grande localidade e que fazem tudo de forma local, que torna ainda melhor.

Espero que para o ano ainda seja possível continuarem esses eventos e que se encontrem cheios de saúde por muito mais tempo.

São poucos aqueles que antes do dito "25 de Abril" ainda se continuam a encontrar com a mesma amizade que existia na altura e espero que com o mesmo respeito e rigor que seria exigido nos anos 50

O tempo apenas destrói as pessoas e cada vez mais o tempo passa arruinado, sem tais convívios, sem tais amizades, sem comportamentos dignos e memoráveis do passado.

Alguns indicam que o passado foi terrível, eu lamento por alguma forma de não ter tido a sorte de estar numa sociedade segura e que existe respeito entre os cidadãos

Por agora é tudo e me despeço.

Nunca se esqueça que: Os que cá estão mantêm acesa a chama dos que se foram.

Miguel Salgueiro.
Sold Salgueiro | Salgueiro.jmd@mail.exercito.pt 

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10-10-2007

 A senhora que agora me  escreve  (LENA LAGOA), viveu em Moscavide e agora vive em França. Frequentou a escola Nova de 1962 a 1966 e gostaria de se se escrever com alguém do seu tempo que a tivesse conhecido. Quem faz esse gosto à senhora?

Boa tarde

é sempre com agrado, que de vez em quando faço uma visita à sua pàgina, sobre a minha terra (Moscavide) Quando se está longe, ainda sabe melhor, ler coisas sobre a nossa terra.

Em tempos, mandei-lhe uma carta com uma fotografia da escola, onde manda também a minha morada mail. Acontece que ninguém me escreveu, ando sempre a ver se alguém meu conhecido lhe escreve, mas até à data de hoje nunca aconteceu.

Entretanto mudei de morada, por isso lhe escrevo, para tentar encontrar alguém da minha geração. (nasci em Moscavide em 1955)

Aqui lhe deixo todos os meus dados, e desejo-lhe muita saúde para continuar e fazer-nos recordar bons momentospassados em Moscavide. 

Maria Helena Lagoa Vieira Rosa

e-mail:  lena.inteirico@gmail.com

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24-09-2007

Este correspondente considera que o meu site corresponde, a nível de escrita, ao "Cinema Paraiso" o inesquecível filme" que, de forma ternurenta, evoca recordações de infância de um garoto de regresso à sua terra natal. Nenhuma comparação me poderia mais prazer, pois adoro esse filme - verdadeira obra de culto, bem como a soberba interpretação de Philpe Noiret.- o vellho projeccionista do cinema e a do garoto, se ajudante

Caro Amigo Gouveia,

Dou-lhe os meus parabéns pelo seu site.

Encontrei-o um pouco por acaso, e percorreu-me o sentimento de ser o meu “cinema paraíso”. Um género de flashback que nos transporta algumas décadas atrás. Permita-me que partilhe um pouco consigo sobre o seu irmão.

No fim da década de 60 ou inicio da de 70, era eu miúdo bem pequeno, creio que num primeiro de Maio ou algo similar, ia na 1ª rua que desce da Marques Beato para a Avenida, e junto a uma antiga mercearia (a da D. Maria) um homem ia subindo calmamente para a Marques Beato. Dois Legionários/ policias de choque, não lhe sei precisar, abordaram o homem berrando-lhe que se despachasse a subir. Impávido, o homem continuou subindo, e por alturas de uma tasca (do Massas se a memória não me falha) deram-lhe uma ou duas coronhadas nas costas. Calmamente continuou subindo.

Eu miúdo, estava completamente confuso, e perguntei à minha mãe que não queria sair da mercearia apesar de já ter acabado de se aviar, o que se estava a passar. Disse-me que era o senhor Zé da papelaria em frente aos correios “que era do contra”.

Naturalmente não sabia nada de politica, mas foi uma indignação e um choque que me marcou de forma férrea. Anos mais tarde quando chegou o 25 de Abril, ainda bastante jovem, dei vivas à inauguração da sede da CDE na avenida de Moscavide, frente ao café Viseu. Fiz questão em participar no primeiro 1º de Maio, cuja imagem nunca mais me abandonou.

Na altura não tinha qualquer ideologia, ou sentido de orientação politica, a qual apenas se formaria nesses anos subsequentes. No entanto há sempre um gérmen nas nossas vidas em relação a tudo. A minha, na vertente da cidadania, foi iniciada de forma abrupta sem que eu, ou o causador a pretendêssemos, sem que comunicássemos, ou sequer alguma vez tivéssemos falado nisso. Sem eu próprio saber, e muito menos o seu irmão, foi ele quem me deu o “baptismo politico”.

Mais tarde, já nesses anos quentes do PREC, numa acção politica decorrida do Olivais e Moscavide, estava o Jorge Cristo marceneiro, da oficina da rua do Armistício, a vender quadros do Che Guevara. Hoje seriam risíveis, meros pedaços de aparite com umas estampas de duvidosa qualidade coladas, manifesta produção local, mas na época com o valor de preciosidade descoberta e permitida. Falávamos empolgados do Che, e enaltecendo os seus valores. Alguém que já não recordo dizia que o Che de Moscavide foi o moço que morreu frente à PIDE no dia 25 de Abril de 1974. (lembram-se do grupo de jovens de Moscavide que foi metralhado de rajada pela PIDE nesse dia?- O Joaquim Cristo, o Albano, etc.?), ao que um outro conviva disse de forma peremptória que o Che de Moscavide era o Zé Gouveia. O grupo anuiu, e foi essa a imagem com que fiquei dele.

Os anos passam e as fricções das pequenas coisas e alinhamentos fazem-se pesar. Não sei se ele sempre terá sido tratado de forma meritória por todos os que nesses momentos de PREC estavam unidos. É necessário o assentar de poeira que só o tempo permite para que a realidade se torne diáfana.

Muitos anos passaram, e estes deram lugares às décadas. Hoje com o hobbie de coleccionador de mapas antigos posso dar uma achega à sua memória descritiva. Quando procedo a alguma nova aquisição da região de Lisboa, lá vou verificar se consta qualquer coisa na zona por onde saltitei em menino, e de onde já estou longe há muitos anos. Verifiquei que os mapas nada registam até perto da implantação da republica. Em 1911 nos mapas de origem alemã, começam a encontrar-se registos de casas sem nomeação individualizada. Em 1912 encontramos densificação do espaço, e no ano seguinte aparece a primeira especificação de localidade. É a Encarnação, embora numa localização onde hoje é Moscavide (é provável o erro do cartógrafo). Na zona da estação do Olivais também aparece a indicação de “Estação” e verificam-se dois aglomerados de casas sem indicação de especificidade.

Um abraço
Henrique Lopes

Comentário: Meu caro Henrique, este seu e-mail, só me trouxe alegrias. Primeiro, por considerar o meu site é  o seu "Cinema Paraíso"; e depois pela evocação que faz do meu irmão Zé Gouveia,  Pela associação que faz dele à imagem  de Che Guevara  (o Che Guevara de Moscavide)) e sobretudo pela tocante afirmação de que foi a figura e o porte de meu irmão que o fez despertar para política e para o exercício de actividades cívicas.


Que melhor elogio? e olhe que não foi só o meu Amigo. A muitos jovens sucedeu o mesmo. Infelizmente os homens e sobretudo alguns políticos de pacotilha  (políticos não forjados na luta, mas apenas anichados nas benesses que a luta de outros lhes proporcionou) têm memória curta.

 Obrigado também pelas achegas que me trouxe acerca das origens de Moscavide

Um abraço

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8-8-2007

Exmo Sr,

Não o conheço, nem o senhor a mim. Escrevo-lhe por ter ido parar à sua página de internet aquando procurava a localização da quinta dos Condes dos Arcos. Li a história dos taralhões, vi as fotografias de um Moscavide antigo... e adorei. Fiquei maravilhada com o seu talento para se expressar através da escrita. Queria dar-lhe os parabéns. Ainda não li tudo, e ainda bem, porque se trata de memórias de uma vida... uma espécie de diário, de história de uma vida e de uma altura no tempo, que sempre me cativa a mim, que quase nasci com um computador (dos fraquitos!) debaixo dos dedos.
Queria transmitir-lhe apenas isto.
Interpreto a sua página (ou blog?) como um legado. Parabéns.

Também eu procuro recolher nas memórias dos meus, os tempos passados. Dedico-me à genealogia, que me traz muita satisfação. De uma forma, a sua página complementa essa noção de passagem de vida que pretendo conhecer melhor.

Já pensou ou se dedicou a escrever um livro? Um romance histórico, situado nas décadas que tão bem conhece? Nunca é tarde..

Com os meus melhores cumprimentos:
Cristina Carvalho 

 Comentário: Sabe  sempre bem ver que há gente que se interessa pelo seu património. Obrigado palavras de apreço sobre o meu site. Permiti-me sublinhar a sua frase de que o interpreta como um legado. È assim que eu o considero e me esforço para que o seja: um legado, sobre  vivências que não voltam a repetir-se. Outras melhores houve, e haverá mas as que eu descrevo são únicas no tempo e no espaço a que se referem. Pena é que tem obrigação de ver isso o veja não o veja.
Quanto a si, faz muito bem em se dedicar à genealogia, pois é uma actividade muito interessante. Se fosse mais novo também gostava de a ela me dedicar. Infelizmente só na última meia dúzia de anos pensei em dedicar-me à escrita.

Quanto a escrever um romance histórico, não me vejo com arcabouço nem idade para o fazer. No entanto, se estiver interessada, pode ver alguns versos meus e e umas duas ou três dezenas de histórias, crónicas e memórias, no meu blogue
http://escritosoutonais.blogspot.com

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3-8-2007

Meu amigo desconhecido,

Hoje, procurando fotos de pardais para meu trabalho no Photoshop, deparo-me  com seu "site" e fiquei maravilhado com o mesmo.

É tão, como posso dizer, romântico talvez? Não sei expressar-me com tanta beleza e simplicidade. Visitei Portugal por duas vezes pois me fazia falta conhecer o Paiz que nos deus (aos brasileiros) a vida e a cultura que até hoje prezamos tanto. Foram tantas as belezas que vi, mas lamentavelmente não tive conhecimento de Morscavide. Hoje vendo seu "site" apaixonei-me pela cidade e pela sua história. Que fotos lindas. Que saudades vossa senhoria deve ter dessa época. Sou um velho de 76 anos e sou muito sentimental. Não envio fotos neste e-mail para não abusar de sua boa vontade em acolher-me. Se. V.Sa. autorizar-me enviarei fotos de minha visita à Portugal com meus netos, filho e esposa e minha querida companheira de 51 anos de vida em comum. Um abraço do Joel, seu amigo desde hoje
Joel José Gomes

Rua General Urquiza,
43 ap. 302Leblon
Rio - RJ - Brasil - 22431-040
e-mail:
joeljose@terra.com.br

Comentário: Só posso agradecer os amáveis comentários que faz ao meu "site". Também eu sou um velho sentimental pois tenho mais dois anos que o meu Amigo. Na verdade Moscavide não é uma cidade mas sim uma vila. Nós temos cidades, vilas e aldeias. Contudo nos tempos que aqui descrevo nem vila era ainda. Era apenas um lugar muito tranquilo. De qualquer modo a beleza que recolheu da imagem de Moscavide que eu descrevo, morava mais nos meus olhos e na minha romântica imaginação do que na realidade.  Nos tempos actuais é um aglomerado incaracterístico de betão igual a qualquer outro bairro suburbano nos arredores de Lisboa. Quanto às fotos, terei muito gosto em as receber

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4-7-2007

Caro António,

Embora não tenha o dom da palavra (neste caso da escrita) não queria deixar de lhe enviar um mail e dar-lhe os parabéns pela sua página web na qual pude viajar ao passado sem esquecer o presente e entrar profundamente na cultura portuguesa.

A visita a Moscavide online criou em mim sentimentos controversos, um misto de alegria, saudade... Acho comovente... comovente ver a vida passar, ver vidas que passaram, ver o meu destino tão evidente, tão inconturnável... Tão frontal é a vida, tão difícil é de encarar a sua constante mutabilidade... Tão agradável também!

Também não deixou de me surpreender a sua predisposição para aprender, especialmente no campo das novas tecnologias, como dizia o outro "velhos são os trapos"...

Bem, acho que já chega.

Espero que continue a desfrutar com a aprendizagem e com a WorldWideWeb!!!

Atenciosamente

Tiago Santos
Antigo jogador infantil de andebol do Oivais e Moscavide;
Frequentador das pastelarias e cabeleireiros de Moscavide na minha infancia, e umas quantas jantaradas com os meus pais no extinto Torrão.

Palma de Mallorca
Spain

P/S:Segundo me acaba de informar o meu pai, o Torrão ainda existe, e é posse dos antigos empregados!! Também segundo o meu pai, o Torrão encontra-se ao lado do "Delícia".

Coisas de quem vive longe.
  Atentamente
Tiago

Comentário: Obrigado, meu Amigo, por ter gostado do meu site. É sobre a nossa terra, não é? e agente gosta sempre. Sobretudo quando se está longe e quando esse longe se situa num país estrangeiro. As minha reminiscências são mais sentidas e intensas, precisamente porque já não moro em Moscavide há 37 anos.

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11-5-2007

Olá amigo Gouveia.
Também sou " filho " de Moscavide, embora nem sequer lá tivesse nascido.
Não tenho muito tempo para me alargar, mas deixe que lhe diga que quase me fez  cair as lágrimas…. Não li muito, mas quando me for oportuno penso em continuar.

O que realmente me fez comover foram as fotografias. Nem todas são do meu tempo, já que eu fui para Moscavide com 5anos, em 1961. Frequentei a escola do"LEITÃO" da primeira a quarta classe. Aproveito para fazer uma pequena correcção sobre uma das fotografias…se a memoria não me falha…

 Em meados dos ano 60--- Chafariz e princípio das barracas da Praça (mercado),na Rua Artur Ferreira da Silva. Repare-se no ar meio aldeão do trajar dos utilizadores do Chafariz.

Espero que o meu comentário seja construtivo. Peco desculpa por alguns erros ortográficos.

Joe Sousa
Electrical Supervisor
Commerce Court
25 King Street West, 9th Floor c

Comentário: Não é preciso ter-se nascido numa terra para amar. E também não nasci lá e no entanto é a terra das minhas lembranças. Obrigado pela apreciação que faz do meu site e pela correcção da legenda da foto, mas a foto é mesmo dos anos 50 e não 60

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16-4-2007

Recebi do  Brasil,  o e-mail que a seguir transcrevo. Não lhe pude responder durante alguns dias em que me encontrei adoentado. Escreveu-me depois mais duas vezes, razão pela qual eu junto os três, pois só o conjunto contém toda a infirmação respeitante a este correspondent

Sr. Gouveia

 Como já se faz tarde depois te escrevo são 2 da manhã e já estou com sono mas descobri tua página agora depois vou vê-la com maior cuidado .Não nasci em Moscavide mas morei toda a minha infancia em Moscavide,  minha mãe nasceu nos Olivais mas depois te mando outro e-mail mais detalhado pois tive um tio que se matou no Clube Familiar
Um Grande abraço deste seu fã no Brasil.

Fernando Mendes Ferreira

Junto Foto tirada na LOJA BRANQUINHO em 1961 na montra dá para ler que na loja se dava de troco nas compras uma moeda de 5$00 escudos da V Centenário da  morte do Infante Don Henrique. Essa loja era do Sr. Branquinho que morava na Rua Laureano de Oliveira.. Eu sou esse miúdo na foto do lado da montra a loja ficava na esquina da rua Laureano de Oliveira com a Rua do Armistício

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Lhe enviei 2 fotos já a alguns dias não sei se recebeu pois não tive nenhuma confirmação. Eu sou o Fernando Mendes Ferreira neto da ROSA PEIXEIRA e minha mãe estudou na mesma escola que o senhor.
O nome da minha mãe é Lídia Fernanda do Sacramento Mendes. Meus avós eram o Manuel Mendes e Rosa Mendes. Meu tio Joaquim se matou enforcado no Familiar não sei que ano depois pergunto para minha Mãe

PS. uma das fotos que te enviei é de quando eu estudei (não sei o nome da escola) perto do Campo da Bola. Essa foto foi tirada em 1958 quando eu estava na escola de Moscavide,.que era ali perto do jardim não me lembro do nome da escola pois nessa foto eu tinha 8 anos e vim para o Brasil em 1962,mas nesse tempo morava na Rua António Luís Moreira
Um abraço

Fernando
Fernando [mendes-ferreira@uol.com.br]

 Comentário: Pois meu caro Amigo, É como eu digo:  mesmo quem não nasceu em Moscavide (é também o meu caso) se cá passou a meninice, nunca mais o esquece.

 Conheci muito bem sua avó, a Rosa peixeira e sua mãe. Moravam muito pertinho de mim, no pátio da Ti Sofia. Muito cachucho (era o peixe dos pobres) além de outro peixe comi, vendido pela Ti Rosa. Era uma mulher alta, magra meio alourada, talvez mais a atirar para o ruivo. Tive o desprazer de ver (era eu muito garoto) o seu tio pendurado de uma corda num camarim do familiar, por baixo do palco. Essa imagem perseguiu-me durante vários anos. Ainda bem que me confirma esse facto, pois já tenho falado nisso a algumas pessoas do meu tempo e como nunca encontrei ninguém que se lembre, às vezes até me passava pela cabeça que tinha sido pesadelo meu. Falo desse caso no meu Site, na história do Familiar.

As duas fotos que me enviou estão na rubrica FOTOS ANTIGAS, do Site 

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01-04-2007

Meu Caro António Gouveia,

Recebi o link para a sua página através de um amigo meu que tem familiares em Moscavide e que sabe que eu vivi perto de trinta anos em Moscavide ,tenho 36! Dai que a curiosidade em ver as fotos e ler os textos foi enorme numa primeira fase transformando-se em emoção quando vejo o meu já falecido pai numa dessas fotos, na foto "ACM equipa campeã da 1ªdiv 68/69" o meu pai é o presidente de chapéu e sobretudo, (Já agora se quiser actualizar a legenda da foto do meu pai á data de 68/69 : Rogério Esteves Duarte 1930-1992 ; eu nasci um ano depois desta foto em 70 e lembro-me de o meu pai me falar no feito que foi esta grande equipa de basquetebol ter ganho o campeonato e nas festas que organizava no ACM na época. Eu tenho esta foto da equipa campeã e junto dela sei que estão outras antigas possivelmente de Moscavide, o seu trabalho despertou-me a curiosidade em descobrir mais, agora só preciso de pesquisar junto de familiares.

    Muitos parabéns pela página , para quem viveu ou vive em Moscavide é um documento histórico da vila e dos seus habitantes e algo que ninguém faz por nós, é a nossa memória colectiva que devemos preservar e desenvolver
Um Abraço
Paulo Duarte
duartedu@sapo.pt

Comentário:  Cá está mais um jovem, nascido em Moscavide, que já lá habita mas que se sente ligado à terra onde nasceu e reconhece a importância que este site tem ara a nossa memória colectiva, que ele entende dever ser preservada e desenvolvida. É verdade, meu Amigo, a memória colectiva é que define e estabelece a identidade de um povo

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29-01-2007

Olá!

Passeando hoje pela net, esta coisa maravilhosa que nos coloca em contacto com as pessoas e com o mundo, descobri o site sobre Moscavide.

Não "serei" tanto de Moscavide como também dos Olivais. Não sei se se lembra duma fábrica de curtumes que havia, numa quinta perto de Moscavide, mesmo encostada á quinta do Conde dos Arcos, e que se chamava Quinta dos Serrões.
Pois bem, fui para aí morar,  com meus avós maternos, já lá vão uns bons 63 anos, pois é, o tempo passa.
Mais tarde, foi meu avô paterno que foi morar em Moscavide, na antiga rua João Luis de Moura, hoje Bento de Jesus Caraça. A sua viúva ainda lá mora, e também já passaram 55 anos.

Lembro a Moscavide do meu tempo, o "Taludo" onde havia os bailaricos de fim de semana, abrilhantados pelos "Lirios" e os Mensageiros do Ritmo entre outros. O Cinearte, onde eu ia com minha avó 2 vezes por semana. Os carinhos de choque, e o carrossel, onde hoje há as bombas da BP. O Jardim, onde corri e brinquei. A Praça, o bairro dos ciganos, onde também brinquei bastante.Tudo hoje está um pouco diferente, não muito. Moscavide mantém-se mais ou menos, como era. Já não posso dizer o mesmo dos Olivais. E com o Parque da Nações, foi-se o resto.Lembro com saudade, o tempo em que ia até ao Aeroporto a apanhar caracóis.

Enfim, é sempre bom recordar, as coisas boas da nossa infância, sobretudo quando encontramos eco em alguem.Quero ainda dar os parabéns pelo site. É lindo e muito bem conseguido.
Um abraço
Até sempre

Lylybety
lylybety@hotmail.com

Comentário:  Pois é, minha Amiga, Moscavide é uma terra que marca quem lá morou em pequeno. Claro que me lembro da quinta dos Serrões e da quinta do Conde dos Arcos e da fábrica de curtumes de que fala. Não me lembro é dos seus familiares, apesar de eu morar na Travessa do Cauteleiro, bem perto, portanto, da rua onde moravam os seu avós . O que não quer dizer que não os tenha conhecido. Lembro-me muito bem dos bailes no "Taludo" e dos "Lirios" dos Mensageiros do Ritmo, dos Dinâmicos, e dos Fatalistas entre outros. Julgo que ao dizer Cinearte pretende dizer Cine-Moscavide.

Obrigado pela visita e pela apreciação elogiosa que faz do meu site

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24-01-2007

Olá meu caro amigo,

Gosto muito do seu sitio gosto como fala da terra
onde tá o meu coração e a minha família a muitos anos.
Nasci na rua 28 de maio que agora é a 25 de Abril a 35 anos fui criado
na praceta onde jogávamos a bola na agua do peixe e misturados com restos de fruta podre mas era tão feliz naquela altura. De vez em quando lá partíamos a cabeça nas bancadas.

Vou dizer uma coisa vou muita vez a Moscavide mas continua a ser uma
vila tão nojenta faz-me confusão como a Junta não toma uma atitude custa
ver melhorar as ruas mas as atitudes continuam as mesmas.

Mudando de assunto e para algo mais alegre não o conheço pessoalmente
mas certamente conheceu os meus avós e o meu pai.
Eu sou com muito orgulho neto da Albertina que vendia peixe com a
Julieta na Marques Beato no cruzamento dos correios e do Bento que
trabalhava no Augusto de Moscavide na Fabrica do Gelo ao pé das
Finanças.

Como tenho saudades de ir com a minha avó á ribeira comprar o peixe e
vender na peixaria tava sempre até ao meio dia depois ia almoçar para ir
para a escola velha onde a minha professora era a D. Ana que o marido é
dono das padarias de Moscavide. Ainda havia as professoras D.Rosa a D.
Josefa entre outras que não me lembro.
 
Tínhamos na igreja o padre Xico que me baptizou, ao lado da igreja havia
o poço na vila onde morava o bexigas que quando faltava a água em
Moscavide íamos lá buscar uns baldes dela.
Como tenho saudades da minha querida Terra, como me sinto orgulhoso de
ver o Clube onde dei suor e lágrimas a disputar a Divisão de Honra do
Futebol Português.

Tenho tanta coisa para dizer desta minha linda Terra com vista para o
Tejo, rio esse onde me refrescava naquelas tardes de Verão aquela Quinta
Velha onde jogava-mos à bola naqueles verdes campos onde o gado pastava.
tanta vez que ia com o meu pai, os meus tios, primos e o resto do pessoal dos Bombeiros era lindo.

O piruças cão amigo quando tocava a sirene vinha para a esquina do Quartel uivar acompanhando o som forte da sirene. O Manél Tiré e a ti Maria que tomavam conta do Quartel e até de nós mais novos é só saudade as tascas sempre cheias os petiscos sempre a sair tanta vez que o meu Pai me levou ao Alvorada, ao 1º de Maio, ao Toino dos caracóis, ao Galego o Valente tanta coisa, o velho Nicha que me ensinou tanto. Enfim recordações boas mas infelizmente também há más mas isso não interessa para aqui.

Meu caro amigo com toda a sinceridade desejo tudo de bom para si e para
os seus que viva muitos anos para ir falando desta vila que me viu
nascer e que amo muito os meus parabéns e até um dia.

Jorge Alexandre Barbosa Santos
 
jorze@depombal.com 

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Comentário: Comove-me o espírito de saudade com que fala desses locais onde passou a sua infância, pois o mesmo se passa comigo. A saudade aumenta na medida do tempo e da distância a que esses lugares se situam. Quanto às pessoas com quem se relacionou em garoto, não posso lembrar-me pois há 36 anos que não moro em Moscavide e o meu Amigo só tem trinta e cinco Obrigado pela visita e pelos elogios. Boa sorte também para si e para os seus.

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23-12-2006

Senhor Gouveia

Só lhe escrevo para dar os parabéns pela sua página.
Tenho 32 anos e sempre morei em Moscavide, sou novo mas cheio de curiosidade para saber como era a minha terra antigamente.
Muitos parabéns e obrigado pelo seu trabalho.

Alexandre
aan06625@portugalmail.pt

Comentário:
  Quando julgo que já não aparece mais ninguém a visitar a Página. Sempre a aparece mais um. Mais um jovem, por sinal, que tem curiosidade em saber as origens da terra onde mora e onde sempre tem vivido.  Quem é que diz que os jovens não se interessam pelas coisas do passado

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 23-11-2006

          Boa noite Sr. Gouveia

Sou o actual chefe do Agrupamento de Escuteiros de Moscavide, e estou muito interessado em saber como começaram os escuteiros em Moscavide, sei que tem algumas referências nos seus escritos, pode dar-me uma ajuda. Se não se importar gostava de incluir na nossa página do Agrupamento algumas das suas histórias bem como um link para a sua página.
Fico a aguardar resposta

Luís Lucas Lopes

Comentário:
Claro, meu Amigo, estou sempre ao dispor de quem se me dirige nesta Página e sobretudo tratando-se de um escuteiro, tendo eu sido escuteiro e tantas saudades tendo desse tempo.

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22-11-2006

O site está espectacular, eu também sou um menino de Moscavide e guardo muitas saudades da minha terra se bem que moro no Cacém
Quando entro na minha terra é um aperto muito grande no coração
VIVA MOSCAVIDE
Um Abraço
José Ricardo
jlprc@clix.pt 

Comentário: Claro, meu Amigo. Moscavidense uma vez, moscavidense para sempre. Eu conheço esse aperto no coração. è saudade, meu caro

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4-11-2006

Quando penso que já não há mais ninguém que não tenha visto ainda a minha Página aparece sempre mais um visitante. Alhuem se recorda de algum dos nomes aqui referido

Boa tarde Sr. Gouveia.

 Desde já lhe peço muita desculpa por estar a enviar um e-mail desta forma, mas o meu outlook está desactivado.

O meu nome é Vanda Rute Pereira Calvela Alves, tenho 33 anos e como residente sou recente, embora Moscavide me tenha acompanhado sempre. Moro na Rua Gonçalo Braga nº 15.

Sou filha de Constantino Calvela Alves (Tino) e Maria Augusta Pereira Lopes Alves (Augustinha). O meu pai jogou futebol no Sport Lisboa e Olivais e no Desportivo dos Olivais e hoquei quando era miudo, estudou na "Escola Velha" agora Centro de Dia de Moscavide transversal da Rua Gonçalo Braga. A minha mãe trabalhou em várias lojas de Moscavide entre elas a do Sinatra, a do Sertório e da irmã de uma senhora chamada Milu. Lembro-me de passear no Jardim de Moscavide com a estátua do Patacão, acompanhada dos meus avós, Maria do Rosário Pereira Gonçalves (avó materna) viúva de Arnaldo Gonçalves (avô paterno que conheci pouco mas que gostava muito) que adorava estar no café Portugal na rua do Cinema. A minha avó Maria morava na Rua Infantaria 7 num pacato R/c ao lado de uma porta verde que tinha galinhas, bom se não as tinha cheirava e as penas abundavam; Porfíria Celeste da Silva Calvela Alves (avó paterna) e Américo Domingues Alves (o meu querido avôzinho que me contava histórias vezes sem fim e que eu tanto adorava ouvi-las) tenho muitas saudades de todos, mas a mais recente perda que me faz cair rios de lágrimas é sem duvida a do meu "Mequinho". O meu avô era caçador, como hobbie, foi serralheiro, alfaiate, e trabalhou também na conhecida EDP, assim como o meu pai; morou na Rua Gonçalo Braga nº15 até ao passado mês de Abril, a quando partiu a omoplata e veio para casa dos meus pais no Monte Abraão/Queluz. Faleceu no dia 6 de Maio deste presente ano. Os meus avós já faleceram todos, mas embora pareça estranho Moscavide faz mesmo parte da minha vida. Primeiro os meus avós paternos e maternos viveram para Moscavide, os meus pais foram criados em Moscavide, conhecerem-se em Moscavide, namoram e casaram. Foram morar para Queluz. Tiveram duas filhas eu e a minha irmã. E agora eu venho morar para Moscavide até é engraçado, não?!


-- Ps: o padrinho do meu avô era o Américo Formiga, eu não o conheci mas o meu avô falava muito dele, assim como do Sr. Lino e dos seus companheiros de caça.

 

Muito obrigada pela sua atenção e grande Bem Haja para si que tornou Moscavide o centro de tudo.
Vanda Rute Alves

vandarute@gmail.com

 

Comentário: Muito me apraz registar o interesse que demonstra por este meu trabalho e o apego que sente por Moscavide, Tal como dizem do Porto, Moscavide é uma nação. Quem lá viveu nunca o esquece. Este Lino de que fala seria o Lino carteiro? E o Américo Formiga? Conheci muito bem foi o Zé Formiga

 

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24-10-2006

Moscavide, uma paixão é o título  que este ex-moscavidense dá ao e-mail, que a seguir transcrevo

Bom dia Sr. Gouveia

Não tenho a certeza se o conheço, chamo-me Luís Lomba, exactamente como o meu pai se chamava, vivi na Rua do Armistício nº 15 ao lado do alfaiate Sousa tenho 40 anos e deixei Moscavide já lá vão 10 anos.

Joguei no Atlético e passei muitos fins de semana no campo do desportivo (as sandes de courato e os sumois), fiz muitos jogos no velhinho ringue do desportivo e fiz de tudo naquele jardim de Moscavide, que na altura me parecia muito maior.

Sobre estas recordações que a sua página me trouxe, o meu eterno agradecimento, não só pelo que me trouxe mas também pelo que vai ficar para sempre.

Obrigado amigo.

P.S. Ainda agora mesmo vivendo em Carcavelos, vou com o meu filho ver alguns jogos do Desportivo, e por incrível que pareça, o Tiago (o meu filho) já é do desportivo e até leva cachecol e tudo.

Luis Lomba
luis.lomba@mail.telepac. pt

Não, meu Amigo, é difícil eu lembrar-me de si, pois tinha o meu amigo quatro ou cinco anos quando eu deixei Moscavide e vim morar para Almada. Em contrapartida conheci muito bem o Sousa, Alfaiate, de quem era aliás amigo. Apraz-me constatar o quanto lhe agradou a visita à minha Página sobre nosso Moscavide. Obrigado

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12-10-2006

Mais um visitante brasileiro que, me pede a história do mama na Burra, da qual falo apenas de passagem, no texto evocação a Moscavide

Prezado Antônio,

 

Encontrei  referência sobre Mama na Burra e gostaria de saber se o Sr. a conhece. Em caso positivo gostaria de receber sua versão completa. Ouvia quando criança esta história contada por meus familiares quando vivíamos no interior do Brasil por volta dos anos cinquenta, daí minha curiosidade em receber sua versão completa. Gostei imensamente da sua página.

 

Atenciosamente,

 

Leonardo Giordano

Brasília-DF - Brasil

Comentário: É curioso, que sendo uma história portuguesa, são os brasileiros que a pedem por tê-la ouvido contar a seus pais, Claro que lha enviei

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21-9-2006

Após alguns meses sem visitas, eis que mais um moscavidense, ali nascido e criado, descobriu a minha Página e comovido, como todos que ali nasceram, me escreve a partilhar as suas memórias.

Meu caro amigo,

Ao visitar a sua página e investindo na sua leitura "chorei" porque algumas das Grandes pessoas que o senhor descreve fizeram-me lembrar os meus tempos de criança pois tive a honra de viver admirando essa Grande gente (como o seu senhor irmão) tenho já 42 anos mas sou filho de um dos primeiros habitantes de Moscavide o "Pescador Zé Beseguim" viviamos no Pátio em frente ao "Café Portugal" pertença da Senhora D.Ana do Registo sou também afilhado de um grande músico que aparece em todas as fotos relativas a grupos musicais da sua página que era o Meu Tio e Padrinho António Pereira e ao ler as descrições de algumas pessoas (enormes) que ainda eram do tempo da minha meninice vejo que pessoas tão importantes, com tanto de inteligência e honestidade moral já não se "produzem" bem haja meu Amigo, orgulho-me de ter sido nascido e criado num meio onde existiam pessoas que deram muito ao nosso Portugal ai que faltam que nos fazem...
Um abraço emotivo por se lembrar de gente Boa.

Um filho de Moscavide:
(Carlitos " o ruço" filho do " Zé Beseguim, Pescador")

 e logo de seguida, o mesmo visitante me escreveu outra carta (mail), acompanhada de duas fotos.

Senhor Gouveia

Volto a enviar-lhe um E-mail, pois a sua página fez-me despertar sentimentos profundos como tal desta vez vou lhe enviar fotos antigas de familia e contar-lhe episódios com algumas das grandes pessoas que o senhor descreve tão bem:

Nas fotos:

O Casamento dos meus pais já na igreja actual de Moscavide, para o meu Pai já era o 3º Casamento pois tinha ficado viúvo dos anteriores (tenho irmãos do 1º casamento que são o Emilio grande frequentador do Familiar na sua juventude e a Maria Alexandrina).

A outra foto sou eu mais os meus Pais em época de Carnaval (Famosos Carnavais que o senhor tão bem descreve) na Porta do meu Pátio o Nº6 da Rua Francisco Marques Beato.

Na sua página o senhor fala na senhora Dona Íria (peixeira amiga de meus pais) grande senhora com a qual eu quando petiz sofri marotices que me levavam ao desespero (ainda hoje recordo claro com lágrimas de saudade) ia com a minha Mãe á praça já junto ao prédio "Branca Lucas" (recordo-me ainda da praça na Rua Artur ferreira da Silva) e a Dona Íria quando me avistava para me irritar pois eu era muito pequenito dizia alto e bom som "ó Russo o teu pai é velho" ora eu não queria que o meu Pai fosse velho (como se isso fosse possivel) então entrava em desespero chorando baba e ranho e querendo ripostar só que a minha mãe não me deixava pôr o pé em ramo verde e chegava a casa contava ao meu Pai o que penava comigo na Praça então o meu Pai explicou-me que realmente já tinha alguma idade e para eu não me irritar pelo facto pois era a lei da vida mas a Dona Iria não perdia pela demora pois quando eu lá voltasse e ela me fizesse a pergunta novamente eu responderia "que velho era o c....".

Ora este ensinamento foi fora dos ouvidos da minha Mãe, quando lá voltei (á praça) a Dona Íria perguntou e eu bem ensinado respondi o que é que fui dizer passaram todas as Peixeiras a dizerem-me "Ó Russo o teu Pai é velho" pois elas queriam era brincadeira e ouvirem o palavrão dito pelo Russo a minha Mãe ia morrendo de vergonha, enfim histórias dessas mulheres que trabalharam imenso para ganharem a vida um Bem Haja para : D. Natália (avó do meu amigo de infância JÓJÓ), Dona Julieta mais a sua sócia (não me lembro do nome) Dona Ana casada com o Ti Abel (com peixaria junto á drogaria do Senhor seu irmão onde comprei palha de aço a peso) Dona íria que vivia muito perto de mim (de frente para o Registo da D. Ana) e para os Pais do Márinho peixeiro meu amigo de infância.

Termino dando-lhe mais uma vez os sinceros parabéns por tudo um grande bem haja para si.Obrigado.

Carlos Cruz
caccruz@netcabo.pt

Comentário: Aqui está um testemunho sincero de recordações de uma infância vivida num Moscavide do qual pouco resta e que de todo se perderia, não fosse gravação escrita destas memórias. Obrigado amigo pela partilha. Quanto às fotos coloco aqui, durante uns tempos, para que os seus amigos o recordem, a título excepcional, visto que o espaço é pouco e só costumo pôr fotos de grupos, apenas um das fotos que me enviou

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23-5-2006

É de França que me escreve esta visitante do Site.  Como na história de Moscavide faço referência à história do mama-na.burra vários visitantes me têm pedido esta história velhinha. Claro que eu não a tinha, mas consegui arranjá-la. É uma forma de matar saudades de Portugale dos avozinhos queridos que se foram

Bom dia,

 

O meu bisavô, costumava nos contar historia fantástica... E já as tinha contadas a minha mãe e o meu avô ... Eu recordo-me de todas... Mas a preferida da minha mãe era a história do "mama na burra", infelizmente essa ele nunca me contou e a minha mãe não se lembre bem da historia.

Tal como o meu bisavô , eu adoro contar as historias, mas gostaria também de poder contar essa de mama na burra.

 

O meu vis avo faleceu, e este últimos anos não podia nos contar este historia, porque ele dizia sempre que era comprida de mais.

 

Por favor ajuda me a transmitir para as outras gerações esta historia!!

 

Andrea
AFREIRE@editions-hatier.fr

Comentário:  Pois é comprida, é, minha Amiga, mas estas preciosidades não podem deixar perder-se. Fazem parte da nossa memória colectiva e ~e bom que as gerações mais novas, sobretudo quem está longe das suas raízes, delas não fique desligado totalmente. Por isso, como muito gosto lhe envio não uma, mas duas versões (de terras diferentes) da história que pretende

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23-4-2006

Muito boa noite, queria só mandar-lhe uma mensagem.

 

Sou bisneto do Zé Pinoca :-) Lembro-me muito bem de como era aquela maravilhosa Rua Nova. A casa do meu bisavô tinha um mirante de onde se tinha uma vista para a doca e para o rio... tenho saudades desses tempos, infelizmente para mim nunca os poderei revisitar, pior ainda para os meus pais e avós que viveram na Rua Nova dezenas de anos, e os locais da sua infância mantém-se apenas nas suas memórias.

 

Pois é acerca disso que lhe escrevo, uma vez que memórias é o que resta daquele idílico lugar, e felizmente o senhor tem colocado as suas memórias por escrito, coisa que o meu avô (Luís Rodrigues) também tem feito, mas não na internet, quem sabe um dia.

Felicidades,

Hugo Filipe

Comentário: Meu caro Amigo, lembro-me perfeitamente do "Zé Pinoca" teu avô, do seu talho sempre, na altura da Páscoa, enfeitado com ramos de acácias, ou de "páscoas" (era costume nessa altura do ano, os talhos se revestirem dessa flores), lembro-me da sua casa  com o tal terraço na desaparecida Rua Nova, lembro-me igualmente de teus pais e se, como julgo, és filho do Zé Guilherme, lembro-me de ti bébé ainda. Pois é meu amigo. tudo vai desaparecendo ae da aldeia de pescadores que era essencialmente a Rua Nova, resta apenas a memória que também se apagaria com o tempo, não fossem as diligências de pessoas como eu  e como o seu avô Luís Rodrigues ao que me conta, até essas desapareceriam de todo, dentro de alguns anos  quando de todo desaparecerem as pessoas que a conheceram.

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Meu caro amigo,

 ao visitar a sua página e investindo na sua leitura "chorei" porque algumas das Grandes pessoas que o senhor descreve fizeram-me lembrar os meus tempos de criança pois tive a honra de viver admirando essa Grande gente (como o seu senhor irmão) tenho já 42 anos mas sou filho de um dos primeiros habitantes de Moscavide o "Pescador Zé Beseguim" viviamos no Pátio em frente ao "Café Portugal" pertença da Senhora D.Ana do Registo sou também afilhado de um grande músico que aparece em todas as fotos relativas a grupos musicais da sua página que era o Meu Tio e Padrinho António Pereira e ao ler as descrições de algumas pessoas (enormes) que ainda eram do tempo da minha meninice vejo que pessoas tão importantes, com tanto de inteligência e honestidade moral já não se "produzem" bem haja meu Amigo, orgulho-me de ter sido nascido e criado num meio onde existiam pessoas que deram muito ao nosso Portugal ai que faltam que nos fazem...

Um abraço emotivo por se lembrar de gente Boa.

Um filho de Moscavide:

Carlitos " o ruço" filho do " Zé Beseguim, Pescador"

 

Senhor Gouveia

Volto a enviar-lhe um E-mail, pois a sua página fez-me despertar sentimentos profundos como tal desta vez vou lhe enviar fotos antigas de familia e contar-lhe episódios com algumas das grandes pessoas que o senhor descreve tão bem:

Nas fotos:

O Casamento dos meus pais já na igreja actual de Moscavide, para o meu Pai já era o 3º Casamento pois tinha ficado viúvo dos anteriores (tenho irmãos do 1º casamento que são o Emilio grande frequentador do Familiar na sua juventude e a Maria Alexandrina).

A outra foto sou eu mais os meus Pais em época de Carnaval (Famosos Carnavais que o senhor tão bem descreve) na Porta do meu Pátio o Nº6 da Rua Francisco Marques Beato.

Na sua página o senhor fala na senhora Dona Íria (peixeira amiga de meus pais) grande senhora com a qual eu quando petiz sofri marotices que me levavam ao desespero (ainda hoje recordo claro com lágrimas de saudade) ia com a minha Mãe á praça já junto ao prédio "Branca Lucas" (recordo-me ainda da praça na Rua Artur ferreira da Silva) e a Dona Íria quando me avistava para me irritar pois eu era muito pequenito dizia alto e bom som "ó Russo o teu pai é velho" ora eu não queria que o meu Pai fosse velho (como se isso fosse possivel) então entrava em desespero chorando baba e ranho e querendo ripostar só que a minha mãe não me deixava pôr o pé em ramo verde e chegava a casa contava ao meu Pai o que penava comigo na Praça então o meu Pai explicou-me que realmente já tinha alguma idade e para eu não me irritar pelo facto pois era a lei da vida mas a Dona Íria não perdia pela demora pois quando eu lá voltasse e ela me fizesse a pergunta novamente eu responderia "que velho era o c....".

Ora este ensinamento foi fora dos ouvidos da minha Mãe, quando lá voltei (á praça) a Dona Íria perguntou e eu bem ensinado respondi o que é que fui dizer passaram todas as Peixeiras a dizerem-me "Ó Russo o teu Pai é velho" pois elas queriam era brincadeira e ouvirem o palavrão dito pelo Russo a minha Mãe ia morrendo de vergonha, enfim histórias dessas mulheres que trabalharam imenso para ganharem a vida um Bem Haja para : D. Natália (avó do meu amigo de infancia JÓJÓ), Dona Julieta mais a sua sócia (não me lembro do nome) Dona Ana casada com o Ti Abel (com peixaria junto á drogaria do Senhor seu irmão onde comprei palha de aço a peso) Dona íria que vivia muito perto de mim (de frente para o Registo da D. Ana) e para os Pais do Márinho peixeiro meu amigo de infância.

Termino dando-lhe mais uma vez os sinceros parabéns por tudo um grande bem haja para si.

Obrigado

Carlos Cruz [caccruz@netcabo.pt]

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21-4-2006

Mais uma carta dos Estados Unidos. Não nasceu em Moscavide esta visitante, mas cá cresceu, se fez mulher e casou, até que há umas dezenas de anos a busca de uma vida melhor a fez partir para terras distantes.  Moscavide, porém nunca lhe saíu do coração e a leitura deste site parece ter-lhe feito reviver todas as boas recordações dos tempos felizes que cá passou.

 

 Senhor António Gouveia

        Habituei-me a assistir à visita assídua, do meu querido esposo, ao seu Site, terminando por através do mesmo, ler os artigos de alguns dos seus visitantes, assim como pesquisar os outros componentes do seu trabalho na Internet.

        Meu nome não lhe diz muito... "Fernanda", sou neta do falecido Rocha alfaiate; filha da falecida Carminda e de Romeu Silva, também alfaiate; nora do falecido Francisco Crisóstomo e esposa muito orgulhosa do Laertes  "o puto".

        Não sou uma moscavidense, pois nasci na rua Morais Soares em 1948; desde mui tenra idade, vivi sempre em Moscavide, até aos meus 19 anos, quando acompanhei os meus pais, para os Estados Unidos. Sentimentalmente estou ligada a essa  terra por  laços de grande afecto... Aí cresci, casei, perdi seres humanos aos que muito quis! Enfim um número de vivências boas e outras bem amargas, mas trago no sangue o desejo de regressar ao meu pais de origem, não porque me sinta mal, pelo contrario, mas com o passar  dos anos as saudades são maiores, querendo viver todos os anos de afastamento... só da valor quem o  vive na própria carne!!

          Não tenho muitas histórias vividas para contar, nem tão pouco é esse o meu objectivo; recordo-me do famoso "Maluco da Encarnação", do qual eu fugia aterrorizada, quando ele se aproximava; também o velho "Bucelas" que debaixo dos efeitos de embriaguez, tentava "seduzir" como a tantas outras, mulheres, miúdas (o meu caso), e pouco mais. Aliás, através da obsessão do meu esposo, em visitar o seu SITE diariamente, estou certa que as mais puras vivências, dessa pequena (Vila) no meu tempo, estão todas transcritas no mesmo, através dos  seus imensos visitantes de origem moscavidense

Contudo, e se me dá licença, gostaria de lhe confessar, um recordação muito forte, que me marcou profundamente, nos tenros anos da minha juventude!!! Vivíamos uma horrorosa ditadura, que nos condenava a uma vida mísera de sacrifícios, os quais nem davam direito a um lamento!!! Muitas vezes vi meu pai, com o rádio envolto numa manta de Minde, para ouvir o programa ( AQUI MOSCOVO ). Quando eu inocentemente, fazia perguntas, meu pai murmurava: nem uma palavra fora de casa, escola, comboio, amigos, etc etc. Como obediente sempre que fui, cumpri as ordens inexplicáveis para mim, que tanto me perturbavam... Mais tarde reconheci, que me pai teve razão,  pois como alfaiate que era, precisava de viver; e só o silencio vingava, na tão prestigiada para alguns infelizmente, sociedade de "BUFOS", terrível  PIDE... com alguns dos quais, eu inocentemente, brinquei com os filhos... que ironia do destino!!!  vivíamos rodeados de toda essa malta, era como uma epidemia, na rua onde eu residia.

         No entanto, com orgulho me refiro ao meu tio ( Jaime Bernardes da Silva ), que vivia em Ovar, proprietário de uma pequenita loja de fazendas, a qual lhe dava para o dia a dia, foi alvo de uma rusga ( Pide ), a horas mortas, pois assim actuavam os cobardes, felizmente sem efeitos secundários,  não só para ele, como restantes familiares, pois o meu tio fazia parte do apoio a Humberto Delgado.

 Esta minha missiva não será mais um componente para o seu SITE, mas sim, um apelo para que continue e também um enorme agradecimento, por um conjunto de palavras oriundas, que provêm  de um imortal passado

      Sr. Gouveia, bonito trabalho e deveras muito interessante, bem haja por tanta inteligência e acima de tudo, amor à sua TERRA. Se me permite, gostaria de lhe dizer,

que se no mundo em que vivemos, existissem mais homens como o SENHOR, a política não fazia dos povos, seus verdugos. Obrigada pelo exemplar trabalho que tem desenvolvido, ao longo dos anos, em divulgar o nosso Moscavide!!! Continue a sua obra prodigiosa, dando oportunidade a todos nós, de divulgar e pudermos sonhar recordando e ao mesmo tempo estarmos eternamente agradecidos a um homem que sempre lutou por um IDEAL.

        Para o famoso almoço de amanha, 22 de Abril, lhe envio os nossos cumprimentos para todos, em especial a todos os que nos conhecem, e nomeadamente aos nossos queridos tios

( António e Lourdes Salgueiro ), assim como ao  nosso amigo Samuel. Os meus sinceros e respeitosos cumprimentos e  muitíssimo obrigada, pelo oportunidade que me dá, por sem o conhecer, me dirigir ao senhor obviamente, mais a nível pessoal.  Bem haj                                                         

                                       VIVAM  OS  BORRACHOS  DOS ANOS CINQUENTA 
Fernanda Crisóstomo  
    

 

Comentário: Obrigado, minha Amiga, pela apreciação que faz do meu site. O que o torna tão valioso para si é a excelência da recordações que dentro de si moram. O meu trabalho, se algum mérito tem, é o de as escavar na poeira do tempo e de as pôr a descoberto, como num trabalho de arqueologia sentimental. Claro que conheci muito bem os seus avós, os seus pais, os seus sogros e toda a família de Moscavide. O seu avô, nunca me esqueço, fez-me o meu primeiro fato completo, já lá talvez 62 anos. Lá estarei amanhã, com o ses tios, que virão de Sines (como todos oa anos para o encontro dos Borrachos

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Bom dia,

 

O meu viz-avo, costumava nos contar historia fantastica... E ja as tinha contadas a minha mae e o meu avo ... Eu recordo me de todas... Mas a preferida da minha mae era a historia do "mama na burra", infelizmente essa ele nunca me contou e a minha mae nao se lembre bem da historia.

Tal como o meu vis-avo , eu adoro contar as historias, mas gostaria tambem de poder contar essa de mama na burra.

 

O meu vis avo faleceu, e este ultimos anos nao podia nos contar este historia, porque ele dizia sempre que era comprida de mais.

 

Por favor ajuda me a transmitir para as otros geracaoes esta historia!!

 

Andrea

 

 

14-4-2006

Caro